1. Alteridade
1.1. Capacidade de alguém reconhecer a diferença nos outros.
1.1.1. Para uma pessoa reconhecer que o outro é singular, deve entender que ambos são diferentes entre si.
1.1.2. Na psicoterapia individual, o "Outro" está sintetizado na pessoa do terapeuta.
1.2. Máscara/persona
1.2.1. Para Jung, é intrínseco à personalidade e uma faceta da duplicidade.
1.2.1.1. Dibs possui dificuldade em desenvolver suas relações interpessoais em decorrência do medo de não ser aceito (não há "outro", somente sujeito).
1.2.1.2. Com o processo terapêutico, Dibs cria uma persona na tentativa de se integrar à sala de aula. (o sujeito é substituído pelo "outro").
2. Sofrimento Psiquíco
2.1. Não é possível passar a vida sem sofrimento.
2.1.1. Aspectos individuais, existenciais, interpessoais e espirituais (ex.: se a avaliação de Dibs levasse em conta somente o aspecto nosográfico, seu diagnóstico teria sido fechado como um transtorno intelectual).
2.2. Distanciamento e fechamento de si mesmo.
2.2.1. Ex.: Dibs cria uma realidade paralela na qual funcionava para distanciá-lo do que estava acontecendo ao seu redor.
2.3. Prejuízo na vivência social e pessoal do sujeito.
2.3.1. Retraimento social (caracterísitica de alguém com sofrimento psiquíco, Dibs possuia tal característica até começar a manifestar seu sofrimento através da ludoterapia).
2.4. Se expressa no corpo e na subjetividade do sujeito.
2.4.1. Em Dibs: mudez seletiva, comportamento antissocial, "birras", sentimentos negativos em relação aos pais.
3. Corporeidade
3.1. Unidade complexa multidimensional.
3.2. A condição de ser um organismo.
3.2.1. O organismo deve ser entendido a partir do ser celular e das suas interrelações, que se dão mediante a computação que ocorre em cada célula e entre elas.
3.2.1.1. Relacionada ao tratamento da informação (ocupar-se de signos, índices e dados) pelo ser celular, lhe permite desenvolver um princípio de identidade complexo para fundamentar a noção de sujeito.
3.2.1.2. Dentro do consultório, tinha receio em entrar na caixa de areia e usava os conhecimentos científicos ou de comportamentos regressivos para esquivar-se de temas que lhe causavam desconforto.
3.2.1.3. Com o acopanhamento Dibs recebeu acolhimento e aceitação, o que contribuiu para um avanço no caso, diminuindo os momentos de regressão e tornando-o mais aberto à comunicação.
4. Subjetividade
4.1. Antropossocial, physis e bio.
4.1.1. A condição física e biológica estabelece a relação indissóciavel com a corporeidade.
4.2. Corposubjetividade
4.2.1. "Unitas multiplex": sistema que visto do todo é uno, mas visto pelas partes é múltiplo.
4.2.2. Três dimensões: orgânico-sensório-motora; psiquíco-afetivo-relacional; mental/espiritual.
4.2.2.1. Configuram a subjetividade do ser humano.
4.2.3. Três níveis de organização: 1) interações entre células e organismos; 2) psiquismo, nível cerebral; 3) atividades cognitivas e consciência de si.
4.2.3.1. Dibs possui o 2º, yn compromentimento afetivo.
4.2.3.2. O 2º nível é relacionado as dimensões psiquíco-afetivo-relacional e ao mental/espiritual.