Mapa Mental Intubação Orotraqueal
por sibeli holler
1. Succinilcolina (100 ou 500 mg/frasco)
2. Definição
2.1. Principal tipo de via aérea não cirúrgica.
3. Medicações pré tratamento
3.1. Alfentanil (0,5 mg/mL): 10-30 mcg/Kg;
3.2. Fentanil (50 mcg/mL): 3 mcg/Kg;
3.3. Lidocaína (20 mg/mL): 1,5 mg/Kg;
3.4. Remifentanil (1 mg/frasco): 3-5 mcg/Kg.
4. Sedação
4.1. Cetamina (50 mg/mL): 1,5-2 mg/Kg:
4.2. Etomidato (2 mg/mL)
4.3. Midazolam (5 mg/mL)
4.4. Propofol (10 mg/mL)
5. Bloqueio Neuromuscular
5.1. Rocurônio (10 mg/mL)
5.2. Vecurônio (4 mg/frasco): 0,1 mg/kg
6. Cuidados
6.1. Não hiperinsuflar o balonete do tubo: usar um volume de ar suficiente para conseguir vedaçãoadequada;
6.2. Observar a expansão pulmonar durante a ventilação;
6.3. Se o paciente for transportado, a posição do tubo deverá ser reavaliada.
7. Complicações
7.1. Broncoaspiração (vômitos);
7.2. Intubação esofágica;
7.3. Intubação seletiva, colapso pulmonar e pneumotórax;
7.4. Laceração de partes moles das vias aéreas;
7.5. Lesão da coluna cervical por movimentação da cabeça durante o procedimento;
7.6. Luxação da mandíbula;
7.7. Fratura ou arrancamento de dentes;
7.8. Ruptura ou vazamento do balonete do tubo;
8. Indicadores
8.1. Incapacidade de manter permeabilidade das vias aéreas;
8.2. Incapacidade de proteger a via aérea contra a aspiração;
8.3. Falha na ventilação;
8.4. Falha na oxigenação;
8.5. Antecipação da deterioriação clínica para insuficiência respiratória. (ex: Hematoma cervical em evolução).
9. Contraindicações
9.1. obstrução da via aérea impedindo visualização e indicando via aérea cirúrgica;
9.2. Perda da anatomia facial ou orofaríngeo (ex: trauma;
10. Cheklist
10.1. Medicações: Escolha pela situação clínica
10.1.1. Choque: etomidato ou quetamina.
10.1.2. Broncoespasmo: quetamina, propofol ou etomidato;
10.1.3. TCE / AVC: etomidato ou quetamina;
10.1.4. Convulsão: midazolam, propofol ou etomidato;
10.1.5. Doença cardiovascular: etomidato;
10.2. Luz do laringoscópio. Selecionar o tubo orotraqueal (tot) adequado e testar balonete. A opção é, em geral, pelo maior tubo possível. Um valor usual é entre 7 e 8,5 mm em adultos (a partir do 8,0 há menor resistência do tot). Dispositivo bolsa-válvula-máscara de ventilação ligado a circuito de O 2 a 100%; Fixador do tubo, seringa de 10 mL e guia metálico; Aspirador à vácuo com cateter; Sedativo, lidocaína spray e bloqueador neuromuscular; Carrinho de emergência; Monitorização hemodinâmica (se possível, PA invasiva); Equipe auxiliar; Equipamentos de proteção individual; Posicionar o paciente em decúbito dorsal com a cabeça estendida, mas sem hiperextensão; Colocar-se na cabeceira da maca e posicionar um coxim abaixo do osso occipital; Em caso de suspeita de trauma cervical, solicitar ao auxiliar que estabilize a cabeça e região cervical do paciente (contraindicado a extensão cervical); Checar parâmetros clínicos e hemodinâmicos (principalmente oximetria de pulso e pressão arterial); Sedar o paciente com infusão em bolus intravenosa da medicação escolhida (ex.: Midazolan 5-15 mg, podendo ser associado a fentanil 50-150 mcg); pode ser necessário o uso de bloqueador neuromuscular deação rápida (ex: rocurônio 1 mg/Kg) em pacientes com estômago contendo alimentos; Realizar oxigenação com a bolsa-máscara, acompanhar parâmetros de monitorização e nível de consciência. Um tempo de 2 minutos é aceitável; Obtida a sedação (paciente inconsciente), realizar a laringoscopia; Segurar o laringoscópio com a mão esquerda (no caso de destros); Introduzir a lâmina do laringoscópio acima do lábio inferior, na cavidade oral, à direita, e deslocar a língua da direita para esquerda, com a ponta da lâmina curva em contato com as valéculas, para conseguir deslocar a epiglote; Se utilizar lâmina reta deve-se cobrir a epiglite com a mesma; A tração do cabo do laringoscópio deve ser realizado em direção superior e caudal, em direção única e reta. Não realizar o movimento de alavanca devido ao risco de trauma dentário; Após visualização das cordas vocais, introduzir o tubo orotraqueal, junto com seu guia, entre as mesmas. Deve-se ter cuidado para que a ponta do guia não ultrapasse o final do tot. Por vezes, entortar a ponta do guia para cima pode ajudar na intubação de pacientes com difícil visualização das cordas vocais; Avance o tubo até a posição média de 22 cm (varia conforme cada paciente); Retire o guia do tubo e infle o balonete com 5-10 mL de ar (ajustar posteriormente com cufômetro); Realize a ventilação através do tubo com o dispositivo bolsa-válvula-máscara e verifique aposição do tubo através da ausculta do tórax (bilateralmente) e epigástrio, e capnografia, caso disponível; Fixar o tubo e solicitar radiografia de tórax para checar a posição do tubo (~2 cm acima dacarina); A manobra deve durar em torno de 30 segundos.