DOPAMINA (C8H11NO2)

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
DOPAMINA (C8H11NO2) por Mind Map: DOPAMINA (C8H11NO2)

1. As células secretoras de catecolaminas utilizam de diversas reações metabólicas celulares que convertem tirosina em Levodopa, a qual, em seguida, é convertida em dopamina. E a depender do tipo de célula, a dopamina irá se converter em norepinefrina ou adrenalina.

2. A dopamina atua em receptores dopaminérgicos, além de atuar indiretamente em terminais adrenérgicos alfa e beta após a liberação de noradrenalina. Os receptores dopaminérgicos encontram-se no sistema nervoso central, nos vasos mesentéricos e renais, e nas artérias coronárias do músculo cardíaco.

2.1. Os efeitos da liberação de dopamina quando ligada aos receptores dopaminérgicos são a vasodilatação mesentérica e renal e provavelmente, das artérias coronárias. Esses efeitos ocorrem após a infusão intravenosa contínua com doses de 2,5 a 5 microgramas/Kg/min.

2.2. Com doses de 5 a 20 microgramas/Kg/min predomina-se o estímulo beta (aumento de débito cardíaco e força de contração, relaxamento da musculatura de vasos, bronquíolos, útero, bexiga, vias seminais e TGI, e aumenta a lipólise).

2.2.1. O estímulo alfa se torna evidente com doses acima de 20 microgramas/Kg/min, resultando em contração da musculatura de vasos, bexiga, íris, útero e relaxamento de TGI, além de estimular receptores pré-sinápticos).

3. Tem papel importante em uma variedade de sistemas do corpo, bem como funções , incluindo movimento, sono, aprendizado, humor, memória, e atenção.

4. A dopamina é um importante recurso terapêutico no tratamento do choque, podendo substituir com vantagens os estimulantes alfa-adrenérgicos, que contrairiam os vasos renais e interfeririam na metabolização e excreção renal.

5. Também é muito utilizada em unidades de terapia intensiva em casos de hipotensão após infarto agudo do miocárdio, mas deve-se tomar cuidado com a dose, porque o músculo cardíaco está hipersensível às catecolaminas.

6. Não se deve diluir a dopamina em soluções alcalinas, pois ela se inativa.

7. No Brasil, a dopamina está sendo comercializada na forma de ampolas de 10mL contendo 50mg, com o nome Revivan.

8. Toda catecolamina é uma monoamina – função orgânica que possui um grupo benzeno com 2 hidroxilas nos carbonos 1 e 2, e uma cadeia lateral de amina.

8.1. É uma monoamina derivada do aminoácido tirosina e solúvel em água

8.2. A tirosina é obtida a partir da fenilalanina por hidroxilação através da fenilalanina hidroxilase.

9. Exerce efeitos sobre receptores B-1 causando aumento de débito cardíaco e força de contração, principalmente por liberação de noradrenalina e por efeito inotrópico positivo no miocárdio, quando as células do tecido cardíaco têm um aumento no nível de cálcio intracelular.

9.1. Com doses até 10 microgramas/Kg/min, a dopamina causa elevação da pressão sistólica, discreto aumento ou nenhuma alteração na pressão diastólica, e pouca modificação na filtração glomerular, do fluxo sanguíneo renal e na excreção de sódio.

10. A dopamina deve ser administrada com cautela, pois, como já enaltecido acima, doses superiores a 20 microgramas/Kg/min podem causar expressivo aumento de pressão arterial e constrição dos vasos renais.

11. Outra indicação para a dopamina é a insuficiência cardíaca congestiva crônica refratária, em que os efeitos cardiotônicos e vasodilatador renal, contribuem para compensar o paciente.

11.1. Deve ser administrada, em todos esses casos, na forma intravenosa contínua, com duas ampolas de 100 mg em 500 mL de soro glicosado ou fisiológico – o soro fisiológico não deve ser usado no caso de insuficiência cardíaca e assim, a concentração obtida será de 200 microgramas/mL.

11.1.1. Cada paciente vai exigir uma velocidade de gotejamento diferente de acordo com a resposta hemodinâmica desejada.

12. A dopamina é uma Catecolamina precursora de adrenalina, noradrenalina e norepinefrina.

13. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada tegmental ventral, nos neurônios dopaminérgicos. No citoplasma desses neurônios, a dopamina é sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurônios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.

13.1. Neurotransmissor monoaminérgicos da familia das catecolaminas que desempenham papeis importantes no organismo

14. As doses de dopamina devem ser reduzidas se o paciente se encontra sob efeito de psicofármacos inibidores de MAO – monoamina oxidase, como a isocarboxazida e fenelzina, de antidepressivos tricíclicos e de guanetidina – medicamento antihipertensivo que reduz a liberação de catecolamina, tais como a norepinefrina. Nesses casos, o paciente poderia sofrer arritmias cardíacas graves ou acidente vascular encefálico.

15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

15.1. MADSON, A. Et al. As consequências da diminuição de dopamina produzida na substância negra: Uma breve reflexão. Interfaces Científicas - Saúde e Ambiente • Aracaju • V.4 • N.1 • p. 83 - 90 • Out. 2015

16. Membros: Ana Beatriz Mussi Petricio Bruno Ragazzi Filipe Modolo Kimberly Silva Batilani Larissa Gabriela Da Rocha Lucas Comim Dionello Maria Eduarda Ferrari Gazola Renata de Castro Padilha Moreno

17. Por fim percebemos que a dopamina tem uma importância bastante significativa para o ser humano, pois sua falta ou diminuição pode trazer severas consequências, como o surgimento de Parkinson, Parkisonismo e depressão além de outras patologias como a esquizofrenia que está ligada de forma indireta ao Parkinson, comportamento emocional, déficit de memória, desencadeamento de estresse que estão ligados ás outras vias de dopamina