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Tanatologia por Mind Map: Tanatologia

1. DEFINIÇÃO

1.1. DEFINIÇÃO LEGAL

1.1.1. Morte Encefálica (ME):

1.1.1.1. É a definição legal de morte. Sendo conceituada como a interrupção completa e irreversível de todas as funções cerebrais, mesmo na presença de atividade cardíaca ou reflexos primitivos.

1.2. MORTE APARENTE

1.2.1. Embotamento das funções vitais: está legado parece morto

1.2.1.1. Leigos chamam de catalepsia

1.2.2. Coma epilético

1.2.3. Sincopes: paciente sudorético cianótico e aparenta estar em óbito.

1.2.4. A morte aparente é um estado que simula a morte por precária persistência da circulação e pode durar por horas, porém é possível a recuperação através de atendimento médico imediato e adequado.

1.2.5. Já a morte relativa ocorre quando há parada cardiorrespiratória associada a cianose, ausência de pulsos e palidez marmórea, porém a pessoa pode ser ressuscitada com manobras terapêuticas.

1.3. MORTE REAL

1.3.1. Ausência de funções cerebrais

1.3.1.1. Ausência de circulação: fazer pulso central de preferência na carótida ( não usa a pulsão radial).

1.3.1.1.1. Ausência de respiração: cuidado já que pode ser uma apneia.

2. CRONOLOGIA DA MORTE

2.1. Fala sobre o tempo da morte, quanto tempo foi não sabendo com exatidão, mas tem fenômenos que acontece a parti de determinadas horas.

2.2. permitem estimar o tempo desde a morte

2.3. FENONIMOS ABIÓTICOS

2.3.1. indicam ausência de vida

2.3.2. IMEDIATOS

2.3.2.1. São verificados no momento da morte, mas... não permitem o diagnóstico diferencial entre morte APARENTE e morte REAL!

2.3.2.2. perda da consciência

2.3.2.2.1. parada respiratória

2.3.2.3. imobilidade

2.3.2.3.1. atonia muscular

2.3.2.4. Os sinais abióticos imediatos são todos os sinais que ocorrem no momento da morte, autorizando a conclusão deste fenômeno. São sinais rápido

2.3.2.4.1. A perda da consciência, imobilidade por desaparecimento dos movimentos e tônus muscular e relaxamento dos esfíncteres aparecem precocemente ao ocorrer a morte

2.3.2.5. Importante ressaltar que a ocorrência de algum destes fenômenos de forma isolada, com exceção da perda das funções cerebrais, não caracterizam a morte, uma vez que alguns deles podem ser causados por uso de substâncias químicas ou até mesmo por meio de processos mórbidos.

2.3.2.6. Desta forma, devemos frisar que a morte é caracterizada pela presença do conjunto destes fenômenos, não bastando a presença de apenas um deles.

2.3.3. CONSECUTIVOS

2.3.3.1. Instalação progressiva após a morte. Necessário um tempo determinado para sua observação

2.3.3.2. são aqueles que vão se estabelecer ao longo do tempo, em função da parada da função metabólica

2.3.3.3. desidratação

2.3.3.3.1. Fenômeno mais acentuado em crianças e idosos.

2.3.3.3.2. Perda de 8 g/Kg de peso por dia (podendo chegar a 18 g/Kg/dia).

2.3.3.3.3. Perda de peso.

2.3.3.3.4. Pergaminhamento da pele.

2.3.3.3.5. Dessecamento de mucosas e lábios.

2.3.3.3.6. Modificações oculares: tela viscosa, perda da tensão do globo, turvação da córnea, mancha negra da esclerótica (Sinal de Sommer & Larcher).

2.3.3.4. Esfriamento

2.3.3.4.1. Por condução, radiação e convecção. Bastante variável devido a interferência de diversos fatores.

2.3.3.4.2. Redução média de 1,5º C por hora.

2.3.3.4.3. Mais lento em pessoas obesas, envoltas em roupas ou cobertas, em ambientes fechados, quadros infecciosos e ambientes com temperaturas altas.

2.3.3.4.4. Mais rápido em crianças e idosos, doenças crônicas, grandes hemorragias e ambientes com temperaturas baixas.

2.3.3.5. Livores hipostáticos

2.3.3.5.1. Manchas de hipóstase ou hipostase.

2.3.3.5.2. Não aparecem nas regiões de apoio.

2.3.3.5.3. Migrantes até nas primeiras 12 horas.

2.3.3.5.4. Coloração (vermelho-arroxeada / vermelho-carmim).

2.3.3.6. Rigidez

2.3.3.6.1. A rigidez cadavérica ou rigor mortis, acontece devido a desidratação muscular, coagulando, assim, a miosina associada ao acréscimo de ácido lático.

