ESCLEROSE SISTÊMICA (Esclerodermia)

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ESCLEROSE SISTÊMICA (Esclerodermia) por Mind Map: ESCLEROSE SISTÊMICA (Esclerodermia)

1. Sintomas

1.1. + comuns: Síndrome de Raynaud e edema incidioso das extremidades distais

1.2. Manifestações cutâneas e ungueais: edema simétrico que progride para endurecimento (dedos, mãos ou corpo todo) - edema friável, brilhante e hipo ou hiper pigmentado (em alguns pacientes a pele pode adquirir maciez variável).

1.3. Manifestações articulares: poliartralgias e artrite leve, contraturas em flexão (em dedos, punho e cotovelo) e nódulos de fricção (sobre articulações, bainhas tendinosas e grandes bolsas articulares).

1.4. Manifestações gastrointestinais: disfunção esofágica (muito comum) precedida por disfagia (geralmente retroesternal) e refluxo ácido. Além disso, pode ocorrer Esôfago de Barrett, hipomotilidade do intestino delgado com crescimento bacteriano e má absorção, peritonite, psedodiverticulite e cirrose biliar.

1.5. Manifestações cardiopulmonares (muita variabilidade individual): fibrose pulmonar, doença pulmonar intersticial, hipertensão pulmonar, pleurisia e pericardite com derrame- prejudicam a troca gasosa causando dispneia e consequente insuficiência respiratória

1.6. Manifestações renais: hipertensão grave súbita com características de anemia hemolítica microangiopática trombótica (o uso de corticoides é um fator de risco para desenvolvimento de crise renal esclerodérmica)

2. Diagnóstico

2.1. Critérios clínicos + teste de anticorpos

2.2. Pode ser óbivio em pacientes com combinações de manifestações clássicas como Síndrome de Raynaud, disfagia e espessamento de pele. Contudo, o diagnóstico pode não ser clínico, sendo necessária a execução de exames laboratoriais de confirmação

2.3. Critérios de classificação

2.3.1. Espessamento da pele dos dedos de ambas as mãos

2.3.2. Lesões na ponta dos dedos, como úlceras e cicatrizes depressivas

2.3.3. Telangiectasia

2.3.4. Capilares periungueais anormais no exame capilaroscopio

2.3.5. Hipertensão arterial pulmonar e/ou doença pulmonar intersticial

2.3.6. Síndrome de Raynaud

2.3.7. Anticorpos relacionados à esclerodermia

2.3.8. Exames complementares: função pulmonar, tomografia computadorizada de alta resolução de tórax e ecocardiografia

3. Prognóstico

3.1. Sobrevida geral de 10 anos em 92% dos pacientes com esclerose sistêmica limitada e em 65% dos pacientes com esclerose sistêmica difusa.

3.2. Preditores de mortalidade precoce: sexo masculino, início tardio, doença difusa, hipertensão arterial e crise renal.

4. Tratamento

4.1. Direcionado para sintomas e órgãos deficientes: fármacos são úteis para tratas sintomas específicos ou sistemas orgânicos

4.2. Corticoides: se houver miosite ou doença pulmonar intersticial

4.3. Imunossupressores e Micofenolato de mofetil: podem ajudar na doença pulmonar intersticial

4.4. Bloqueador anti-IL-6: preserva a função pulmonar na doença pulmonar intersticial

4.5. Agentes antifibróticos: diminuem a taxa de declínio da função pulmonar na doença pulmonar intersticial (podem ser associados à imunossupressores em pacientes com doença progressiva)

4.6. Bloqueadores de Canais de Cálcio: úteis para a Síndrome de Raynaud (podem agravar o refluxo gástrico)

4.7. Alimentação frequente em pequenas quantidades, inibidores de bomba de prótons, dormir com a cabeceira do leito elevada e não deitas em decúbito dorsal até 3h depois da últimas refeição são medidas eficazes para o controle da esofagite de refluxo.

5. Fisiopatologia

5.1. lesão vascular e ativação de fibroblastos.

5.2. colágeno e outras proteínas extracelulares são produzidos exageradamente.

5.2.1. fibras colágenas mais compactas na derme reticular, adelgaçamento da epiderme e perda das cristas epiteliais.

6. Classificação

6.1. Esclerodermia Limitada (Síndrome CREST- calcinose cutânea, Síndrome de Raynaund, dismotilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasias)

6.1.1. paciente apresenta endurecimento da pele na face e distal aos cotovelos e joelhos e também pode ter a doença do refluxo esofágico

6.1.1.1. Fisioterapia: ajuda a preservar a força muscular (ineficaz na preservação de contraturas musculares)

6.1.2. progressão lenta- complicação, geralmente, devido à hipertensão pulmonar

6.2. Esclerodermia Generalizada (com comprometimento generalizado difuso)

6.2.1. pacientes apresentam Síndrome de Raynaud e complicações gastrointestinais

6.2.2. complicação se dá devido à Doença Pulmonar Intersticial e Crise Renal Esclerodérmica

6.3. Esclerodermia sem Comprometimento Cutâneo

6.3.1. pacientes apresentam anticorpos relacionados à esclerodermia e manifestações viscerais da doença, mas sem comprometimento cutâneo

7. Características

7.1. é uma doença que varia em termos de gravidade e progessão- varia de espessamento da pele com envolvimento visceral rapidamente progresivo e fatal, a um envolvimento isolado da pele e progressão lenta até o envolvimento visceral da doença.

7.2. é uma doença crônica sem causa conhecida.

7.3. características gerais: fibrose difusa e alterações vasculares na pele, articulações e órgãos internos.