TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISTA

Trabalho Acadêmico acerca do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), elabora pelas alunas Maria Di Francia Pereira da Silva e Paula Moreira César, do Curso de Especialização em Educação Especial e Inovação Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) - Disciplina: Processos Educacionais para Estudantes com Deficiência. Junho de 2024.

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TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISTA por Mind Map: TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISTA

1. O QUE É?

1.1. O Transtorno do Espectro do Autista (TEA) é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por deficiência persistente e significativa da comunicação e da interação sociais, além de padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades. (BRASIL, 2012)

1.2. O TEA influencia as áreas de: linguagem, comunicação e interação social.

2. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

2.1. I. Critérios para Diagnóstico do TEA conforme o DSM-5-TR (MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE DE TRANSTORNOS MENTAIS- 5ª EDIÇÃO/ TEXTO REVISADO):

2.1.1. • Critério A: comprometimento persistente na comunicação social recíproca e na interação social em múltiplos contextos (Todos os aspectos são manifestados); • Critério B: padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos e repetitivos (Manifesta ao menos dois dos aspectos indicativos). • Critérios C e D : Esses sintomas estão presentes desde a primeira infância e limitam ou prejudicam o funcionamento diário.

2.2. II. Por que é um Espectro?

2.2.1. Em cada pessoa, o TEA “[...] mostra uma variedade de manifestações de acordo com a idade e habilidade, intervenção e suportes atuais.” (DSM-5-TR; APA, 2023, p. 61)

2.3. III. NÍVEIS DE GRAVIDADE E DE NECESSIDADES DE SUPORTE DO TEA (DSM-5-TR; APA, 2023, P. 58):

2.3.1. 1. Nível 1: “Requer suporte”

2.3.1.1. i. Comunicação social: “Sem apoios no lugar, déficits em comunicação causam deficiências perceptíveis. Dificuldade em iniciar interações sociais ou malsucedidas a aberturas sociais de outros.”.

2.3.1.2. ii. Comportamentos restritos e repetitivos: “A inflexibilidade de comportamento causa interferência significativa no funcionamento em um ou mais contextos.”.

2.3.2. 2. Nível 2: “Requer suporte substancial”

2.3.2.1. i. Comunicação social: “Déficits acentuados nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal; deficiências sociais aparentes mesmo com apoios; iniciação limitada de interações sociais; e respostas reduzidas ou anormais a aberturas sociais de outros.”.

2.3.2.2. ii. Comportamentos restritos e repetitivos: “Inflexibilidade de comportamento, dificuldade em lidar com mudanças ou outros comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência suficiente para serem óbvios para o observador casual e interferir no funcionamento em uma variedade de contextos.”.

2.3.3. 3. Nível 3: “Exigindo suporte muito substancial”

2.3.3.1. i. Comunicação social: “Déficits severos nas relações sociais verbais e não verbais causam graves prejuízos no funcionamento, iniciação muito limitada de interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais de outros.”.

2.3.3.2. ii. Comportamentos restritos e repetitivos: “Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos interferem marcadamente no funcionamento em todas as esferas.”.

2.4. IV. ESPECIFICIDADES:

2.4.1. Comunicação Social

2.4.1.1. 1. Problemas na troca de conversação 2. Dificuldade em entender nuances sociais 3. Desafios em manter relacionamentos

2.4.2. Comportamentos Repetitivo

2.4.2.1. 4. Movimentos repetitivos 5. Aderência rígida a rotinas 6. Interesses restritos 7. Respostas sensoriais incomuns

2.4.3. Variedade na Apresentação

2.4.3.1. 8. Sintomas e severidade variam amplamente

2.4.4. Condições Comórbidas

2.4.4.1. 9. Ansiedade, TDAH, epilepsia, depressão, etc.

3. ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS:

3.1. Para facilitar a aprendizagem e inclusão de estudantes com TEA, as estratégias devem ser flexíveis, respeitar e valorizar às suas individualidades:

3.1.1. • Ambiente Estruturado:

3.1.1.1. Rotina clara e previsível: Utilizar horários visuais para ajudar na compreensão e previsibilidade das atividades.

3.1.1.2. Transições suaves: Avisar antecipadamente sobre mudanças de atividades para evitar desconforto.

3.1.2. • Recursos Visuais:

3.1.2.1. Imagens, pictogramas e gráficos: Apoiar a comunicação e compreensão de instruções e conceitos.

3.1.2.2. Histórias sociais: Utilizar narrativas visuais para ensinar habilidades sociais e comportamentais.

3.1.3. • Intervenções Comportamentais:

3.1.3.1. ABA (Análise do Comportamento Aplicada): Aplicar técnicas para ensinar habilidades específicas e modificar comportamentos inadequados.

3.1.4. • Tecnologia Assistiva:

3.1.4.1. Dispositivos de Comunicação Alternativa e Aumentativa: Utilizar tablets e aplicativos de comunicação aumentativa e alternativa para facilitar a comunicação.

3.1.4.2. Softwares educacionais: Ferramentas digitais para suporte ao aprendizado.

3.1.5. • Suporte Individualizado:

3.1.5.1. Planos Educacionais Individualizados (PEI): Desenvolver flexibilizaões e objetivos específicos para cada estudante.

3.1.5.2. Bidocência e Ensino Colaborativo: Fornecer suporte personalizado conforme necessário.

3.1.6. • Treinamento e Sensibilização:

3.1.6.1. Capacitação para professores: Oferecer formação em estratégias inclusivas e compreensão do TEA.

3.1.6.2. Sensibilização de colegas: Programas de conscientização para promover a compreensão e inclusão de estudantes com TEA.

3.1.7. • Apoio Sensorial:

3.1.7.1. Ambientes sensorialmente adequados: Espaços com controle de estímulos sensoriais.

3.1.7.2. Estratégias de autorregulação: Técnicas para ajudar os estudantes a gerenciar suas respostas sensoriais.

3.1.8. • Estratégias Potentes de Ensino:

3.1.8.1. Flexibilidade na apresentação do conteúdo: Usar diferentes formatos para apresentar conteúdos e estimular o interesse.

3.1.8.2. Estimulação da comunicação e socialização: Atividades em grupo ou em dupla para promover a participação, interação e autonomia.

3.1.8.3. Formas alternativas de expressão: Permitir diferentes maneiras de demonstrar aprendizado, como através de desenhos, maquetes, ou apresentações digitais.

4. REFERÊNCIAS:

4.1. • DSM-5-TR; APA, 2023.

4.2. • Acessibilidade e Desenho Universal na Aprendizagem/ Organizadores Márcia Denise Pletsch... et al. – Campos dos Goytacazes (RJ): Encontografia, 2021. 104 p. (Coleção Acessibilidade e Desenho Universal na Educação- ISBN da Coleção: 978- 65- 88977-31-6).

4.3. • COMUNIDADE APRENDER CRIANÇA. Cartilha da Inclusão Escolar: inclusão baseada em evidências científicas. 1. ed. Ribeirão Preto: Instituto Glia, 2014. Disponível em: <www.aprendercrianca.com.br>. Acesso em: 22 jun. 2024.

4.4. • MELLO, Ana Maria S. Ros de. Autismo: guia prático. 4. ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2005. 103 p. il.

4.5. TRABALHO ELABORADO PELAS ALUNAS: Maria Di Francia Pereira da Silva e Paula Moreira César, do Curso de Especialização em Educação Especial e Inovação Tecnológica da UFRRJ- disciplina: Processos Educacionais para Estudantes com Deficiência. Junho de 2024.