2.3.3.6.2. A rigidez cadavérica é considerada o último sinal de vida e pode ser evidenciada primeiramente pela face, nuca e mandíbula seguindo sucessivamente pelos membro superiores e, logo após, inferiores, esse fenômeno retroage no sentido contrário.

2.3.3.6.3. Espasmo cadavérico O espasmo cadavérico ou rigidez cataléptica, estatutária ou plástica, se compara a rigidez cadavérica porém com uma característica de instantaneidade e com ausência de relaxamento muscular.

2.3.4. A principal diferença entre os fenômenos abióticos imediatos e consecutivos está no fato de que estes últimos permitem constatar a REALIDADE DA MORTE.

2.3.5. Em caso de se encontrar em situação de limitação de recursos diagnósticos para constatar a situação de morte, recomenda-se aguardar a instalação de mais de um fenômeno abiótico consecutivo, preferencialmente a rigidez e os livores hipostáticos, antes de autorizar procedimentos como necropsia ou sepultamento

2.4. FENÔNEMOS CADAVÉRICOS TRANSFORMATIVOS

2.4.1. transformam o aspecto do corpo

2.4.2. FENÔNIMO DESTRUTIVOS

2.4.2.1. A autólise, a putrefação e a maceração são considerados como fenômenos cadavéricos destrutivos, e por esta designação entende-se um completo conjunto de alterações que conduzem à decomposição do cadáver

2.4.2.1.1. Autólise

2.4.2.1.2. Catálise celular

2.4.2.1.3. putrefação

2.4.2.1.4. Produção de bases amínicas

2.4.2.2. AUTÓLISE

2.4.2.2.1. Processo de autodigestão celular causado por derramamento enzimático devido à perda da estabilidade das membranas plasmática e lisossômica.

2.4.2.2.2. Perda da permeabilidade seletiva das membranas

2.4.2.3. PUTREFAÇÃO

2.4.2.3.1. Os períodos da putrefação, apesar de sequenciais, não constituem fases isoladas dentro do processo.

2.4.2.3.2. Apesar de serem utilizados para cronotanatognose, o tempo de instalação e duração de cada um deles pode variar muito dependendo das condições TAFONÔMICAS.

2.4.2.3.3. Coloração

2.4.2.3.4. Coliquativo (liquefação)

2.4.2.3.5. Esqueletização

2.4.2.3.6. Enfisematoso (gasoso)

2.4.2.4. MACERAÇÃO

2.4.2.4.1. Processo especial de putrefação que afeta o concepto morto e retido intrauterinamente a partir do 5° ou 6º mês de gestação (maceração asséptica – sem presença de germes) e os submersos em meio líquido contaminado (maceração séptica- presença de germes).

2.4.2.4.2. Ocorre em fetos em ambiente uterino asséptico.

2.4.2.4.3. Fenômenos de autólise somados aos promovidos pelo ambiente líquido.

2.4.2.4.4. Coloração avermelhada, esfoliação da epiderme, dissociação óssea, partes moles flácidas embebidas em soro com aspecto de hemólise, ventre de batráquio.

2.4.3. FENÔNIMO CONSERVADORES

2.4.3.1. São os fenômenos cadavéricos que impedem a decomposição do cadáver, mantendo sua aparência em virtude de alguns fatores externos e internos

2.4.3.2. Surge em corpos mantidos em condições de grande umidade, com acesso restrito de ar.

2.4.3.3. SAPONIFICAÇÃO

2.4.3.3.1. Transformação do tecido adiposo em adipocera.

2.4.3.3.2. Acontece uma conservação do corpo de forma ESPONTANEA.

2.4.3.3.3. Ficam com aspectos de SERA

2.4.3.4. MUMIFICAÇÃO

2.4.3.4.1. Surge em corpos mantidos em condições de muito baixa umidade, geralmente em temperaturas altas (ou muito baixas) e com oxigênio abundante.

2.4.3.4.2. Pelo menos 4 a 6 meses para se completar e em um ano ou mais surgem as características de múmias recentes.

2.4.3.5. PETRIFICAÇÃO

2.4.3.5.1. Fenômeno abiótico conservador raro.

2.4.3.5.2. Quase exclusivo de embriões e fetos mortos resultantes de gestações ectópicas.

2.4.3.5.3. caracteriza-se pela petrificação ou calcificação de partes do cadáver em virtude da putrefação rápida e assimilação pelo esqueleto de grande quantidade de sais calcários. Excepcionalmente pode ser verificado em cadáveres encontrados em cavernas com solo rico em calcário e com pequenos cursos de água também rica em sais de cálcio