Cuidados com Dreno de Tórax

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Cuidados com Dreno de Tórax por Mind Map: Cuidados com Dreno de Tórax

1. Desobstrução do sistema de dreno de toráx

1.1. Segurar o dreno próximo ao tórax e ordenhá-lo entre os dedos e a palma da mão.

1.2. Mover a outra mão para a próxima porção mais baixa do dreno e ordenhar.

1.3. Soltar a primeira mão e mover para a próxima porção do dreno. Continuar em direção ao frasco de drenagem.

1.4. Para comprimir colocar lubrificante nos dedos de uma mão e apertar com força o dreno de tórax com os dedos da outra mão.

1.5. Apertar o dreno abaixo da porção comprimida, com os dedos lubrificados e escorregar os dedos para baixo em direção ao sistema de drenagem.

1.6. Lentamente soltar o pressionamento dos dedos não lubrificados e então fazer o mesmo com os dedos lubrificados.

1.7. Repetir uma ou duas vezes

1.7.1. Notificar se não conseguir limpar os coágulos do dreno.

1.8. A cada seis horas monitorar o paciente com relação a

1.8.1. Curativo do dreno

1.8.2. Adequação do tipo de fita

1.8.3. Quantidade e característica dos sons respiratórios

1.8.4. Sinais de enfisema subcutâneo

1.9. Entre 4-6h: monitorizar sinais vitais.

2. Avaliação

2.1. Se sistema de drenagem está desobstruído e funcionando;

2.2. Se o paciente está

2.2.1. Sem sinais e sintomas de sofrimento respiratório

2.2.2. Sem sinais e sintomas de complicações relacionadas ao sistema de drenagem torácica;

2.2.3. Pouco a pouco, com alívio adequado da dor

2.2.4. Com aumento à tolerância da atividade

2.2.5. Demonstrando compreenção a necessidade da sonda torácica.

3. Cuidados Gerais

3.1. Sempre ao manipular o dreno, deve-se:

3.1.1. lavar as mãos, secar e aplicar álcool gel 70%.

3.1.2. Clampear o dreno, para que não haja entrada de ar, e lembrar de soltar o clamp ao término da manipulação.

3.2. Manter o selo d’água com 300-500 mL de SF 0,9%, e trocá-lo a cada 12-24 horas.

3.2.1. Posicioná-lo no piso, com suporte próprio, ou sustentado em local adequado

3.2.2. Nuca elevá-lo acima do tórax sem que esteja clampeado

3.2.3. Manter a pinça do dreno sempre abaixo do nível da cintura ou do leito do paciente

3.3. Mensurar o débito do dreno a cada 6 horas, ou menos, caso haja drenagem superior a 100 mL/hora.

3.3.1. Colocar um fita adesiva ao lado da graduação do frasco. Sempre registrar o aspecto do líquido (Ex: seroso, sero-hemático, hemático, purulento).

3.4. Inspeção e troca diária do curativo.

3.5. Verificar a oscilação na coluna líquida

3.5.1. Ela deve subir na inspiração, e descer na expiração. Caso não ocorra, pode haver obstrução do tubo.

3.6. “Ordenhar” ou massagear a tubulação, na direção de saída, de 2/2-4/4 horas, ou conforme protocolo próprio

3.7. Atentar para a presença de vazamentos e/ou risco de desconexão.

3.8. Manter a cabeceira do leito relativamente elevada, para facilitar a drenagem.

3.9. A fixação pode ser do tipo meso (lateral), com distância de 2 cm entre o dreno e a pele, ou conforme protocolo.

3.10. Atentar para a presença de bolhas no frasco de drenagem, que podem ser indicativo de fístula aérea.

3.11. Manter o dreno sob aspiração contínua, se indicado

3.11.1. A intensidade da aspiração é determinada pela quantidade de água no frasco, e não pela frequência de borbulhamento

3.12. Se disponível, preferir a bolsa de drenagem com válvula de Heimilich, que é um sistema unidirecional seguro de drenagem torácica e mediastinal.

