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ABDOME AGUDO por Mind Map: ABDOME AGUDO

1. 5 tipos

1.1. INFLAMATÓRIO

1.1.1. Dor aguda, de média intensidade, que aumenta progressivamente.

1.1.2. Febre

1.1.3. Anorexia

1.1.4. APENDICITE AGUDA

1.1.4.1. Dor abdominal inicialmente periumbilical difusa que migra para a FID no ponto de McBurney.

1.1.4.2. Anamnese + EF + leucocitose com desvio à esquerda

1.1.4.3. Blumberg positivo

1.1.4.3.1. Dor à descompressão súbita na FID

1.1.4.4. Rovsing positivo

1.1.4.4.1. Palpar FIE e ter dor na FID pela transmissão do gás do Intestino Grosso

1.1.4.5. Defesa involuntária à palpação na FID

1.1.4.6. US: diâmetro normal da luz do apêndice é de 0,5cm. Quando é > 0,6 cm indica apendicite aguda.

1.1.4.7. TTO cirúrgico com videolaparoscopia.

1.1.5. PANCREATITE

1.1.5.1. Inflamação aguda do pâncreas

1.1.5.2. Dor intensa/contínua/súbita no epigástrio com irradiação para o hipocôndrio E e/ou ombro

1.1.5.3. Principal causa: cálculo biliar

1.1.5.4. Segunda principal causa: etilismo

1.1.5.5. Náuseas, vômitos, distensão abdominal e icterícia.

1.1.5.6. Sinal de Cullen: equimose periumbilical

1.1.5.7. Sinal de Grey-Turner: equimoses nos flanco

1.1.5.8. Fisiopatologia

1.1.5.8.1. Ativação do tripsinogênio

1.1.5.8.2. Inflamação local: edema

1.1.5.9. ATLANTA

1.1.5.9.1. Leve ou edematosa (80%)

1.1.5.9.2. Grave ou Necrotizante (20%)

1.1.5.10. Etiologias

1.1.5.10.1. Pós-operatória

1.1.5.10.2. Pós CPRE

1.1.5.10.3. Vírus (cachumba, coxsackie B, Herpes, hepatite B, citomegalovírus e outros)

1.1.5.10.4. Medicamentos (estrógenos, furosemida, tetraciclinas e tiazídicos e outros)

1.1.5.10.5. Hiperlipidemias (triglicerídeos)

1.1.5.10.6. Tumores de pâncreas ou papila

1.1.5.10.7. Fibrose cística do pâncreas

1.1.5.10.8. Hipercalcemia (tu de paratireóide e mieloma múltiplo)

1.1.5.10.9. Gravidez

1.1.5.10.10. Idiopática

1.1.5.11. Exames

1.1.5.11.1. Aumento em mais de 3x do normal de amilase e lipase.

1.1.5.11.2. Diminuição do cálcio sérico

1.1.5.11.3. Hiperglicemia

1.1.5.11.4. Leucocitose

1.1.5.11.5. Aumento do TGP

1.1.5.11.6. Proteína C reativa

1.1.5.11.7. Eco abdominal total

1.1.5.11.8. TC de abdome

1.1.5.11.9. CPRE

1.1.5.12. TTO

1.1.5.12.1. CLÍNICO (CONSERVADOR)

1.1.5.12.2. CIRÚRGICO E ENDOSCÓPICO

1.1.5.13. Complicações

1.1.5.13.1. Coleções líquidas peripancreáticas

1.1.5.13.2. Pseudo-cistos

1.1.5.14. EF

1.1.5.14.1. Palpação

1.1.5.14.2. Inspeção: distensão abdominal

1.1.5.14.3. Ausculta: RHA- ou ausentes

1.1.5.15. Diagnóstico: dois de três critérios

1.1.5.15.1. Dor abdominal epigástrica, podendo se irradiar para o dorso, náusea, vômito

1.1.5.15.2. Amilase e/ou lipase elevadas em mais de 3 vezes o limite superior da normalidade

1.1.5.15.3. Achados característicos em exames de imagem abdominal (Eco e TC de abdome)

1.1.6. DIP

1.1.6.1. Ascenção dos microrganismos vaginais

1.1.6.2. Causa mais comum: salpingite

1.1.6.3. Febres altas de 40ºC

1.1.6.4. Eleva o risco de gravidez ectópica e infertilidade futura

1.1.6.5. TTO conservador com ATB.

1.1.6.6. ecografia transvaginal.

