Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Teorias por Mind Map: Teorias

1. POPPER

1.1. FALSIFICACIONISMO

1.1.1. Definição de falsificação

1.1.1.1. A falsificação é o princípio, segundo Popper, que deve ser usado para uma teoria ser considerada científica. Deve ser passível de ser provada falsa até caso contrário.

1.1.2. Importância da testabilidade

1.1.2.1. A testabilidade é importante porque distingue a ciência da não ciência (pseudociência), permite que a ciência progrida, evita o dogmatismo (tem que poder ser testada) e garante rigor na formulação de hipóteses.

1.1.3. Demarcação entre a ciência e pseudociência

1.1.3.1. Principal critério para diferenciar ciência de pseudociência: FALSIFICABILIDADE - uma teoria científica deve fazer previsões testáveis que podem, em princípio, ser refutadas por evidências.

1.2. PROBLEMA DA INDUÇÃO

1.2.1. Críticas a Hume

1.2.1.1. 1. A ciência não se baseia na indução, mas na conjectura e refutação

1.2.1.2. 2. O conhecimento cresce por tentativa e erro.

1.2.1.3. 3. A racionalidade científica não depende da repetição do passado.

1.2.2. Indução Vs. Dedução

1.2.2.1. Indução ~> parte de casos específicos para chegar a uma conclusão geral.

1.2.2.2. Dedução ~> parte de princípios gerais para chegar a conclusões específicas.

1.3. PROGRESSO CIENTíFICO

1.3.1. Evolução através de refutações

1.3.1.1. Para Popper, a ciência não avança por acumulação de verdades, mas sim por um processo contínuo de tentativas e erros. Se as teorias forem falsificadas quando testadas são descartadas. Assim, evolui-se através de refutações.

1.3.2. Ciência como processo acumulativo

1.3.2.1. Popper rejeita esta ideia pois acha que a ciência evolui por meio da refutação de teorias anteriores, substituindo explicações menos precisas por teorias mais fortes.

2. KUHN

2.1. ESTRUTURAS DE REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS

2.1.1. Paradigmas

2.1.1.1. Um paradigma é um conjunto de crenças, valores, técnicas e práticas aceitas por uma comunidade científica num determinado período.

2.1.1.2. Exemplos históricos: Revolução Copernicana (Do Geocentrismo ao Heliocentrismo) Paradigma Antigo (Geocentrismo – Ptolomeu, Aristóteles): A Terra é o centro do universo, e todos os astros giram ao seu redor. Anomalias: Movimentos retrógrados dos planetas não podiam ser explicados facilmente. Novo Paradigma (Heliocentrismo – Copérnico, Galileu, Kepler, Newton): O Sol é o centro do sistema solar, e os planetas orbitam ao seu redor.

2.1.2. Mudança de paradigmas

2.1.2.1. A crise de um paradigma ocorre quando um modelo científico dominante começa a falhar em explicar fenómenos naturais e enfrenta um acúmulo crescente de anomalias – ou seja, dados que não se encaixam nas previsões da teoria vigente.

2.1.2.2. Uma revolução científica ocorre quando um paradigma dominante se torna insustentável devido ao acúmulo de anomalias, levando à sua substituição por um novo paradigma.

2.2. CIÊNCIA NORMAL

2.2.1. O período da ciência normal é aquele em que os cientistas trabalham dentro de um paradigma estabelecido, sem questioná-lo. Nesse estágio, o objetivo não é criar novas teorias revolucionárias, mas resolver problemas específicos dentro do quadro já aceito pela comunidade científica.

2.3. ANOMALIAS

2.3.1. Surgem através da observação de um fenómeno inesperado, das tentativas de explicação dentro do paradigma, do acúmulo delas próprias e quando há crise no paradigma. São importantes porque impulsionam o progresso científico, indicam os limites de um paradigma e podem levar a novas descobertas ou/e revoluções científicas.

2.3.2. São fenómenos ou dados que não podem ser explicados pelo paradigma vigente e, quando se acumulam, podem levar a uma crise científica e, eventualmente, a uma revolução científica, resultando na substituição do paradigma antigo por um novo.