4. Cuidados no transporte

4.1. Cuidado na passagem entre macas, pois o dreno pode ficar preso e/ou ser arrancado;

4.2. Atenção para que a extremidade do sistema de drenagem não fique fora d’água;

4.3. Não ocluir o dreno durante o transporte

5. Anotação de Enfermagem

5.1. Data e hora do procedimento;

5.2. Local da inserção do dreno;

5.3. Aspecto da pele no local da inserção;

5.4. Aspecto e característica da secreção drenada

5.4.1. Serosa

5.4.2. Hemática

5.4.3. Purulenta

5.4.4. Com sedimentos

5.5. Volume drenado;

5.6. Volume do selo d’água;

5.7. Oscilação;

5.8. Troca e tipo do curativo;

5.9. Troca do frasco;

5.10. Intercorrências e/ou providências adotadas

5.10.1. Contaminação do material e/ou sistema, desconexão acidental, etc;

5.11. Nome completo e Coren do responsável pelos procedimentos.

6. Troca do Selo d'água

6.1. Preparar o paciente e a família sobre o procedimento a ser realizado;

6.2. Higienizar as mãos;

6.3. Organizar o material adequado para o procedimento;

6.4. Abrir o recipiente de solução salina ou de água;

6.5. Abrir o sistema de drenagem e deixá-lo em pé;

6.6. Encher os frascos ou câmara em nível apropriado (final da haste esteja 2 cm abaixo do nível do líquido ou a linha de marcação ser atingida)

6.7. Se a aspiração for utilizada, despejar o líquido dentro do orifício de controle de aspiração até a quantidade designada ser alcançada

6.7.1. Usualmente 20 cm de nível de pressão de água;

6.8. Calçar as luvas e conectar o sistema de drenagem ao dreno de tórax e à fonte de aspiração se esta for indicada;

6.9. Conectar o dreno ao tubo de entrada de coleta de drenagem do frasco ou câmara;

6.10. Manter as pontas dos conectores estéreis;

6.11. Marcar o nível original de líquido com adesivo na parte externa da unidade de drenagem;

6.12. Marcar a data e o horário no nível de drenagem.

7. Troca do sistema de drenagem

7.1. Se estiver trocando o sistema de drenagem, solicitar ao paciente para

7.1.1. inspirar profundamente

7.1.2. segurar o ar

7.1.3. abaixar-se levemente enquanto o sistema está sendo trocado de modo rápido;

7.2. Pinçar o dreno por alguns minutos enquanto realiza a troca;

7.3. Se a indicação da drenagem for devido a presença de PNEUMOTÓRAX

7.3.1. Pinçar o dreno por período mínimo, apenas para a troca do frasco;

7.4. Se for indicado

7.4.1. conectar o tubo de controle de aspiração da câmara para a fonte de aspiração;

7.5. Ajustar o regulador de fluxo de aspiração até notar um suave borbulhamento;

7.6. Desprezar as luvas e materiais descartáveis;

7.7. Administrar analgésico prescrito;

7.8. Colocar o paciente em uma posição confortável;

7.9. Checar se a posição dos sistemas de drenagem e do sistema de aspiração estão abaixo do nível do tórax;

7.10. Não fixar a extensão do dreno no berço ou na cama do paciente;

7.11. Cuidar e orientar a família para que o frasco de drenagem seja mantido em nível inferior ao tórax da criança;

7.12. Observar a oscilação da câmara de selo d’água;

7.13. Suspeitar de vazamento de ar se houver borbulhamento e o paciente não apresentar pneumotórax.

7.14. Checar a segurança das conexões do dreno;

7.15. A cada seis horas marcar a drenagem na coleta da câmara/frasco;

7.16. Monitorar o sistema de drenagem por oscilação no controle de aspiração da câmara;

7.17. Checar a flutuação do selo na câmara de água com as respirações.