VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

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VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS por Mind Map: VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS

1. CARACTERÍSTICAS

1.1. As vitaminas hidrossolúveis são aquelas que são solúveis em água. Elas são armazenadas em pouca quantidade e, por isso, é necessário ingeri-las!

2. COENZIMAS

2.1. As coenzimas são geralmente derivadas de alguma vitamina hidrossolúvel, principalmente do complexo B. Normalmente atuam como transportadoras intermediárias de grupos funcionais, átomos, ou elétrons. A coenzima incorporadora à estrutura da enzima recebe o nome de grupo prostético (GONZÁLEZ, 2006)

2.1.1. As vitaminas hidrossolúveis são solúveis em compostos polares. Estas têm menos problemas na absorção e transporte. Não podem ser armazenadas, exceto no sentido geral de saturação tecidual. As vitaminas B funcionam principalmente como coenzimas no metabolismo celular. A vitamina C é um agente estrutural vital. As vitaminas hidrossolúveis são solúveis em água, são difíceis de armazenar porque o excesso é eliminado pela urina. Essas substâncias são solúveis no plasma sanguíneo e por isso não necessitam de compostos carregadores (BORGES, 2011)

3. COMPLEXO B

4. Tiamina (vitamina B1)

4.1. A vitamina B1 é importante na transformação de carboidratos em lipídeos e participa diretamente na excitação dos nervos periféricos. Esta vitamina funciona também como coenzima importante no metabolismo energético da glicose, fazendo a conversão de glicose em gorduras; atua na manutenção do apetite e do tônus muscular. A vitamina B1 também é recomendada para a manutenção, o crescimento e a reprodução dos animais (SPINOSA, 2006).

4.1.1. FUNÇÃO

4.2. A disponibilidade de tiamina nos alimentos é composta de elevados níveis de taninos. Como exigência geral, os animais devem receber de 4 a 10 mg/kg de matéria seca ingerida (KANEKO, 2008).

4.2.1. CONCENTRAÇÃO

4.3. A deficiência de tiamina foi observada em raposas alimentadas com peixes e crus e gatos alimentados tanto com peixe cru como em comida de gato enlatada. Rações enlatadas preservadas com metabissulfito de sódio também causaram deficiência de tiamina em felinos. A chamada síndrome da mortalidade precoce é uma doença não infecciosa que afeta a truta do lago e outros salmonídeos associada à deficiência de tiamina (KANEKO, 2008)

4.3.1. DEFICIÊNCIA

4.4. A vitamina B1 é encontrada principalmente em cereais (milho e outros), levedura de cerveja, vegetais, frutas, batata, fígado animal, gema de ovo e leite (SPINOSA, 2006). Os animais ruminantes e equinos adultos podem obter a vitamina B1 através das bactérias do rúmen ou ceco, respectivamente, enquanto coelhos e ratos dependem da coprofagia como fonte desta vitamina (SPINOSA, 2006).

4.4.1. PRINCIPAIS FONTES

5. Riboflavina (vitamina B2)

5.1. Novo Tópico

5.2. A vitamina B2 atua no metabolismo energético e tem função essencial nas reações de oxidação em todas as células do organismo, para liberação de energia, sendo necessária nas dietas de animais não ruminantes ou monogástricos, pois os ruminantes a sintetizam através da microflora ruminal e intestinal. É importante também no metabolismo de aminoácidos, ácidos graxos e carboidratos (SPINOSA, 2006).

5.2.1. FUNÇÃO

5.3. A vitamina B2 é encontrada principalmente na pastagem fresca (alta concentração), leite, fígado, rins e coração animal, músculo, peixe, levedura de cerveja, queijo, ovos, vegetais e cereais (baixa concentração) (SPINOSA, 2006).

5.3.1. PRINCIPAIS FONTES

5.4. Necessidades de riboflavina são inferiores as da niacina e ácido ascórbico, devido à sua grande afinidade com as enzimas a qual ela serve como cofator, na maioria dos animais a sua meia vida é de várias semanas. As necessidades diárias são de 2 a 6 mg/kg na dieta (KANEKO, 2008).

