1. De uma maneira geral, rotinas rígidas são adotadas sem a avaliação crítica caso a caso. Ao mesmo tempo, práticas adequadas para um bom acompanhamento do trabalho de parto, como o uso do partograma, não são realizadas (BRASIL, 2001).
2. “um estado de com- pleto bem-estar físico, mental e social em todas as matérias concer- nentes ao sistema reprodutivo, suas funções e processos, e não apenas mera ausência de doença ou enfermidade. A saúde reprodutiva impli- ca, por conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo a capacidade de reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo”
3. HUMANIZAÇÃO E QUALIDADE
3.1. São condições essenciais para o fortalecimento da capacidade das mulheres frente à identificação de suas demandas
3.2. Humanizar e qualificar a atenção em saúde é aprender a compartilhar saberes e reconhecer direitos.
3.3. A humanização da atenção em saúde é um processo contínuo e de- manda reflexão permanente sobre os atos, condutas e comportamentos de cada pessoa envolvida.
3.4. A qualidade da atenção exige mais do que a resolução de problemas ou a disponibilidade de recursos tecnológicos. E humanização é muito mais do que tratar bem, com delicadeza ou de forma amigável.
3.5. Para atingir os princípios de humanização e da qualidade da atenção devem ser utilizadas as tecnologias e os meios à disposição da equipe de saúde, por exemplo:
3.5.1. Captação precoce e busca ativa das usuárias
3.5.2. Disponibilidade de recursos tecnológicos e uso apropriado, de acordo com os critérios de evidência científica e segurança da usuária
3.5.3. Acolhimento amigável em todos os níveis da assistência, buscando-se a orientação da clientela sobre os problemas apresentados e possíveis soluções, assegurando-lhe a participação nos processos de decisão em todos os momentos do atendimento e tratamentos necessários
4. DIRETRIZES DA PNAISM
4.1. O Sistema Único de Saúde deve estar orientado e capacitado para a atenção integral à saúde da mulher, numa perspectiva que contemple a promoção da saúde, as necessidades de saúde da população feminina, o controle de patologias mais preva- lentes nesse grupo e a garantia do direito à saúde
4.2. Atenção à Saúde da Mulher deverá atingir as mulheres em todos os ciclos de vida, resguardadas as especifi- cidades das diferentes faixas etárias e dos distintos grupos po- pulacionais (mulheres negras, indígenas, residentes em áreas urbanas e rurais, residentes em locais de difícil acesso, em si- tuação de risco, presidiárias, de orientação homossexual, com deficiência, dentre outras).
4.3. A gestão da Política de Atenção à Saúde deverá estabelecer uma dinâmica inclusiva, para atender às demandas emergen- tes ou demandas antigas, em todos os níveis assistenciais.
4.4. O SUS deverá garantir o acesso das mulheres a todos os níveis de atenção à saúde, no contexto da descentralização, hierar- quização e integração das ações e serviços. Sendo responsabi- lidade dos três níveis gestores, de acordo com as competências de cada um, garantir as condições para a execução da Política de Atenção à Saúde da Mulher.
5. Diante desta definição são incorporadas às dimensões da sexualidade e da reprodução humana à ideia de direitos
6. O PAISM- teve como princípios a descentralização, hierarquização e regionalização, integralidade e equidade, que embasaria a formulação do Sistema Unico de saúde (SUS).
6.1. Aspectos apenas biólogicos: mulher como reprodutora e mãe
7. CONTEXTO DE SAÚDE DA MULHER
7.1. Ano de 1994, conferência internacional sobre População e Desenvolvimento e a definição da saúde reprodutiva como
8. BREVE DIAGNÓSTICO SOBRE A SITUAÇÃO DA SAÚDE DA MULHER NO BRASIL
8.1. MORTALIDADE
8.1.1. A mortalidade materna é um bom indicador para avaliar as condições de saúde de uma população. Razões de Mortalidade Materna (RMM) elevadas são indicativas de precárias condições socioeconômicas, dinâmicas familiares em que a violência está presente e, sobretudo, dificuldades de acesso a serviços de saúde de boa qualidade.
8.1.1.1. As estatísticas sobre mortalidade são bastante utilizadas para a análise das condições de saúde das populações. Enquanto a mortalidade por violência afeta os homens em grandes proporções, a morbidade, especialmente provocada pela violência doméstica e sexual, atinge prioritariamente a população feminina.
8.2. PRECARIEDADE DA ASSISTÊNCIA EM ANTICONCEPÇÃO E ISTS
8.3. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL
8.3.1. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, estima que 10 milhões de pessoas possuem. A epidemia do HIV/aids é uma realidade mundial que vem se alastrando de modo mais expressivo nas regiões mais pobres do planeta e contribui para o agravamento da pobreza e para o endividamento dos países.
8.3.1.1. Na Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde, realizada em 1996, observa-se a concentração no uso de dois métodos contracep-tivos: a laqueadura tubária e a pílula (40% e 21%, respectivamente). A prevalência da ligadura tubária é maior nas regiões onde as mulheres têm menor escolaridade e condições socioeconômicas mais precárias (PNDS, 1996).
8.3.2. A atenção às mulheres em situação de violência apresenta uma tendência progressiva de expansão nos últimos quatro anos, ainda que as taxas de violência sejam altas, a tendência é diminuir.
8.4. ABORTAMENTO EM CONDIÇÕES DE RISCO
8.4.1. O aborto realizado em condições de risco freqüentemente é acompanhado de complicações severas, agravadas pelo desconhecimento desses sinais pela maioria das mulheres e da demora em procurar os serviços de saúde. (OLIVEIRA, 2003
8.4.2. PRECARIEDADE DA ATENÇÃO OBSTÉTRICA
8.4.2.1. De uma maneira geral, rotinas rígidas são adotadas sem a avaliação crítica caso a caso. Ao mesmo tempo, práticas adequadas para um bom acompanhamento do trabalho de parto, como o uso do partograma, não são realizadas (BRASIL, 2001).
8.5. PRECARIEDADE DA ATENÇÃO OBSTÉTRICA
9. HISTÓRIA DE SAÚDE DA MULHER
9.1. Neste novo programa foram incluídas ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, assistência a mulher em clínica ginecológica, pré natal, parto e puerpério, no climatério, planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de Mamas.
9.2. Em 2003, a área técnica de saúde da mulher - ainda identifica a necessidade de articulação com outras áreas técnicas, e novas ações.
9.3. Para a ampliação das responsabilidades dos municípios na atenção à saúde, o Ministério da saúde editou a Norma Operacional De Assistência À saúde (NOAS, 2001), desta forma garantindo as ações básicas para garantir a saúde da mulher.
9.4. Os programas maternos infantis davam uma visão restrita em relação ao papel da mulher, em relação aos fatores biológicos e o seu papel social de mãe e doméstica, que influenciava no baixo impacto dos indicadores de saúde da mulher (esses programas eram criticados pela sociedade)
9.5. No Brasil, nas primeiras décadas do século XX, a saúde da mulher foi incorporada as políticas nacionais de saúde, dedicadas a gravidez e ao parto
9.5.1. A implementação do PAISM ocorre no período de 84 a 89 e na década de 90, a partir da proposição do SUS
9.5.2. E com várias críticas diante a desigualdade em 1984, o Ministério da saúde elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da mulher (PAISM), que rompeu com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres