1. Definidos os marcos iniciais de constituição de campo (Industrial), relata o seu desenvolvimento e construção de história através de períodos
1.1. elementos do contexto macrossocial, político, econômico e cultural que colocam desafios e oportunidades para a emergência de respostas no campo científico e profissional.
1.2. ações e produtos que responderam a esses desafios.
1.2.1. abordagens teóricas, os procedimentos e métodos que caracterizam, dominantemente, o trabalho do psicólogo naquele período.
2. A “velha” psicologia industrial é substituída pela psicologia organizacional
2.1. Incorpora a atenção ao funcionamento organizacional com foco principal no comportamento gerencial (liderança, participação, democracia)
2.2. Duas grandes características marcam a POT neste período
2.3. as ações de treinamento,especialmente voltadas para os gestores – o training with in industry (TWI), que promove estilos menos autoritários, é difundido em toda a Europa abrangida pelo Plano Marshall;
2.4. emerge o modelo de pesquisa-ação, base para os trabalhos de mudança organizacional, os modelos de grupos de trabalhos semiautônomos e o conceito de sistema sociotécnico.
3. Com os avanços da tecnologia e seus impactos nos processos de trabalho tornaram-se cada vez mais acelerados, implicando novos formatos organizacionais e novos modelos de gestão.
4. A psicologia aplicada ao trabalho surgiu no cenário brasileiro em meados do século XX, associada a tentativas de racionalização e à procura de um caráter científico e inovador no controle dos processos produtivos, em decorrência das transformações embrionárias na economia brasileira
4.1. A psicologia figurou entre as disciplinas que forneciam apoio e legitimidade aos métodos administrativos e suas correspondentes práticas
5. Psicologia do trabalho e seus campos interdisciplinares
5.1. . O psicólogo organizacional (ainda atuando nos moldes do psicólogo industrial) foi um dos alvos mais criticados, senão o modelo mais criticado de atuação profissional da psicologia, sob o estigma de descomprometimento com as demandas sociais.
5.1.1. Psicologia do Trabalho, que, entre vários outros objetos de investigação e de intervenção, estuda a natureza dos processos de organização do trabalho e seus impactos psicossociais, especialmente sobre a qualidade de vida e a saúde do trabalhador, tanto individual quanto coletivamente.
5.1.2. interesse central é entender e lidar com os processos psicossociais que caracterizam as organizações de trabalho como conjuntos de pessoas cujas ações precisam ser coordenadas a fim de atingir metas e objetivos que definem a missão de uma organização.
6. Atividades profissionais que definem a psicologia organizacional e do trabalho
6.1. O trabalho do psicólogo, considerando a diversidade das atividades descritas, deixou de ocorrer apenas em organizações industriais, como nos marcos iniciais do campo. O psicólogo passou a se inserir em organizações de serviços, no setor público, em organizações não governamentais, em cooperativas, sindicatos, entre outros espaços.
7. As organizações são o modo como as pessoas e os grupos se estruturam atendendo às próprias necessidades.
7.1. Seu funcionamento depende do trabalho humano
7.1.1. através do trabalho e da forma como é organizado que é possível atender necessidades e demandas sociais
7.1.1.1. nas organizações, o trabalho emerge diferentes processos e fenômenos, individuais e grupais.
7.1.1.1.1. é preciso entender a inserção no mundo do trabalho e as relações que são criadas no interior das organizações em que se insere.
8. CONSTITUIÇÃO HISTÓRICA DO CAMPO DA PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO
8.1. Três principais elementos
8.1.1. 1° representa as demandas sociais advindas das organizações e os desafios que cercam o mundo do trabalho e sua gestão.
8.1.1.1. 2° abarca o avanço do conhecimento científico geral, da psicologia como um todo e do campo de POT, em particular
8.1.1.1.1. 3° resultado das interações que foram sendo construídas ao longo do tempo com outros domínios científicos e outros campos profissionais, produzindo tensões que ajudam a configurar uma identidade própria para os pesquisadores e profissionais voltados para entender, da perspectiva da psicologia, como indivíduos, grupos e coletivos chamados organizações se estruturam e atuam.
9. Desenvolvimento da psicologia organizacional e do trabalho no cenário internacional
9.1. As origens da POT podem remontar à criação do laboratório para o estudo da fadiga, em Modena, 1899, por Luigi Patrizi.
9.1.1. a atividade mais característica e dominante da psicologia aplicada ao trabalho: a seleção de pessoal e o uso de testes psicológicos com a finalidade de maximizar o ajuste das pessoas aos cargos.
9.1.1.1. as preocupações centrais de Münsterberg, as quais foram, também, as preocupações centrais do novo campo:
9.1.1.1.1. o melhor trabalho possível (discutindo os fatores que afetam a eficiência do trabalhador);
9.1.1.2. o melhor homem possível para o trabalho (tratando da seleção de trabalhadores);
10. Frederick Winslow Taylor, engenheiro em sua formação básica, desenvolveu o que ele chamou de administração científica
10.1. objetivo de estabelecer princípios para orientar as práticas organizacionais e aumentar a produtividade.
10.1.1. Quatro princípios de gestão noteiam a proposta taylorista de organização do trabalho e da produção:
10.1.1.1. -Cada trabalho deve ser analisado e descrito detalhadamente, para que o modo otimizado de executar as tarefas possa ser especificado; - os trabalhadores devem ser contratados de acordo com as características relacionadas ao desempenho do trabalho, e cabe aos gerentes avaliar os funcionários para identificar quais características pessoais são importantes;
10.1.2. - os trabalhadores devem ser treinados e recompensados para executar suas tarefas; e incentivar melhor desempenho -
11. Estudo de tempos e movimentos
11.1. perspectiva taylorista para maximizar a eficiência do desempenho no trabalho séculos XIX e XX
11.1.1. pode-se observar um incremento populacional crescente na maioria dos países, o que levou progressivamente a uma demanda em ascensão por bens e serviços.
11.1.2. O modelo taylorista-fordista constituiu o paradigma de gestão da produção nesse período histórico dos seculos XIX e XX