JOLIVET, Regis; Tratado de Filosofia III: Metafísica, tradução de Maria da Glória Pereira Pinto A...

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JOLIVET, Regis; Tratado de Filosofia III: Metafísica, tradução de Maria da Glória Pereira Pinto Alcure; Livraria Agir Editora; Rio de Janeiro, 1965. As propriedades transcendentais - Cap. II por Mind Map: JOLIVET, Regis; Tratado de Filosofia III: Metafísica, tradução de Maria da Glória Pereira Pinto Alcure; Livraria Agir Editora; Rio de Janeiro, 1965.              As propriedades transcendentais - Cap. II

1. Noção - Art. I (220)

1.1. 1. Gênese das noções transcendentais

1.1.1. §2. Natureza das propriedades transcendentais (221)

1.1.1.1. Os transcendentais só formam um todo com o ser.

1.1.1.1.1. - São anteriores à divisão do ser em ato e em potência, como o são à divisão do ser em categorias ou gêneros supremos do ser. - Todas as suas determinações transcendentais (categorias) lhe vêm do interior (ab intrinseco), isto é, por via de explicitação.

1.1.1.2. Os transcendentais se distinguem, conceitualmente, do ser.

1.1.1.2.1. - Não são sinônimos do ser, mas a recíproca não é verdadeira, há entre elas e o ser uma distinção (e entre cada um deles) uma distinção de razão.

2. Art. II - O Uno (222)

2.1. 1. A unidade exclui a divisão em ato.

2.1.1. - Todo ser é uno por essência; - É simples só por ser indiviso; O composto não tem ser enquanto suas partes estão separadas, mas quando estão reunidas e formam o próprio composto. - O ser e o uno são conversíveis.

2.2. 2. A Unidade transcendental e unidade numérica.

2.2.1. - É o princípio da multitude, da pluralidade dos seres unos ou indivisos em si mesmos e considerados, como distintos.

2.3. 3. Unidade analógica

2.3.1. - A analogia do uno resulta de fato da analogia do ser.

2.3.2. - Só a substância tem a unidade por si; os acidentes têm unidade apenas por causa do sujeito ao qual aderem.

2.3.2.1. Todo essencial (o homem)

2.3.2.2. Todo acidental (uma casa, uma máquina)

2.3.2.3. Unidades de continuidade (vôo do pássaro, o curso uniforme do rio)

3. Art. III - A Verdade

3.1. §1. Verdade e inteligibilidade

3.1.1. 1. A verdade transcendental (224)

3.1.1.1. - É a própria entidade dos seres, enquanto inteligíveis ou cognoscíveis pela inteligência.

3.1.1.2. - A inteligibilidade é uma propriedade transcendental que acompanha o ser inseparavelmente, mas, segundo graus diversos e analogicamente, em todas as suas determinações.

3.1.2. 2. Verdade transcendental e verdade lógica

3.1.2.1. - Verdade transcendental ou ontológica: é uma relação de identidade de natureza entre uma coisa dada e um pressuposto tipo de ideal.

3.1.2.2. - Verdade lógica: é a conformidade da inteligência com a coisa; - É uma propriedade da inteligência cognoscente, é verdadeira enquanto e na medida em que afirma que o que é é, ou o que é tal é tal.

3.1.3. 3. A Inteligibilidade

3.1.3.1. - O ser, posto em presença de uma inteligência, é inteligível tal como é.

3.2. §2. Natureza da relação entre ser e inteligência

3.2.1. 1. Relação entre seres com a inteligência (225)

3.2.1.1. - É, portanto, a Inteligência divina o ultimo fundamento da verdade ontológica, isto é, as coisas verdadeiras, as coisas são verdadeiras, enquanto estão numa relação essencial de dependência para com o intelecto divino. "Todo ser é verdadeiro" significa portanto: todo ser é, perfeitamente conforme e adequado à ideia que Deus tem dele, porque as essências das coisas dependem do intelecto divino.

3.2.1.2. - Pelo contrário, a relação das coisas com a inteligência humana: é uma relação contingente, isto é, poderia não existir, enquanto o ser pode ser ou não conhecido pela inteligência humana.

3.2.2. 2. O uno e o inteligível

3.2.2.1. - O ser, de si, é uno ou indiviso. Por outro lado é, de si, inteligível. Logo, a inteligibilidade e o uno são conversíveis.

3.2.2.2. - O múltiplo só é inteligível pelo uno: só o podemos pensar reduzindo-o à unidade.

3.2.3. 3. O Falso

3.2.3.1. - O ser-falso signIficaria um ser não conforme ao pensamento divino, isto é um absurdo.

3.2.3.2. - Pode haver coisas falsas em relação à nossa inteligência. - Por semelhança acidental ou pelo exterior.

4. JOLIVET, Regis; Tratado de Filosofia III: Metafísica, tradução de Maria da Glória Pereira Pinto Alcure; Livraria Agir Editora; Rio de Janeiro, 1965.

