1. Definição:
1.1. A Disfunção Erétil (DE) é definida como a incapacidade de se obter ou manter uma ereção suficiente para o desempenho sexual.
2. Etiologia:
2.1. Causas orgânicas:
2.1.1. Vasculogênica Arteriogênica Cavernosa Misto Neurogênica Anatômica Endócrina
2.1.1.1. 💡 Características: • Início gradual • Ocorre em todos os cenários sexuais (isto é, com parceiro, ereções noturnas, masturbação) • Tem uma evolução clínica constante • Associada a ereções não coitais insatisfatórias • Causa problemas psicossociais secundários, problemas no relacionamento, ansiedade e/ou medo.
2.2. Causas Psicogênicas:
2.2.1. Não responsividade generalizada Falta de excitação sexual primária Declínio da excitação sexual ou libido relacionado à idade nibição generalizada Distúrbio crônico de intimidade sexual Relacionada ao parceiro Falta de excitabilidade em um relacionamento específico Associada a estado de humor negativo ( depressao, ansiedade).
2.2.1.1. 💡 Características: • Geralmente de início agudo • Varia conforme a situação • Evolução variável •Geralmente há um distúrbio psicossocial preexistente e pode estar relacionado a problemas derelacionamento ou ansiedade e medo. • As ereções não coitais geralmente são preservadas.
2.3. Mista
2.3.1. conjunto das causas supracitadas.
3. Abordagem
3.1. Anamnese:
3.1.1. Detalhada e história sexual
3.2. Exame físico:
3.2.1. O objetivo do exame físico é identificar distúrbios cardíacos, vasculares, neurológicos e hormonais.
3.2.1.1. Deve incluir palpação do pênis para anormalidades, como placas, deformidades e angulação.
3.2.1.1.1. Os testículos são examinados para verificar o tamanho e anormalidades.
3.3. Primeiros exames a serem solicitados:
3.3.1. Glicemia jejum
3.3.2. Lipidograma
3.3.3. HBA1c ( se diabético)
3.3.4. TSH
3.3.5. Testosterona ( se libido baixo)
3.4. IInternational Index of Erectile Function (IIEF):
3.4.1. 15 perguntas
3.4.2. Aborda todos os domínios da disfunção sexual masculina (disfunção erétil [DE], função orgástica, desejo sexual, ejaculação, coito e satisfação geral).
4. Tipos
4.1. Psicogênica
4.2. Reflexogênica ( trauma a nível sacral)
4.3. Noturna ( sono REM)
5. Fisiologia
5.1. A ereção peniana depende de um processo intracelular complexo que resulta no relaxamento do músculo liso cavernoso, aumento do fluxo sanguíneo sinusoidal e oclusão do fluxo venoso, seguidos por rigidez.
5.2. Liberação de oxído nítrico
5.2.1. Liberaçãõ de GMPC
5.2.1.1. Sequestra cálcio
5.2.1.1.1. Acúmulo de GMPC
6. Fatores de risco
6.1. CardiovascularDiabetes mellitus Depression Obesidade Uso de álcool Uso de medicamentos História de cirurgia pélvica/trauma/radiação Doenças neurológicas Endocrinopatias) Sintomas do trato renal inferior decorrentes de hiperplasia prostática benigna
6.1.1. Hipertensão, doença arterial coronariana, hiperlipidemia, doença vascular periférica
6.2. Obesidade
6.3. Uso de álcool
6.4. Uso de medicamentos
6.4.1. Anti-hipertensivos,antidepressivos, estrogênios, antiandrogênios,digoxina
6.5. Doenças neurológicas
6.5.1. AVC, esclerose múltipla, doença de Alzheimer e doença de Parkinson
6.6. Endocrinopatias
6.6.1. Hipogonadismo, hipo/hipertireoidismo, tumor hipofisário e hiperprolactinemia.
6.7. Sintomas do trato renal inferior decorrentes de hiperplasia prostática benigna.
7. Tratamento
7.1. Não farmacológico
7.1.1. Diminuição do peso, atividade física e alimentação regular.
7.2. Farmacológico
7.2.1. Inibidores de PDE-5
7.2.1.1. Utillizada como primeira opçaõ, promove melhor relaxamento do músculo liso cavernoso, o que resulta na ereção peniana.
7.2.1.2. Os efeitos adversos incluem cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal e tonturas
7.2.2. Injeções intracavernosas
7.2.2.1. alprostadil
7.2.3. Supositório intrauretra
7.2.3.1. alprostadil
7.2.4. Dispositivos a vácuo
7.2.5. Terapias tópicas
7.3. Cirurgia
7.3.1. Se todos os outros métodos fallharem ou se existir contraindicações
7.3.2. Prótese
7.4. Terapia
7.4.1. Se a causa for psicogênica