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Baço por Mind Map: Baço

1. Drenagem venosa

1.1. A drenagem venosa do baço ocorre através da veia esplênica (também conhecida como veia lienal), que também recebe sangue da veia mesentérica inferior.

1.1.1. Posteriormente ao colo do pâncreas, a veia esplênica se une à veia mesentérica superior para formar a veia porta hepática.

1.1.1.1. A veia porta hepática transporta o sangue para o fígado, onde ele será processado e desintoxicado.

1.1.1.1.1. Depois disso, o sangue chega à veia cava inferior através das veias hepáticas.

2. Drenagem linfática

2.1. Os linfonodos esplênicos encontram-se no hilo e recebem linfa através dos vasos linfáticos perivasculares e subcapsulares.

2.1.1. Em seguida, drenam para os linfonodos pancreáticos superiores (pancreaticosplênicos) encontrados na superfície superior do pâncreas.

2.1.1.1. A partir daí, a linfa é drenada para os linfonodos celíacos, seguindo para o ducto torácico

2.1.1.2. Os linfonodos pancreaticoesplênicos estão relacionados com a face posterior e a margem superior do pâncreas.

3. Função do órgão

3.1. Órgão linfoide secundário

3.1.1. Estimula a maturação e a ativação dos linfócitos.

3.1.2. Ao filtrar o sangue, o baço também recicla eritrócitos senescentes e danificados.

3.2. Após o nascimento, participa basicamente da identificação, remoção e destruição de hemácias antigas e de plaquetas fragmentadas, e da reciclagem de ferro e globina

3.2.1. Antes de entrarem nos seios esplênicos, as células sanguíneas que passam pela polpa esplênica são submetidas a uma grande compressão. Portanto, é de se esperar que os frágeis eritrócitos não resistam ao traumatismo.

3.2.1.1. Após a ruptura das células, a hemoglobina liberada e o estroma celular são digeridos pelas células reticuloendoteliais do baço, e os produtos da digestão são reutilizados principalmente como nutrientes, que podem ser usados para fabricação de novas células sanguíneas.

3.2.1.1.1. Células reticuloendoteliais do baço

3.2.2. Nos fetos o baço (juntamente do fígado) é o local onde ocorre a hematopoiese, o que significa que ele é o local de formação de células sanguíneas até que a medula óssea se torne competente para assumir esse processo.

3.3. Em indivíduos saudáveis, aproximadamente um terço do total de plaquetas (trombócitos) é armazenado no baço.

4. Anatomia topográfica

4.1. Faces

4.1.1. Face convexa diafragmática

4.1.2. Face côncava visceral

4.1.2.1. Encontra-se em contato com vários órgãos

4.1.2.1.1. Parede posterior do estômago (face gástrica, posterior e superiormente), separada pelo recesso esplênico da bolsa omental

4.1.2.1.2. Flexura esquerda do colo (face cólica, anterior e superiormente)

4.1.2.1.3. Margem lateral do rim (face renal, inferiormente)

4.1.2.1.4. Cauda do pâncreas (face pancreática, no hilo)

4.1.2.2. A face visceral é dividida em duas partes pelo hilo esplênico, onde os vasos sanguíneos entram e saem e estabelecem as duplicações peritoneais.

4.2. Localização

4.2.1. Ele está localizado na região esquerda do abdome, bem protegido pelo arco costal, em posição intraperitoneal, em um compartimento próprio denominado nicho esplênico, se apresentando apoiado sobre o ligamento frenocólico, que une a flexura esquerda do colo ao diafragma.

4.2.2. A posição do baço é altamente dependente da respiração, devido à sua localização inferior ao diafragma e, em posição de repouso respiratório, ele se projeta no nível da 9ª à 11ª costela, seguindo a 10ª costela com seu eixo longitudinal. Portanto, o baço é palpável somente quando se apresenta aumentado de tamanho.

4.3. Margens

4.3.1. Superior

4.3.1.1. Direcionada para cima, é normalmente endentada.

4.3.2. Inferior

4.3.2.1. Se apresenta lisa

4.4. Polos / Extremidades

4.4.1. O baço apresenta um polo direcionado anteriormente (extremidade anterior) e outro polo, direcionado posteriormente (extremidade posterior)

5. Divisão

5.1. Polpa branca

5.1.1. As funções de defesa são desempenhadas pela polpa branca, que corresponde a áreas esbranquiçadas, de formato arredondado, visíveis a olho nu, na superfície de corte.

5.2. Polpa vermelha

5.2.1. Na polpa vermelha do baço, assim como na medula óssea vermelha e no fígado, eritrócitos (hemácias) senescentes (ou seja, no final de seu ciclo vital) e especialmente defeituosas (eritrócitos) são degradados, processo melhor detalhado em "Função do órgão"

6. Inervação

6.1. Nervos autônomos do plexo celíaco

6.1.1. Fornecem nervos simpáticos e parassimpáticos

6.1.2. O baço é inervado predominantemente pela divisão simpática do sistema nervoso autônomo, mas também é inervado pela divisão parassimpática (plexo esplênico).

6.1.2.1. Formam o plexo esplênico

6.1.2.1.1. Chegam ao hilo esplênico cursando ao longo da artéria esplênica e seus ramos.

7. Vascularização

7.1. O suprimento arterial do baço vem da artéria esplênica, que alcança o órgão à medida que segue através do ligamento esplenorrenal. Essa artéria emerge do tronco celíaco, que é um ramo da aorta abdominal.

8. Embriologia

8.1. O tecido conjuntivo e a cápsula do baço se originam do mesogástrio dorsal na 5ª semana; a cápsula recebe a cobertura do peritônio visceral. A ligação com o estômago é realizada pelo ligamento gastroesplênico. Os linfócitos colonizam o baço no 4º mês.

9. Notas clínicas

9.1. As funções tornam compreensíveis as razões pelas quais as lesões no baço (ruptura esplênica), por exemplo, em um traumatismo fechado do abdome, podem levar a sangramentos potencialmente fatais. A tendência atual é tentar a preservação do baço ou, pelo menos, de partes da sua estrutura, porque o risco de infecções que ameaçam a vida (sepse) aumenta significativamente após a sua remoção. Manipulações do baço, por exemplo, durante a sua remoção, podem promover a liberação de grandes quantidades de plaquetas na circulação, reduzindo assim o risco de formação de coágulos de sangue (trombos), ocasionando acidente vascular encefálico ou infarto do miocárdio.

9.2. Na remoção do baço (esplenectomia), a presença de um baço acessório deve ser investigada. Um baço acessório pode assumir as suas funções quando o órgão principal é removido, o que pode impedir a perda das funções de defesa. No entanto, caso a razão para a esplenectomia seja alguma alteração morfológica dos eritrócitos (hemácias), uma vez que eles estejam sendo cada vez mais degradados no baço e, portanto, ocasionando anemia, baços acessórios eventualmente presentes também devem ser removidos.

9.2.1. O baço acessório é uma alteração congênita causada por uma falha no desenvolvimento embriológico do tecido esplênico, com incidência aproximada de 10% na população em geral. Em 16% dos casos, este tecido localiza-se no segmento caudal do pâncreas. O baço acessório intrapancreático é uma afecção benigna e raramente causa sintomas. Sua grande importância resulta no fato de ser um diagnóstico diferencial de tumores neuroendócrinos pancreáticos, mas com terapias e prognóstico completamente distintos.

10. Grupo (G25): Henrique Bermond Vargas, Felipe Denadai, Victor Felipe e Ricardo