1. Introdução: levy (1999) acredita que a cibercultura coloca o ser humano diante de um mar de conhecimento, onde é preciso escolher, selecionar e filtrar as informações, para organizá-las em grupos e comunidades onde seja possível trocar ideias, compartilhar interesses e criar uma inteligência coletiva.
2. Resumo: o termo cibercultura permeia discursos em várias áreas da sociedade contemporânea, da área educacional, negócios até a política. O tema é relevante em função de sua complexidade e de suas implicações para as mudanças culturais que atingem todos os setores da sociedade na atualidade. Este artigo tem como objetivo analisar algumas complexidades da cibercultura tendo como base três obrasdo estudioso francês Pierre Lévy. Entende-se que compreendendo mais profundamente essas complexidades, mais facilmente se poderá envolver as pessoas e instituições educativas a participarem da construção dos processos positivos possibilitados pela cibercultura.
3. Virtualização: a virtualização é a passagem do atual para o virtual. Para Pierre Lévy (1999) o virtual não é oposto do real, e sim, uma continuação dele. Existem vários tipos de virtualização, como por exemplo a virtualização do texto, da ação, do presente, da violência, do corpo, entre outros.
4. Complexidade da cibercultura: ciberculturaA partir das questões apresentadas em que Pierre Lévy (1999) caracteriza a cibercultura, pode-se perceber que a sociedade contemporânea se encontra frente a uma série de novas complexidades potencializadas pela mudança de pensamento que surgiu principalmente com a criação e uso das tecnologias intelectuais da informática e do ciberespaço. compreendidas. Um grande equívoco natentativa de compreender a cibercultura é imaginar que ela é apenas um movimento que surgiu exclusivamente de um grupo separado de informatas que criou os computadores e as redes digitais.
5. Ciberespaço: ciberespaço, para Lévy(1999), éum dispositivo de comunicação interativo e comunitário, que engloba todas as vantagens e recursos das tecnologias intelectuais da informática. No ciberespaço, o computador não é um centro, e sim um nó, um componente da rede universal calculante. Dessa forma a informática contemporânea está desconstruindo o computador em benefício de um espaço de comunicação navegável e transparente. Neste espaçotodas as funções são distribuíveise cada vez mais distribuídas, tornando-se assimum instrumento privilegiado da inteligência coletiva.
6. Consideração final: FinaisEste artigo apresentou complexidades da cibercultura que consideramos importantes para a melhor compreensão da sociedade contemporânea e também da educação neste contexto. A partir dos estudos de Pierre Lévyforam discutidas algumas questões que fazem parte do contexto da cibercultura e que tornam a sociedade atual mais complexa.Neste sentido, para analisarmos a cibercultura e a sua própria relação com as instituições, principalmente educativas, poderíamos formular os seguintes questionamentos: As instituições educativas estão preparadas para acolher e tratar das novas questões que surgem com a cibercultura? As escolas estão organizadas para trabalhar segundo o princípio do universal sem totalidade do ciberespaço? A partir destes questionamentos percebe-se que grande parte das instituições educativas,na maioria das vezes, não estápreparadae estruturadapara dar conta de muitas das complexidades da cibercultura. Um possível motivo para essa inadequação é que as mesmas surgiram e estão há séculos baseadas nas tecnologias intelectuais da escrita que são completamente diferentes das tecnologias da informática.Para que os profissionais das instituições educativas possam melhorar o seu trabalho como educadoresé imprescindívelque os mesmos estejam dispostos acompreender mais profundamente os conceitos e implicaçõesda ciberculturas