OROGÊNESE E TÊCTONICA DE PLACAS

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OROGÊNESE E TÊCTONICA DE PLACAS por Mind Map: OROGÊNESE E TÊCTONICA DE PLACAS

1. EVOLUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

1.1. FILOSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

1.1.1. Utilizavam a ciência para compreender os processos que aconteciam no planeta.

1.2. FINAL DA IDADE MÉDIA

1.2.1. Evolução de conhecimentos empíricos sobre a geologia especificamente a mineração em países como a China;

1.3. RENASCIMENTO

1.3.1. Nascem primeiras teorias;

2. PRIMEIRAS TEORIAS

2.1. TEORIA DA CONTRAÇÃO TERRESTRE - GIORDANO BRUNO

2.1.1. Fez analogia a uma maçã enrugada, com a topografia da Terra.

2.2. DIAGRAMA DE DESCARTES

2.2.1. Utiliza a analogia de Giordano para relacionar a terra já estruturada, em camadas, quando há a contração há também a quebra que origina as montanhas.

2.3. EXPANSÃO LOCAL DE VOLUME - JAMES HUTTON - "Pai" da geologia moderna.

2.3.1. Contrapõe as duas teorias anteriores; observa que as rochas graníticas intrudiam as rochas sedimentares.

2.4. HORACE-BÉNEDICT DE SAUSURRE

2.4.1. Coordenou viagens nos Alpes, estudando botânica e descrevendo as rochas; um dos primeiros naturalistas a relacionar a importância do estudo das cadeias de montanhas com para entender a evolução do planeta Terra.

2.4.2. OUTROS NATURALISTAS QUE SEGUIRAM A LINHA DE SAUSURRE FORAM: GILBERT E BOUÉ.

2.4.2.1. Gilbert, naturalista estadunidense, precursor na definição do termo orogênese.

2.4.2.2. Boué, alemão, também já utilizava um termo parecido para designar a origem de montanhas, "OROGENIE"

2.5. TEORIA DA CONTRAÇÃO TERMAL

2.5.1. DUAS VERTENTES EURÓPEIAS (teoria geral até a mudança de paradigmas com a têctonica de placas)

2.5.1.1. Eduard Suess, geologo austriaco, seu objeto de estudo eram os Alpes. Tinham a ideia de uma contínua mudança entre oceanos e continentes, baseados no pensamento de que existiam pontes ou plataformas continentais que ligavam os continentes hoje separados por oceanos, pelo fato de serem encontrados fosseis de mesma espécie em continentes distantes.

2.5.1.2. James Dana, teoria apalachiana, tendo como pensamento principal a teoria da permanência, onde os oceanos e continentes seriam feições permanentes e primordiais, oceano não vira continente e vive-versa.

2.6. TEORIA GEONSSINCLINAL

2.6.1. Teoria muito descritiva, com descrição de todos elementos orogênos. Segue as duas vertentes da teoria da contração termal.

2.6.2. Escola europeia representada por Émile Haug, com enfoque no Alpes.

2.6.2.1. Bacias entre duas áreas continentais, preenchidas com sedimentos de ambientes profundos.

2.6.3. Escola estadunidense representada por James Hall e James Dana, com enfoque nos Apalaches.

2.6.3.1. Bacias marginais preenchidas de sedimentos de ambientes rasos.

3. MUDANÇA DE PARADIGMAS

3.1. TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL

3.1.1. Além de Alfred Wegener também temos: Reginald Daly; John Joly, Arthut Holmes; Alexander Du Toit; Otto Ampferer.

3.1.2. Wegener apresenta em seu livro The Origin of Continents and Oceans (1981) evidências:

3.1.2.1. Contorno dos continentes(antiga) - reconstrução da América do Sul, América do Norte com África, do Snider Pellegrini em meados do século XIX, com uma noção de antes da separação e depois;

3.1.2.2. Correlação geológica (Alexander Du Toit (1937) que Wegener usa bastante, evidencias geológicas entre principalmente África e América do sul);

3.1.2.3. Registro glaciogênicos (No carbonífero/permiano, que temos na bacia do Paraná, fazendo uma reorganização da área em que houve a glaciação);

3.1.2.4. Registros paleontológicos (Wegener utiliza os registros paleontológico, no permiano e triássico, evidencias do Mesossauro réptil aquático q vivia próximo ao continente, ocorrendo tanto na África como América do Sul, e plantinha glossopteris, que dá o nome do Gonwanland, ocorrendo no sul da Índia, a terra dos gonds);

3.1.2.5. Cadeias contínuas de montanhas (Taylor, imaginava que os continentes estavam se movendo do polo para o equador, para explicar essas cadeias contínuas de montanhas).

