Sociedade e a Economia do Conhecimento e Transformação

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Sociedade e a Economia do Conhecimento e Transformação por Mind Map: Sociedade e a Economia do Conhecimento e Transformação

1. Novos paradigmas surgem quando novos ciclos científicos, econômicos e tecnológicos, entre outros, são iniciados. Esses, por sua vez afetam e provocam mudanças em série, modificando aspectos sociais, comportamentais e culturais, nas pessoas e nas organizações. Quando nos referimos aos ciclos tecnológicos, temos a inovação como a provável alavanca para esses ciclos.

1.1. Quatro mudanças de paradigma que têm impacto sobre as organizações atualmente: 1) Novas tecnologias (novas metas para tecnologia de informação, computação em rede, aberta e centrada no usuário); 2) Novo ambiente empresarial (mercado dinâmico, aberto e competitivo); 3) Nova empresa (organização aberta com atuação em rede e fundamentada na informação); 4) Nova ordem geopolítica (realidade mundial aberta, volátil e multipolar.

1.2. Paradigmas gerenciais: expansão econômica global não se baseia somente na demanda dos consumidores, o que possibilita que as estratégias para a direção dos negócios sejam constantemente aperfeiçoadas. Esse fato exige constante atualização por parte dos executivos, no que se refere às novas formas de gestão, com o objetivo de aumentar a relação cliente-empresa, tendo como base a utilização de tecnologias da informação e comunicação, a partir da estruturação de redes digitais (Internet, Intranet e Extranet). Diante disso, as novas formas de prospectar e gerenciar negócios ganharam força e contribuíram para a dinamização dos processos intra-organizacionais (CARDOSO JÚNIOR, 2003).

2. Paradigma = modelo, padrão, exemplo

3. Sociedade da informação - a informação como principal matéria-prima, insumo para um sistema; o conhecimento é empregado para agregar valor a produtos e serviços; a tecnologia constitui elemento vital para as mudanças; a rapidez, a efetividade e a qualidade constituem fatores decisivos de competitividade.

3.1. Informação pode ser entendida como um processo de atribuição de sentido, ou seja, uma prática social que envolve ações de atribuição e de comunicação de sentido que, por sua vez, pode provocar transformações nas estruturas , pois gera novos estados de conhecimento (ARAÚJO, 1998).

3.2. Conhecimento é o conjunto de saberes baseados na informação que se torna justificada, verdadeira e confiável, assumindo caráter cumulativo e compõe-se de duas vertentes: a tácita, própria do indivíduo e, portanto, subjetiva, e a explícita, externa ao indivíduo, também denominada conhecimento objetivo (ou objetivado) (MIRANDA, 2004, p.12).

4. Nova Ordem

4.1. Mundial - pode-se distinguir um novo ciclo de crescimento do capitalismo industrial, puxado pela internet (telemática) e com a indústria americana dos semicondutores impulsionadora.

4.2. Econômica - apresenta como característica o desenvolvimento e a difusão do novo paradigma tecnoeconômico das tecnologias da informação

4.3. Social - a competitividade dos setores produtivos e dos países está diretamente relacionada e é dependente da educação e do preparo dos trabalhadores e dos indivíduos que formam o povo, bem como de sua capacidade de provocar e empregar conhecimentos e inovação

5. Gestão da Informação é a aplicação de metodologias e de tecnologias da informação e da comunicação adequadas ao processo de planejamento, de organização e de controle das informações de uma organização, de forma a tornar disponível, acessível e útil o conhecimento explícito resultado deste processo. (MIRANDA, 2004)

5.1. Revoluções da Informação, a saber: 1ª Revolução - a invenção da escrita, pelos mesopotâmios, fenícios, chineses e maias, em períodos diferentes da história, o que permitiu que os conhecimentos fossem transferidos às gerações seguintes. 2ª Revolução - a invenção do livro escrito, inicialmente pelos chineses e depois pelos gregos, facilitando ainda mais a transmissão do conhecimento na linha do tempo. 3ª Revolução - a invenção da prensa de Gutenberg, dos tipos móveis e da gravura contemporânea, tida como importantíssima, pois permitiu o início da aceleração tecnológica a partir do final da Idade Média. 4ª Revolução – que vem ocorrendo desde meados do século XX, segmentada em duas fases conceituais: 1ª fase (décadas de 50 a 80 do século passado), centrada nos dados (coleta de dados, sua análise, apresentação e transmissão); e a 2ª fase (anos 90 em diante), com mudanças conceituais condicionadas ao seguinte questionamento:

6. A inteligência competitiva é um processo sistemático que transforma lacunas de dados em conhecimento estratégico, para tanto é composta de diversos tipos de informação (tecnológica, ambiental, sobre o usuário, os competidores, o mercado e o produto).

7. Capital Humano: representado principalmente pelo conhecimento, habilidades e atitudes das pessoas. Constitui-se pela experiência, percepção da realidade e projeção de possibilidades futuras, apresenta-se como o responsável pela capacidade de inovar. Representa o valor cumulativo dos investimentos realizados no treinamento, na competência e no futuro dos indivíduos na organização. Por sua definição, sua posse não pode ser atribuída às organizações empresariais, sendo mais importante que a simples posse dos meios de produção. É o responsável pelo desenvolvimento de ideias, receitas utilizadas para o rearranjo dos processos ou produtos já existentes, objetivando a agregação de valor. Além disso é parte do capital intelectual; Capital Estrutural: refere-se aos processos, estruturas, sistemas de informação, patentes e licenças que integram a estrutura organizacional, permanecendo com a organização mesmo que os empregados dela saiam, ou seja, é tudo o que resta na organização após a saída dos colaboradores (Capital Humano). Pode funcionar no esquema 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana). Sua posse pode estar vinculada às organizações empresariais; Capital dos Clientes/Consumidores: retrata o valor da relação estabelecida pela organização com seus clientes/consumidores, inclui-se a lealdade intangível desses clientes/consumidores ao seu produto/serviço, à sua reputação, ao sistema de crédito ou à capacidade de pagamento dos clientes/consumidores; e, Capital Intelectual: é a combinação do capital humano, do capital estrutural e do capital do cliente/consumidor, estabelecendo conhecimento que agrega valor à organização.