1.1.6.7. corrimento vaginal fétido – secreção vaginal ou cervical anormal

1.1.6.8. Sinal de Douglas positivo

1.1.6.8.1. Dor intensa no toque vaginal à mobilização do colo uterino

1.1.6.9. Dor à palpação da região abdominal inferior

1.1.7. COLECISTITE

1.1.7.1. Dor à palpação do HD

1.1.7.2. Sinal de Murphy

1.1.7.2.1. Pausa da inspiração dolorosa.

1.1.7.3. Inflamação da parede vesical por um cálculo impactado no infundíbulo por > 6 horas

1.1.7.4. Abdome agudo cirúrgico

1.1.7.5. Conduta: ATB e cirurgia em até 48 horas.

1.1.8. DIVERTICULITE

1.1.8.1. “Apendicite do lado esquerdo”

1.1.8.2. Idoso

1.1.8.3. Febre persistente

1.1.8.4. Herniação do cólon sigmóide que está "fraco"

1.1.8.5. TC de abdômen com contraste. Na dúvida de diverticulite aguda NUNCA faz colonoscopia.

1.1.8.6. Conduta: 80% conservadora e 20% ressecção do intestino.

1.2. PERFURATIVO

1.2.1. Peritonite secundária à perfuração de uma víscera oca

1.2.2. Dor lancinante

1.2.3. Chega na emergência taquicárdico, sudorético, em posição antálgica – em cócoras/

1.2.4. Abdômen em tábua

1.2.4.1. – defesa involuntária; contração generalizada dos músculos retos abdominais.

1.2.5. Início súbito da dor

1.2.6. Sinal de Jobert

1.2.6.1. Som timpânico à percussão do HD pela interposição gasosa.

1.2.7. TTO: eminentemente cirúrgico - laparotomia (aberta) ou laparoscopia (vídeo).

1.2.8. Colocação de corpos estranhos no ânus podem perfurar o cólon.

1.2.9. Raio x de tórax: pneumoperitônio

1.2.9.1. Gás fora das vísceras

1.2.10. ÚLCERA PÉPTICA PERFURADA

1.2.10.1. Úlcera gástrica perfurada

1.2.10.1.1. SEMPRE deve ser biopsiada

1.2.10.2. Úlcera duodenal perfurada

1.2.10.3. Úlcera péptica normalmente causada pelo uso crônico de AINES ou infecção por HP

1.3. OBSTRUTIVO

1.3.1. distensão abdominal, cólicas, náuseas e vômitos, parada da eliminação de flátus e fezes, sinais de desidratação

1.3.2. RHA aumentados e metálicos (sinal indireto de obstrução mecânica)

1.3.3. Etiologias

1.3.3.1. 1ª) Aderências ou bridas

1.3.3.1.1. No restante do TGI = bridas.

1.3.3.2. Neoplasia (principalmente na região do reto-sigmoide).

1.3.3.2.1. No cólon = câncer.

1.3.4. Radiografia simples de abdômen em 3 incidências

1.3.4.1. Pneumoperitônio

1.3.4.1.1. Cúpulas diafragmáticas (AP)

1.3.4.2. Níveis hidroaéreos

1.3.4.2.1. Ortostase (em pé)

1.3.4.3. Empilhamento de moedas

1.3.4.3.1. Em decúbito dorsal

1.3.5. diafragmáticas (AP – procura de pneumoperitônio

1.3.6. SUBOCLUSÃO

1.3.6.1. No Raio x abdominal a ampola retal está preta, indicando que a obstrução é incompleta, permitindo a passagem de flatus (gases são pretos no Raio x)

1.3.6.2. Mais comum em bridas.

1.3.6.3. internar, hidratar, usar pró-cinéticos (plasil), SNG

1.3.7. OBSTRUÇÃO COMPLETA

1.3.7.1. No Raio x abdominal a ampola retal está branca, indicando que não há passagem de fezes e flatus.

1.3.7.2. Mais comum em tumores

1.3.7.3. Hidratação, ATB (evitar infecção 2ª) e cirurgia

1.4. VASCULAR/ISQUÊMICO

1.4.1. 1ª) Trombose mesentérica

1.4.2. A dor abdominal do paciente é muito maior/desproporcional aos achados do EF.

1.4.3. Angina mesentérica

1.4.3.1. Placa de ateroma ou êmbolo que saiu do coração

1.4.3.2. Dor pós-prandial

1.4.3.3. Fobia alimentar

1.4.3.4. . Dor no mesogástrio, indo para o epigástrio.