3.1.3. REJEIÇÃO DA TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL

3.1.3.1. É apontado a não existência de um mecanismo causador, mas Naomi Oereskes em seu livro 1999 chamado “The Rejection Of The Continental Crust” mostra que existiam vários autores que propunham mecanismos causadores para a teoria da deriva continental; Rejeição epistemológica e metodológica baseada principalmente nos pesquisadores conservadores dos Estados Unidos e da Europa, como por exemplo: John Jolie, Arthur Holmes, Reginald Daly, Otto Ampferer;

3.1.4. Reginald Daly - apresenta o escorregamento gravitacional (Gravity Silding), uma ideia inicial de subducção (causada pelo enfraquecimento da litosfera é embaixo dessas bacias já os sinclinais), delaminação e fusão além de alguns mecanismos de subsidência e deformação dessas bacias por expansão de material fundido, que teria sido elevado para o manto.

3.1.5. Arthur Holmes - mostra que as correntes de convecção mantélica seriam capazes de movimentarem os blocos continentais tendo relação com algumas zonas que teriam ascensão de material do manto.

3.2. INFLUÊNCIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

3.2.1. CONHECIMENTO DO FUNDO OCEÂNICO

3.2.1.1. Investigações por navios de guerra do fundo oceânico utilizando a batimetria e magnetometria;

3.2.1.2. Marie Tharp - Responsável por integrar todos os dados coletados no oceano é principal autora na geração dos mapas de fundo oceânico;

3.2.1.3. Maurice “Doc” Ewing – um dos comandantes de navio naval, faziam missões com submarinos, não desligavam os equipamentos de levantamento batimétrico ou magnetométrico quando iam se deslocar de uma missão para outra;

3.2.2. -HARRY HESS (1962): ideias de autores (como Arthur Holmes sobre as células de convecção, Otto Ampferer, fundo oceânico) voltaram a ser estudadas, para nos dizer que as feições do meio do fundo do meio do oceano as meso-atlânticas ou as meso-oceânicas seriam os locais onde haveria ascensão de material e as trincheiras ou as zonas de batimetria profunda perto do continente seriam as zonas de descenso de material nessa célula de convecção gigante;

3.2.3. ROBERT DIETZ – sugeriu antes de Hess que a crosta oceânica seria formada por erupções basálticas submarinas. Até a década de 60 não se sabia da existência de crosta oceânica e do que era formada.

4. TEORIA DA TÊCTONICA

4.1. No final do século XIX ao início do século XX se inicia o colapso da teoria da contração termal por conta de vários fatores dentre eles: mapeamento geológico (alpes suíços) reinterpretação dos dados de mapeamento de detalhe, geodésia (isostasia), descoberta da radioatividade. Surgindo a teoria da deriva continental. A partir da década de 60 há a mudança de paradigma com a teoria da têctonica de placas.

5. PERSPECTIVAS "ATUAIS"

5.1. DEFORMAÇÃO INTRAPLACA

5.1.1. LIMITE DIFUSO DE PLACAS

5.1.1.1. OROGENIA INTRACONTINENTAL

5.1.1.1.1. Utilização de alguns conceitos da teoria geossinclinal, enfraquecimento da litosfera. Ideias de Daly e Etheridge.

5.1.1.1.2. Gorczyk&Vogt modelaram numericamente o comportamento petrológico e termomecânico de um orogeno intracontinental

5.1.1.2. Conceito surge com a observação de áreas sísmicas

5.1.1.2.1. Gordon descreve e discute duas premissas iniciais sobre têctonica de placas: •Limites estreitos funcionam para alguns tipos de limites tectonicos; •Rigidez das placas é uma aproximação útil embora incerta.

5.1.1.2.2. Número de placas de Gordon e Morgan são diferentes: •Morgan de 10 a 12; •Gordon mais de 20.

5.2. FLUXO CRUSTAL

5.2.1. Metamorphic core complexes

5.2.2. Orógenos Colisionais e Intracontinentais

6. ESPALHAMENTO DO FUNDO OCEÂNICO

6.1. Cox e colaboradores: inversões magnéticas em espesso pacotes de rochas vulcânicas cenozoicas na California;

6.1.1. DEU ZEBRA: Outros geofísicos testaram a hipotese, com dados da magnetometria, da possibilidade de haver um padrão magnético zebrado no assoalho oceânico.

6.1.2. Conclui-se que: as mesoatlânticas (limites divergentes); as "trincheiras" (limites convergentes); com a falta das falhas transformantes.

6.1.2.1. Wilson organiza a teoria da têctonica de placas em 3D.

6.1.2.2. Morgan organiza o planeta em placas, afim de modelar geometricamente.

6.1.2.3. Buscaram um CONTROLE GEOMÉTRICO baseados em 2 pressupostos básicos, afim de manter o rigor matemático:

6.1.2.3.1. 1-Placas têctonicas são placas rígidas com deformação ocorrendo apenas em suas bordas;

6.1.2.3.2. 2-Limites de placas são definidos por placas estreitas.

6.1.3. MUDANÇA DA DEFINIÇÃO DE OROGÊNESE

6.1.3.1. Termo coletivo para processos convergentes em limites de placas, segundo Sengör.