5. Art. IV - O Bem

5.1. §1. Ser e Bondade

5.1.1. 1. A relação com o apetite (227)

5.1.1.1. - O ser é bom, porque pode satisfazer uma necessidade ou aplacar um desejo.

5.1.1.2. - Apetite natural: existe em seres sem nenhuma espécie de consciência. - É uma ordenação essencial que tende a seu fim, que é seu bem.

5.1.2. 2. O bem transcendental

5.1.2.1. - É em si, ser e perfeição, porque todos os seres desejam a perfeição de seu ser. Assim, o fim e o bem coincidem: o que razão de fim , tem razão de bem e vice-versa.

5.1.3. 3. O uno e o bem

5.2. §2. A perfeição, razão da apetecibilidade

5.2.1. 1. Bem e apetecibilidade (228)

5.2.2. 2. Bondade ativa e bondade formal

5.3. §3. Os modos de bondade

5.3.1. 1. As três espécies do bem (229)

5.3.1.1. 1.1 Bem útil: é o que serve de meio para um bem; tem a capacidade de procurar um outro bem; em si mesmo, pode nada possuir de atraente.

5.3.1.2. 1.2 Bem deleitável: é o que nos traz alegria e gozo, tal uma obra de arte.

5.3.1.3. 1.3 Bem honesto: é o que nos atrai, não por utilidade ou para gozo, mas pela perfeição que confere.

5.3.2. 2. Analogia do bem - sob o ponte-de-vista da finalidade.

5.3.2.1. 2.1 O bem honesto: é aquele que responde à finalidade essencial do ser.

5.3.2.2. 2.2 O bem deleitável: é o fim do apetite, mas seu fim último, pois, o gozo não significa a totalidade do bem, mas apenas uma aspecto deste.

5.3.2.3. 2.3 O bem útil: está no último grau do bem, pois que não é o fim mas meio.

5.3.3. 3. O mal

5.3.3.1. -É a privação de um bem que lhe pertence; é uma falha ou uma deficiência do ser

6. Art. IV - Os primeiros princípios

6.1. São por definição, formados com o auxilio das noções, absolutamente primeiras, e, em primeiro lugar, com o auxílio da noção do ser, que as governa todas.

6.2. §1. Princípio de contradição ou não-contradição

6.2.1. 1. Posição e negação do ser

6.2.2. 2. A relação da identidade

6.3. §2. Princípio da razão de ser

6.3.1. 1. Forma geral

6.3.2. 2. Princípio de finalidade

6.3.3. 3. Princípio de causalidade (234)

7. Art. V - O Belo, a Arte e as Belas-Artes

7.1. Não é uma propriedade transcendental do ser porque não se une imediatamente com o ser , mas, somente pelo intermediário da verdade e do bem. É , com efeito, uma espécie de bem para as faculdades de conhecimento.

7.2. §1. O belo

7.2.1. A. Noção

7.2.1.1. 1. Definição: aquele que agrada ver ou que agrada pelo conhecimento.

7.2.1.1.1. a. A beleza, objeto de intuição

7.2.1.1.2. b. A beleza é fonte de alegria

7.2.1.2. 2. As condições objetivas da beleza (237)

7.2.1.2.1. a. A integridade do objeto

7.2.1.2.2. b. A unidade na variedade

7.2.1.2.3. c. A claridade

7.2.2. B. Teorias do belo, em si e da atividade do jogo

7.2.2.1. 1. O mito do belo, em si.

7.2.2.2. 2. Teoria da atividade de jogo

7.2.3. C. A emoção estética

7.2.3.1. 1. A alegria

7.2.3.2. 2. A admiração

7.2.3.3. 3. A simpatia

7.2.4. D. As espécies do belo

7.2.4.1. 1. O belo natural, artificial e moral

7.2.4.1.1. a. O belo natural

7.2.4.1.2. b. O belo artificial

7.2.4.1.3. c. O belo moral

7.2.4.2. 2. O sublime, o elegante, o bonito

7.2.4.2.1. a. O sublime

7.2.4.2.2. b. O elegante e o bonito

7.3. §2. A arte e as belas-artes

7.3.1. A. Natureza da arte

7.3.1.1. 1. A arte em geral (224)

7.3.1.2. 2. Artes e belas-artes

7.3.1.3. 3. A arte é uma virtude intelectual

7.3.2. B. As belas-artes

7.3.2.1. 1. As artes plásticas

7.3.2.1.1. a. Arquitetura

7.3.2.1.2. b. Escultura

7.3.2.1.3. c. Pintura

7.3.2.2. 2. As artes do movimento

7.3.2.2.1. a. Música

7.3.2.2.2. b. Coreografia

7.3.2.2.3. c. Poesia

7.3.3. C. As regras da arte (246)

7.3.3.1. 1. A concepção de obra de arte

7.3.3.1.1. a. As condições subjetivas

7.3.3.1.2. b. A imitação da natureza

7.3.3.1.3. c. A arte e o ideal

7.3.3.2. 2. A execução

7.3.3.2.1. a. O ofício

7.3.3.2.2. b. A arte e o ofício