1. Causas
1.1. Excesso de solutos (substâncias que precipitam na urina) como o cálcio, oxalato, fosfato, ácido úrico, cistina, etc.;
1.2. Diminuição da ingestão de água e subsequente diminuição da quantidade de urina produzida (diurese);
1.3. Escassez das substâncias da urina que previnem a formação da litíase como seja o magnésio e o citrato;
2. Diagnóstico
2.1. O diagnóstico de cálculo renal é efetuado pelo médico urologista com base na história clínica e recorrendo a exames, nomeadamente a ecografia renal e raios-x. Nalguns casos pode haver necessidade de recurso à tomografia computorizada (TC ou TAC) para melhor caracterização do tamanho dos cálculos renais e sua localização ou para o planeamento da intervenção cirúrgica.
3. Complicações
3.1. Cólica renal
3.1.1. quando ocorre obstrução do trajeto de saída da urina;
3.2. Lesão renal
3.3. Infecção urinária recorrente
3.3.1. alguns cálculos funcionam como nidus (“abrigo”) às bactérias, sendo assim uma fonte de infeções urinárias de repetição. A presença de uma infeção urinária associada a um rim que está obstruído constituiu uma urgência hospitalar e deverá ser avaliado por um Urologista;
3.4. Hematúria
3.4.1. presença de sangue na urina;
3.4.2. quando um rim fica obstruído durante muito tempo este começa a perder a sua função progressivamente. Nalguns casos, não tratados atempadamente, pode ocorrer mesmo a perda completa da função desse rim;
3.5. Cálculo coraliforme e infeção crónica do rim
3.5.1. por vezes os cálculos renais podem ter grandes dimensões e envolver quase todo o sistema excretor do rim. Em alguns casos pode desenvolver-se uma infeção crónica e destruição progressiva do parênquima do rim, levando em último grau à perda da função do rim (insuficiência renal).
4. A litotrícia é uma técnica que consiste na fragmentação das pedras (“partir as pedras em pedaços mais pequenos”). Desta forma, são criados fragmentos mais pequenos, sendo possível expelir a pedra nos rins através da urina.
5. O que é?
5.1. O cálculo renal ou pedra nos rins forma-se através da cristalização e nucleação de algumas substâncias da urina como o cálcio e o ácido úrico. A litíase renal ou urolitíase pode afetar apenas um rim (litíase renal à esquerda ou litíase renal à direita) ou então afetar os dois rins (litíase renal bilateral ou nefrolitíase bilateral).
6. Sinais e sintomas da litíase
6.1. desconforto ou dor lombar ("dor ao fundo das costas") unilateral: frequente; presença de sangue na urina (também conhecido por hematúria), visível a olho nu (hematúria macroscópica) ou apenas identificado em exame à urina (hematúria microscópica): frequente; saída de “areia litiásica” durante a micção: pouco comum; infeções urinárias recorrentes (ou de repetição): variável consoante o tipo de cálculo.
7. Tem cura?
7.1. O cálculo renal tem cura na maioria dos casos e pode ser prevenida a sua recorrência em grande parte deles. A cura pode ser tão simples como a expulsão espontânea do cálculo ou a dissolução medicamentosa (mais frequente em casos de microlitiase renal) até tratamentos mais complexos como a fragmentação extracorpórea, fragmentação intracorpórea por acesso através da uretra (fragmentação por laser, ultrassons, mecanismos pneumáticos, etc.), cirurgia percutânea, aberta ou laparoscópica.
8. Tratamento
8.1. litotrícia
8.1.1. A litotrícia extra-corpórea tem recomendação nos cálculos renais de dimensões pequenas/médias (<2 cm) sendo uma técnica que consiste em fazer a fragmentação das pedras através de ondas de choque criadas externamente e que atravessam o corpo até chegarem ao cálculo.
8.1.2. litotrícia extra-corpórea
8.2. litotrícia intra-corpórea
8.2.1. Outra técnica comum é a litotrícia intra-corpórea por ureterorenoscopia: esta técnica requer a utilização de um instrumento cirúrgico (uretero-renoscópio) que é introduzido pela uretra e progredido até ao rim. Esta técnica permite a visualização de cálculos alojados no uréter e no rim através de uma câmara, possibilitando a sua fragmentação sobre visão através de laser ou outro tipo de litotritores.