1.4.3.5. Duração média de 30 minutos

1.4.4. Exames de Imagem:

1.4.4.1. Exame inicial

1.4.4.1.1. Raio x de abdome em decúbito, ortostase e cúpulas diafragmáticas

1.4.4.2. TC de abdome com contraste EV e VO - Angiotomografia

1.4.4.3. Arteriografia é padrão ouro, opta-se por angiotomo

1.4.5. BEG, hipotensão arterial grave, pulso fino, rápido e arrítmico, alteração do ritmo respiratório, cianose e diminuição de temperatura de extremidades, pode ter febre, dor abdominal mal definida, vômitos de líquido escuro e odor necrótico, claudicação abdominal.

1.4.6. Abdome

1.4.6.1. Dor visceral à palpação superficial e profunda

1.4.6.2. RHA ausentes ou diminuídos

1.4.6.3. Toque retal com saída de líquido necrótico

1.4.6.4. Paracentese: líquido necrótico na cavidade

1.4.6.5. Raio x: diminuição de gases nas alças intestinais

1.4.7. Fases

1.4.7.1. Crônica

1.4.7.1.1. Fase em que está no caminho da angina mesentérica.

1.4.7.1.2. Dor abdominal pós-prandial, fobia ao se alimentar, emagrecimento, diarreia/esvaziamento intestinal, pode ter esteatorreia;

1.4.7.2. Aguda

1.4.7.2.1. Dor abdominal desproporcional aos achados do EF

1.4.8. Labs

1.4.8.1. Leucocitose com desvio à esquerda (75% acima de 15.000), hemoconcentração

1.4.8.2. Amilasemia (aumento da amilase

1.4.9. TTO

1.4.9.1. Laparoscopia, Laparotomia exploradora

1.4.9.2. Da fase aguda: reposição hidro-eletrolítica, correção de causa vascular (se houver tempo).

1.4.9.3. Da fase crônica: arteriotomia mesentérica.

1.4.10. sinal do peteleco

1.4.10.1. Sinal para ver se a alça tem viabilidade:

1.4.10.2. Peristaltismo

1.4.11. Prognóstico: 85% de mortalidade nos casos de oclusão aguda por trombose.

1.5. HEMORRÁGICO

1.5.1. Sangue no peritônio

1.5.2. dor súbita, contato do sangue com a cavidade abdomina

1.5.3. Choque hipovolêmico

1.5.3.1. Taquicardia, palidez, sudorese, sinais de irritação peritoneal, sinais de anemia.

1.5.3.1.1. Hemoglobina baixa, palidez, enchimento lento dos dedos.

1.5.4. Causas

1.5.4.1. 1ª) Gravidez ectópica

1.5.4.2. Cisto de ovário roto em mulheres jovens

1.5.4.3. aneurisma roto de aorta

1.5.5. Exames

1.5.5.1. US de abdome

1.5.5.1.1. Mostrar liquido livre na cavidade

1.5.5.2. Instável

1.5.5.2.1. Nunca fazer TC – vai direto para a laparoscopia

1.5.6. Conduta

1.5.6.1. CIRÚRGICA, videolaparoscopia

2. Exames

2.1. Raio-x de abdome agudo

2.2. Hemograma

2.2.1. Investigar anemia (sangramento) e leucocitose (inflamação)

2.2.1.1. Hb baixa (normal 12-15) anemia: sugere-se sangramento, abdome agudo hemorrágico. Ex: jovem, feminina: cisto de ovário roto ou gravidez ectópica.

2.2.1.2. Leucocitose (aumento dos bastonetes) e desvio a esquerda: sugere-se abdome agudo

2.3. Amilase

2.3.1. 3x o valor de referência indica pancreatite.

2.4. EQU

2.4.1. > 4 leucócitos/campo indica uma infecção urinária ou um processo inflamatório

2.5. B-HCG

2.5.1. sempre fazer em mulher em idade fértil para descartar gravidez ectópica

3. Síndrome composta por uma dor abdominal de início súbito, com duração mínima de 6 horas

4. Dor

4.1. Paritetal

4.1.1. Apendicite

4.1.1.1. Dor na FID Blumberg +: dor a descompressão na fossa ilíaca direita, quando o apêndice está inflamado e toca no peritônio

4.1.2. Constante, localizada diretamente sobre a área inflamada

4.1.3. Agravada pela compressão ou por alterações na tensão do peritônio

4.2. Visceral

4.2.1. Dor tipo cólica

4.2.2. Distensão ou contração de vísceras ocas

4.2.3. inespecífica na região periumbilical.

4.3. Referida ou irradiada

4.3.1. Dor de origem intra-abdominal que se manifesta em área anatomicamente distante