1. Perspectiva ontológica marxiana: cisão entre filosofia e ciência desaparece.
1.1. Unitariedade do ser impõe uma relação íntima entre esses dois momentos do saber intrinsecamente articulados, que, sem perder a sua especificidade, constituem uma unidade indissolúvel no processo de produção do conhecimento científico. (pág. 92-93)
1.2. "[... ] o ser social tem como ponto de partida o trabalho, síntese de teleologia e causalidade e, como tal, ato ontologicamente fundante do ser social." (pág. 121).
2. Ontologia: teoria geral do ser social .
2.1. Condição prévia para a resolução das questões relativas ao conhecimento.
2.2. Condição imprescindível para, em interação com a ciência, produzir um conhecimento adequado da realidade social.
2.3. Construção teórica um; a tradução ideativa, demandada pela classe trabalhadora, de uma realidade efetivamente existente. (pág. 83)
3. PROCEDIMENTO MARXIANO
3.1. Questionamentos:
3.1.1. A priori, o que é o ser social? Quais são as suas determinações essenciais?
3.1.2. A posteriori, o que é o conhecimento?
3.1.2.1. Apenas uma das dimensões da totalidade que é o ser social. Logo, apreender-se-iam origem, natureza e função social se, proporcionalmente, conhecem-se as determinações mais gerais e essenciais do ser e identifica-se o lugar que o conhecimento ocupa na produção e reprodução do ser social como totalidade: na práxis social. (pág. 90)
3.1.2.2. Produto construído historicamente/socialmente pela coletividade.
3.2. Parte da gênese do ser social, do ato que funda a sociabilidade. É na análise desse ato que ele descobrirá a origem, a natureza e a função social essenciais do conhecimento científico. (pág. 90)
3.2.1. Centralidade da Objetividade
3.2.1.1. Relação entre sujeito e objeto; o polo regente é o objeto; não se descarta a importância da subjetividade. (pág. 94)
3.2.2. Sujeito do conhecimento é constituído pelas classes (elemento fundamental) e pelos indivíduos singulares. (pág. 113)
3.2.3. A considerar a sua relação de interioridade com o objeto (realidade social), o próprio sujeito é, ao mesmo tempo, sujeito e objeto do conhecimento. (pág. 129)
4. MATERIALISMO
4.1. O homem é determinado pelas condições materiais e, por esta razão, não há neutralidade uma vez que o ser é impregnado de determinados valores.
5. Marx representa o 3º momento; além de continuidade – concepção de mundo mais ampla: razão de ser – há ruptura com padrões anteriores.
5.1. Surge atrelado à emergência da sociedade burguesa: acumulação de capital; capacidade humana de compreensão e transformação de mundo. (pág. 80)
5.2. 1º momento: greco-medieval: detinha a produção; trabalho escravo.
5.2.1. Períodos escravagista (grego) e servil (feudalismo).
5.3. 2º momento: moderno: classe trabalhadora; proletariado.
5.3.1. Fim do feudalismo à atualidade.
5.3.2. O sujeito do conhecimento é o indivíduo singular.