5.4.1. CONCENTRAÇÃO

5.5. Sinais e sintomas são faringite, lesões dos lábios e das mucosas bucais, glossite, conjuntivite, dermatite seborreica e anemia normocítica normocrômica.

5.5.1. DEFICIÊNCIA

6. Ácido fólico ( vitamina B9)

6.1. Esta vitamina é importante na formação de purinas e pirimidinas necessárias para a biossíntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA), os quais são essenciais para a reprodução e divisão celular. O ácido fólico tem função essencial como vitamina antianemia, pois participa da formação do grupo heme (proteína que contém ferro e está presente na hemoglobina).

6.1.1. FUNÇÃO

6.2. O ácido fólico é encontrado principalmente no fígado, rim e músculo animal, leite, queijo, espinafre, couve-flor, legumes e germe de trigo.

6.2.1. FONTES PRINCIPAIS

6.3. Os requerimentos de ácido fólico na dieta estão no intervalo entre 1 a 10 mg/kg da dieta da maioria dos animais. Existem algumas situações que as necessidades de folato estão elevadas, como por exemplo, na administração de medicamentos que são agonistas do ácido fólico da dieta (KANEKO, 2008).

6.3.1. CONCENTRAÇÃO

7. Vitamina C

7.1. Sua principal função bioquímica é converter o aminoácido prolina em hidroxiprolina na formação do colágeno. No entanto, é potente antioxidante, agindo como protetora da morte celular por ação de radicais livres (VIEIRA, 2003). A vitamina C não é usada como uma coenzima, mas é mesmo assim necessária para a atividade continuada da prolil hidroxilase. Esta enzima sintetiza a 4-hidroxiprolina, um aminoácido necessário ao colágeno, componente importante do tecido conjuntivo de vertebrados; mas este aminoácido é raramente encontrado em qualquer outro local (STRYER, 2004).

7.1.1. FUNÇÃO

7.2. A vitamina C é uma importante substância antioxidante para o organismo, e uma das suas principais funções é de cofator para a formação e manutenção do colágeno. A vitamina C é também essencial para a formação e manutenção do tecido conjuntivo, ossos, cartilagens e dentina, além de ter ação imune estimulante (SPINOSA, 2006).

7.2.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES

7.3. Esta vitamina é encontrada principalmente em certos vegetais como o tomate, em vegetais folhosos como a couve-flor e a alface, nas frutas cítricas e no fígado animal (SPINOSA, 2006).

7.3.1. FONTES

7.4. Para manter as funções normais do metabolismo as necessidades de ascorbato variam entre 10 e 60 mg para cada 1000 kcal utilizadas pelo corpo. Já para animais em lactação os requerimentos são de 50 a 250 mg para cada 1000 kcal (KANEKO, 2008).

7.4.1. CONCENTRAÇÃO

7.5. A falta de vitamina C pode levar a uma formação deficiente do colágeno e de tecidos conjuntivos, causando hematomas, sangramento na gengiva, manchas vermelhas na pele, dor nas articulações e dificuldade de cicatrização.

7.5.1. DEFICIÊNCIA

8. FUNÇÃO

8.1. São absorvidas por mecanismos passivo e ativo, transportadas por carreadores e não são armazenadas em quantidades apreciáveis no corpo, excretados pela urina.

9. ORIENTAÇÕES

9.1. Vitaminas são compostos orgânicos não relacionados quimicamente, que não podem ser sintetizados pelos humanos e animais e, portanto devem ser supridos pela dieta. As vitaminas são requeridas para a execução de funções celulares específicas (CHAMPE, 2006)

10. Niacina (vitamina B3)

10.1. Novo Tópico

10.2. Esta vitamina é um importante constituinte de duas coenzimas do organismo, a nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) e nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADP), importantes sistemas enzimáticos necessários para a respiração celular, processo que ocorre nas mitocôndrias. A nicotinamida também participa do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. A sua síntese depende da conversão do triptofano em niacina (SPINOSA, 2006).

