1. Considerações Finais dos Autores: Dito de outra maneira, a posição-sujeito é (re)construída discursivamente, consoante a maneira como o indivíduo interage com os partícipes das situações sociais nas quais se insere.
2. Visão dos autores: foco apresentar um percurso histórico da noção de sujeito, à luz de diferentes perspectivas teóricas, concernentes aos estudos da linguagem e às ciências sociais.
2.1. Platão
2.1.1. o ato de conhecer como um reconhecimento dos sentidos inscritos nas coisas, por isso, para ele, o saber não era construído pelo homem, porque Deus era responsável pela criação e ao homem cabia apenas a imitação; o conhecimento se dava pelo reconhecimento.
2.2. a subjetividade é responsável pela construção do saber e esse processo acontece quando o sujeito passa a representar o objeto, atribuindo-lhe significado: “considerado como uma exterioridade, o objeto passa a ser algo que é representado por um sujeito que lhe confere sentido”.
2.2.1. Brandão
2.2.1.1. Para Descartes, o SER tinha uma existência autônoma, era algo exterior ao homem a quem cabia apenas uma função de reconhecimento e não de construção de saber” (BRANDÃO, 1998, p. 34)
2.2.1.1.1. Rey
2.3. Descartes
2.4. Foucault
2.4.1. Nega a unicidade do sujeito e o inscreve no âmbito da linguagem, opondo-se à ideia de uma subjetividade produtora de verdades universais, uma vez que, no entendimento desse autor, a contradição é inerente ao discurso.
2.5. Kant
2.6. Autores: Sujeito Ativo
2.7. Benveniste
2.8. cada locutor se apresenta no enunciado por formas linguísticas que o tornam “dono” do seu discurso, ou melhor, “é na instância de discurso na qual eu designa o locutor que este se enuncia como sujeito".
2.8.1. Enunciação
2.8.2. Subjetividade
2.8.3. Sujeito
2.9. A relação entre o sujeito e o objeto passa pela percepção individual.
2.10. Pêcheux
2.10.1. AD1), o sujeito se constitui no discurso juntamente com a construção de sentido.
2.10.2. (AD2), o sujeito do discurso ainda é considerado um sujeito assujeitado à FD com a qual se identifica.
2.10.2.1. No entanto, a FD, formação discursiva deixa de ser um dispositivo estrutural fechado e passa a ser invadida por outras formações discursivas.
2.10.3. (AD3) aborda a noção de alteridade na identidade discursiva. Essa fase é marcada pela concepção do discurso como heterogêneo, em que todo discurso é atravessado pelo discurso do outro.
2.11. Bakhtin/Volochinov
2.11.1. A noção de sujeito histórico, já que o discurso é produzido em um contexto determinado pelo lugar de onde o indivíduo fala, em um dado momento, em um espaço social específico.
2.11.2. o sujeito só existe na intersubjetividade, pois é atravessado pelas vozes que o constituem.
2.11.3. Ato de fala/Enunciação/Teoria Polifônica.
2.11.3.1. A palavra admite duas faces
2.11.3.1.1. Procede de alguém
2.11.3.1.2. Se dirije a alguém
2.12. Ducrot
2.12.1. o locutor é um ser do discurso enquanto o sujeito falante é um ser empírico e os enunciadores são definidos como Seres.
2.12.1.1. Segundo os autores:
2.12.1.1.1. seres são descritos pelo autor seriam, na verdade, as vozes que atravessam o discurso do locutor
2.13. Possenti
2.13.1. Análise do discurso
2.13.1.1. sujeitos ativos, e que sua ação se dá no interior de semi-sistemas em processo. Nada é estanque, nem totalmente estruturado.