1. Contexto histórico na psicologia social
1.1. Crise da psicologia nos anos 1970: Críticas teóricas e metodológicas Mudanças sociopolíticas Conscientização sobre questões éticas na pesquisa psicológica As ideias e influências de antigos pensadores se tornam mais fortes
1.1.1. Surgimento de novas abordagens na psicologia social
2. Abordagens
2.1. Abordagem sociocognitiva
2.1.1. Os psicólogos sociais interessados nessa abordagem estudam a cognição social: como as pessoas processam, armazenam e recuperam informações sobre o mundo social. Isso inclui a forma como percebemos outras pessoas, como atribuímos causas ao comportamento delas e como formamos impressões sociais.
2.1.1.1. As questões fundamentais na abordagem sociocognitiva incluem o modelo de processamento de informação, que analisa atenção, percepção, memória e julgamento, além da crítica ao modelo behaviorista na explicação de comportamentos complexos. Há também uma ênfase na investigação ampla e quantitativa dos processos cognitivos, com a cognição social sendo estudada como percepções relacionadas ao comportamento social e o processamento de informações em contextos sociais, incluindo representações sociais como parte integrante desse processo.
2.1.1.1.1. Perspectivas filosóficas Percepção elementarista: Essa perspectiva desmonta os elementos para enxergar cada um individualmente. Visão holística: Em contrapartida, a visão holística adota uma abordagem que busca compreender o todo.
2.1.1.2. Conceitos
2.1.1.2.1. Representações mentais têm sua base em estruturas cognitivas.
2.2. Abordagem sócio-histórica
2.2.1. A psicologia sócio-histórica utiliza o materialismo histórico e dialético, onde considera o contexto histórico, condições sociais e materiais disponíveis ao sujeito. Considera que o indivíduo é impactado pelo meio onde vive, ou seja, a personalidade, características, valores e costumes do sujeito variam muito de acordo com o meio onde ele está inserido, tendo influência direta sobre o contexto social, político, ecônomico e social.
2.2.1.1. Conceitos e influências: Materialismo de Karl Marx Pensamento dialético Materialismo histórico e dialético
2.2.1.2. ''Em um de seus trabalhos de juventude, Marx afirmou que se a psicologia desejasse tornar-se uma ciência realmente significativa, teria que aprender a ler o livro da história da indústria material, que contém as 'forças humanas esseciais' que é a encarnação concreta da psicologia humana''. (Vygotski, A Modificação Socialista do Homem, p.117)
2.2.2. Vygotski na abordagem sócio-histórica
2.2.2.1. Durante a crise da psicologia, várias ideias e pensamentos de Vygotski vieram à tona e ajudaram a criar essa nova abordagem, como por exemplo a ênfase na dimensão social (fortalecida pela teoria sociocultural), mediação simbólica e cultural (o papel da linguagem na mediação das interações humanas e desenvolvimeto cognitivo, os símbolos e ferramentas culturais), a importância e impacto das interações sociais na aprendizagem e desenvolvimento.
2.2.2.1.1. Assim, a visão da psicologia social deixa de ser individualista e se torna sociológica, considerando as diferentes nuances do ser humano de acordo com o meio e o mundo onde está inserido. A subjetividade é mediada pelo social.
3. Dissonância cognitiva
3.1. A dissonância cognitiva é a sensação de desconforto quando há conflito entre crenças, atitudes ou comportamentos.
3.1.1. Leon Festinger desenvolveu a teoria da dissonância cognitiva na década de 1950.
3.2. Surge quando uma pessoa percebe uma discrepância entre suas ideias ou ações.
3.3. O desconforto leva a pessoa a buscar formas de resolver ou reduzir essa dissonância.
3.4. Isso pode incluir mudanças nas crenças, justificativas para reconciliar as discrepâncias ou evitando informações conflitantes.
3.5. O processo de resolução da dissonância cognitiva visa restaurar a coerência interna e reduzir o desconforto psicológico.
4. Psicologia Cognitiva
4.1. Os fundamentos da psicologia cognitiva residem na compreensão dos processos mentais envolvidos na percepção, pensamento, memória e resolução de problemas.
4.1.1. Surge como uma reação ao behaviorismo, que se concentra principalmente no comportamento observável, e à abordagem do "organismo vazio", que negligenciava os aspectos internos da mente.
4.1.1.1. A psicologia cognitiva desempenha um papel significativo no contexto da psicologia social, especialmente no que diz respeito ao estudo das interações sociais, percepções sociais e processos de tomada de decisão.
4.1.1.1.1. Alguns dos conceitos estudados na psicologia cognitiva:
5. Abordagem da neurociência sociocognitiva
5.1. Essa abordagem explora a convergência entre processos individuais e interações sociais utilizando métodos da neurociência para entender como o cérebro processa e responde a estímulos sociais, em vez de apenas estudar os fatores externamente.
5.1.1. O estudo dos mecanismos neuronais ocorre por meio da combinação de três níveis de análise:
5.1.1.1. Nível social
5.1.1.1.1. Examina fatores sociais (normas culturais, interações interpessoais, papéis sociais e estruturas sociais) influenciam o comportamento humano e as experiências. Se concentra em entender como as pessoas são afetadas pelo ambiente social onde vivem, como interpretam sinais sociais e como tais fatores moldam suas crenças, atitudades e comportamentos.
5.1.1.2. Nível cognitivo
5.1.1.2.1. Foca nos processos mentais subjacentes às interações sociais e como esses processos influenciam o comportamento humano. Isso envolve examinar como as pessoas percebem, interpretam, armazenam e recuperam informações sociais, bem como como formam e mantêm crenças, atitudes e estereótipos sobre outras pessoas e grupos. Em suma, o nível cognitivo explora como as percepções, pensamentos e cognições individuais impactam as interações sociais e o comportamento humano.
5.1.1.3. Nível neuronal
5.1.1.3.1. Se concentra nos mecanismos cerebrais subjacentes aos processos cognitivos e sociais. Isso envolve o uso de técnicas de neuroimagem, como ressonância magnética funcional (fMRI) e eletroencefalografia (EEG), para investigar como o cérebro responde a estímulos sociais, como interações sociais, emoções e tomadas de decisão. Os pesquisadores buscam identificar quais regiões do cérebro estão envolvidas em diferentes aspectos do comportamento social e como a atividade cerebral está relacionada a comportamentos sociais específicos, como empatia, cooperação e comportamento pró-social. Em resumo, o nível neuronal busca entender como os processos neurais contribuem para os comportamentos observados no nível social e cognitivo.