10.2.1. FUNÇÃO

10.3. A niacina é encontrada principalmente no milho e outros cereais, músculo, fígado e rim (SPINOSA, 2006).

10.3.1. PRINCIPAIS FONTES

10.4. A niacina é necessária em quantidades que variam de 10 a 25 mg/kg da dieta. Dependendo da espécie, a conversão de 60 mg de triptofano produz 1 mg de niacina. Quando consumida em excesso (acima de 100 mg/kg) a niacina pode causar vasodilatação (KANEKO, 2008).

10.4.1. CONCENTRAÇÃO

10.5. A carência dessa vitamina no organismo pode acarretar em diarreias, fadiga, irritabilidade, insônia, cefaleia, depressão, dermatites e lesões nervosas, que afetam o sistema nervoso central. Em grandes doses, a vitamina B3 funciona como vasodilatador.

10.5.1. DEFICIÊNCIA

11. Piridoxina (vitamina B6)

11.1. Novo Tópico

11.2. A vitamina B6 atua na forma de coenzimas como o fosfato piridoxal e o fosfato piridoxamina, as quais têm papel fundamental em muitas funções fisiológicas do organismo, como no metabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos. Esta vitamina é importante, também, para o metabolismo de aminoácidos, sendo necessária principalmente na dieta de animais não ruminantes, que requerem suplementação, sobretudo durante a fase de crescimento e reprodução (SPINOSA, 2006).

11.2.1. FUNÇÃO

11.3. A vitamina B6 é encontrada principalmente no músculo, fígado e rim animal, cérebro, gema de ovo, leite, levedura de cerveja e cereais, além de ser sintetizada pela microflora ruminal e intestinal em animais ruminantes e não ruminantes (SPINOSA, 2006).

11.3.1. PRINCIPAIS FONTES

11.4. A necessidade de piridoxina pelos animais é diretamente proporcional com a ingestão de proteínas e aminoácidos, no entanto, a deficiência de vitamina B6 é raramente observada. Normalmente as necessidades diárias variam entre 2 e 6 mg/kg da dieta.

11.4.1. CONCENTRAÇÃO

11.5. A deficiência de vitamina B6 causa neuropatia periférica e uma síndrome semelhante à pelagra, com dermatite seborreica, glossite e queilose; em adultos, pode causar depressão, confusão, anormalidades no eletroencefalograma e convulsões. Raramente, deficiência ou dependência causa convulsões em crianças.

11.5.1. DEFICIÊNCIA

12. Biotina (vitamina B8)

12.1. Novo Tópico

12.2. Esta vitamina é necessária em muitas reações do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. É uma importante coenzima para as reações de carboxilação metabólica e participa da síntese de certas proteínas (como, por exemplo, a amilase) (SPINOSA, 2006).

12.2.1. FUNÇÃO

12.3. A biotina é encontrada principalmente em vegetais, frutas, leite, tecidos em geral, farelo de arroz, levedura de cerveja e sementes (SPINOSA, 2006).

12.3.1. PRINCIPAIS FONTES

12.4. Um organismo carente da vitamina B8 apresenta inflamações, furúnculos e sensibilidade na pele, além de perda de apetite, dores nos músculos, enjoos, problemas mentais, níveis elevados de colesterol no sangue e anemia.

12.4.1. DEFICIÊNCIA

13. Ácido pantotênico ( vitamina B5)

13.1. Novo Tópico

13.2. Esta vitamina faz parte das enzimas coenzima A (CoA) e proteína carreadora de grupo acil, importante para o metabolismo de ácidos graxos; é um fator antidermatite para as aves e fator promotor de crescimento em ratos. Pode haver muita perda desta vitamina (cerca de 50%) entre produção e o consumo dos alimentos (SPINOSA, 2006).

13.2.1. FUNÇÃO

13.3. O ácido pantotênico é encontrado principalmente no fígado, rim e músculo animal, cérebro, arroz, gema de ovo, levedura de cerveja, cereais e legumes verdes (SPINOSA, 2006). Para a maioria dos animais as necessidades diárias de ácido pantotênico são de 10 a 20 mg/kg da dieta na matéria seca. Em animais, os sinais clássicos de deficiência são retardo no crescimento e dermatite, como uma consequência secundaria do metabolismo dos lipídeos alterada.

