CONCEITOS E ESTIMULAÇÃO DOS ELEMENTOS PSICOMOTORES
por Amauri Leandro
1. EQUILIBRIO
1.1. Segundo Gallahue e Ozmun (2013), o equilíbrio é a habilidade de um indiví- duo manter a postura de seu corpo inalterada, mesmo quando é colocado em várias posições.
1.1.1. Estático: envolve manter o próprio equilíbrio enquanto o centro de gravidade permanece estacionário, como, por exemplo, permanecer equilibrado na ponta dos pés.
1.2. O equilíbrio pode ser estático ou dinâmico:
1.2.1. Dinâmico: envolve manter o próprio equilíbrio conforme o centro de gravidade se desloca, como, por exemplo, caminhar em uma trave.
1.3. O equilíbrio é a base primordial de toda ação diferenciada dos segmentos corporais,
1.4. amarelinha, “pé de lata”, jogos de troca de nível (subir e descer, correr e parar),
2. ESQUEMA CORPORAL
2.1. A criança tem as primeiras noções quando percebe, manipula e joga com seu próprio corpo por meio dos sentimentos de dor, choro, alegria, pelas sensações visuais, etc.
2.2. O esquema corporal é definido como a organização das sensações do próprio corpo em relação ao meio exterior.
2.3. Segundo Le Boulch (1983), trata-se de um conhecimento imediato que temos de nosso corpo em posição estática ou em movimento.
2.4. brinquedo cantado, jogo de mímica (imitação de expressões faciais, animais);
3. ORGANIZAÇÃO ESPACIAL
3.1. De acordo com Gallahue e Ozmun (2013), a percepção espacial é um componente básico do desenvolvimento motor-perceptivo e pode ser divi- dida em duas subcategorias:
3.1.1. conhecimento de quanto espaço o corpo ocupa
3.1.2. habilidade de projetar o corpo efetivamente no espaço externo.
3.2. jogos de quebra cabeça e encaixe, manusear vários materiais e classificá-los
3.3. É a capacidade de orientar-se diante de um espaço físico e de perceber a relação de proximidade de coisas entre si. Refere-se às relações de perto, longe, em cima, embaixo, dentro, fora etc. (ALVES, 2004).
4. ORGANIZAÇAO TEMPORAL
4.1. Le Boulch (1983) destaca que, quando a criança tem consciência de seu corpo orientado, seu espaço temporal se torna maior e sua geometria lhe permite estender ao espaço os eixos do corpo que servem de eixos de coordenadas para ter acesso ao espaço euclidiano.
4.2. As noções de tempo e espaço são as principais bases do desenvolvimento motor, cognitivo e social da criança.
4.3. estimular a composição de frases, conversar, cantar, fazer brincadeiras com música
5. AREAS PSICOMOTORAS
5.1. processo sequencial, contínuo, de mudanças progressivas no comportamento motor do indivíduo.
5.2. Na fase escolar ocorre um aperfeiçoamento do desempenho motor; a maior parte das habilidades moto- ras mais importantes já está desenvolvida em sua forma básica por volta dos 6 ou 7 anos de idade, e entre os 6 e os 12 anos a criança apresenta um aumento na velocidade, uma coordenação cada vez melhor e maiores habilidades em tarefas físicas específicas (BEE; BOYD, 2003; GALLAHUE; OZMUN, 2013).
6. MOTRICIDADE FINA
6.1. Segundo Rosa Neto (2015), a coordenação visuomanual representa a atividade mais frequente e mais comum no homem.
6.2. Para Rodrigues (2000), a habilidade manual constitui um aspecto particular da coordenação global, importante na praxia e no grafismo.
6.3. à coordenação discriminativa e ao comando motor dos olhos, lábios, língua, mãos e dedos.
6.4. jogos de encaixe; jogo de pega-varetas, quebra- -cabeça, alinhavos,
7. MOTRICIDADE GLOBAL
7.1. A motricidade global envolve os grandes músculos para realizar movimentos amplos utilizando o corpo inteiro.
7.2. capacidade divide-se em: coordenação dinâmica, equilíbrio, freio inibitório e relaxamento.
7.3. representa os movimentos dinâmicos globais — correr, saltar, trepar, andar, etc.
7.4. A criança brinca imitando cenas da vida diária: fala movimentando-se, canta dançando; expressa, simultaneamente, afetividade e exercita sua capacidade intelectual.
7.5. saltar de diferentes formas, com um pé só, com os dois pés, por cima de objetos,
8. LATERALIDADE
8.1. Durante a infância, naturalmente se define uma dominância lateral, que ocorre por volta dos 6 ou 7 anos de idade, o que não significa que não possa ser perce- bida antes dessa idade.
8.2. Conforme Rosa Neto (2002), a lateralidade é a preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo: mão, olho, ouvido, perna. No entanto, geralmente consideramos o domínio motor lateral das mãos.
8.3. jogos de arremesso, jogo com bolas, Saci Pererê,