13.3.1. CONCERTAÇÃO

13.4. A coenzima A é derivada do ácido pantotênico. É um nucleotídeo de adenina que contém β- mercaotoetilamina. O ácido pantotênico também é componente da porção fosfopanteteína da proteína transportadora de grupos acila que atua na biossíntese de ácidos graxos. Pelo menos 70 enzimas utilizam a coenzima A ou a ACP, sendo uma coenzima importante no metabolismo de lipídeos, proteínas e no ciclo de Krebs (GONZÁLEZ, 2006).

13.4.1. BIOQUÍMICA

13.5. Fraqueza, insônia, diminuição da pressão sanguínea, náuseas, cansaço muscular, cãibras nas pernas, ardor nos pés e cefaleia são alguns sintomas da deficiência dessa vitamina no organismo.

13.5.1. DEFICIÊNCIA

14. Cianocobalamina (Vitamina B12)

14.1. A vitamina B12 é necessária para duas reações enzimáticas essenciais: a síntese de metionina e a isomerização da metilmalonil-CoA, que é produzida durante a degradação de alguns aminoácidos e de ácidos graxo com número ímpar de átomos de carbono (CHAMPE, 2006)

14.1.1. FUNÇÃO

14.2. A vitamina B12 tem ação sobre as células do sistema nervoso, medula óssea e trato gastrointestinal, exercendo importantes funções como síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA, assim como o ácido fólico ou folato), formação de hemácias (é essencial na eritropoese), manutenção do tecido nervoso e biossíntese de grupos metil (-CH3). Esta vitamina participa também do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas e das reações de redução para formação do grupo sulfidrila (-SH) (SPINOSA, 2006).

14.2.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES

14.3. A vitamina B12 é encontrada principalmente no fígado, rins e coração animal e também na gema de ovo. É a única vitamina sintetizada na natureza apenas por micro-organismos do trato gastrointestinal (SPINOSA, 2006).

14.3.1. FONTE

14.4. As necessidades de vitamina B12 na maioria dos animais estão entre 2 a 15 μg/kg da dieta. Embora deficiências de B12 sejam incomuns, doenças que prejudiquem o pâncreas ou o intestino, podem afetar a absorção desta vitamina. Deficiência de cobalto para ruminantes também podem resultar em hipovitaminoses de B12 (KANEKO, 2008).

14.4.1. CONCENTRAÇÃO

14.5. A deficiência de vitamina B12 pode levar a uma redução nos glóbulos vermelhos saudáveis (anemia). O sistema nervoso também pode ser afetado. Dieta ou certas condições médicas podem ser a causa.

14.5.1. DEFICIÊNCIA

15. Colina

15.1. Novo Tópico

15.2. A colina não é considerada uma vitamina verdadeira, mas sim um importante nutriente, cuja suplementação é necessária em animais (SPINOSA, 2006).

15.2.1. FUNÇÃO

15.3. A colina é encontrada principalmente no ovo, germe de trigo, levedura de cerveja e fígado. A síntese hepática de colina pode suprir as necessidades dos animais (SPINOSA, 2006).

15.3.1. FONTE

15.4. É uma substância vital para a prevenção da esteatose hepática, para a transmissão de impulsos nervosos, uma vez que participa na formação da acetilcolina, e para o metabolismo de lipídeos. Apesar de ser sintetizada pelo fígado, a colina pode ser insuficiente para as aves em fase de crescimento rápido ou para animais jovens de outras espécies, com rações deficientes em grupos metil (-CH3) (SPINOSA, 2006).

15.4.1. BIOQUÍMICA

15.5. A deficiência deste nutriente pode causar danos na saúde, especialmente para o fígado. Um estudo com 57 adultos descobriu que 77% dos homens, 80% das mulheres na pós-menopausa e 44% das mulheres na pré-menopausa sofreram danos no fígado e/ou músculos após seguirem uma dieta deficiente em colina.

15.5.1. DEFICIÊNCIA