DERMATOPATIAS EM GRANDES ANIMAIS

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DERMATOPATIAS EM GRANDES ANIMAIS por Mind Map: DERMATOPATIAS EM GRANDES ANIMAIS

1. DERMATOFITOSE

1.1. Afecção cutânea causada por fungos: M. gypseum habita o solo, único que causa prurido(geofilico).

1.2. TRANSMISSÃO: Contato direto, fômites contaminados: estabulaçÃo, cerca, comedouro, bebedouro, desencadeado por clima quente e úmido e imunossupressao.

1.2.1. PATOGENIA: crescimento fungico dentro da camada pilosa, extrato córneo da epiderme, foliculos capilares e unha. Nao atinge as camadas mais profundas da pele, pode trasmitir ao homem.

1.3. SINAIS CLINICOS: INICIAL - erupçao papular com pêlos eretos, pêlo opaco. depois evoluem para pápulas crostosas que se espalham circunferencialmente. PRINCIPAL: FormaçÃo de colaretes - lesões em circulo onde no centro tem alopecia, descamação, espessamento da pele com pêlos grossos na margem. Pode observar-se eritema e hiperpigmentação, , mas muito dificil ter secreção apenas se houver infec.secundária.

1.3.1. REGIãO DAS LESÕES - Cabeça membros, região torácica, abdominal, crina e cola.

1.4. DIAGNÓSTICO - Cultura fúngica, exame direto, histopatológico, raspado de pele para diferenciar de sarna corióptera.

1.5. TRATAMENTO: TÓPICO - Iodo tópico, quaternária de amônia, violeta genciana, tiobendazol. Sistêmicos - Itraconazol 5-10mg/kg SID, gRISEOFULVINA 50MG/KG SID.

1.5.1. PROFILAXIA - Separar animais acometidos, separar utensílios usados em animais acometidos, desinfecção de estábulos e todos os fômites com hipoclorito de sódio a 0,25%.

2. DERMATOFILOSE

2.1. Conhecida como dermatite esudativa, acomete mais bovinos, causada pela bacteria Dermatophilus congolensis, acomete mais região de dorso, membro e flancos, animais assintomáticos sÃo portadores.

2.1.1. TRANSMISSãO - Penetra em pele íntegra por contato direto através de fômites contaminados ou ectoparasitas.

2.2. PATOGENIA -  Há redução ou alteração das barreiras naturais da pele por chuvas, umidades e altas temperaturas a Bactéria penetra na pele resultando em processo inflamatório agudo gerando acúmulo de exsudato, pelos e fragmentos formando crostas. Podem regredir em duas a três semanas e em infecções crônicas durar meses.

2.3. SINAIS CLINICOS: Crostas na base do pêlo, tecido granuloso e exsudato purulento, pode haver febre ou afecções sistêmicas, perda intensa de pêlo no estágio final.

2.3.1. DIAGNÓSTICO - exame clinico, Raspado de pele, antibiograma cultura, biópsia de pele.

2.4. TRATAMENTO : Tópico não resolvem pois não penetram nas lesões, portanto faz tto sistêmico - penicilina 70.000 UI/KG, estreptomicina 70mg/kg, oxitetraciclina 20mg/kg.

2.4.1. PROFILAXIA - Isolamento, desinfecção do local e animal acometido.

3. DERMATITE DE QUARTELA

3.1. Lesão inflamatória em região de quartela, acomete equinos no verão. Etiologia - pododermatites, contaminação por sujidades, arranhões

3.1.1. Causas - Infecciosas: fungos, bactérias, parasitas. Não infecciosas - substâncias irritantes, fotossenssibilização, traumas, pênfigo foliáceo, reaçÃo a farmacos

3.2. SINAIS: Erosão, eritema, ulceração , exsudato purulento, tecido de granulaçÃo, hiperqueratose.

3.3. DIAGNÓSTICO - Exame direto, raspado de pele, cultura fúngica, biópsia, histopatologico, hemograma.

3.4. TRATAMENTO - Vai depender da causa primária - antibiótico, antifúngico, antiinflamatório, cirurgia: remover tecido de granulaçÃo exuberante.

3.4.1. PROFILAXIA - Manter a pele limpa,seca, e hidratada no caso de ressecamento e rachaduras com solução hidratante a base de óleo e antimicrobiano, controlar tge, monitorar propagação da doença.

4. HERDA

4.1. Astênia cutânea em equinos. Doença autossômica recessica que afeta as fibras de colageno de cavalos quarto de milha, caracterizada por cicatrizes atróficas.

4.2. Sinais - lesões únicas ou multiplas em dorso, membros e pescoço. Hiperelasticidade cutânea, pele fina, fragilidade cutânea, áreas hiperextensiveis, seroma, hematoma, dificuldade de cicatrizaçÃo, cicatrizes atróficas, pseudotumores

4.3. DIAGNÓSTICO - Histórico genético, PCR, histopatologia (anormalidades de colágeno na derme profunda. DIFERENCIAL: Pênfigo, lupus, erupções, dermatofilose.

4.3.1. TRATAMENTO - desconhecido, tratar as feridas limpeza e desinfecção, atb se houver infec. secundária.

5. PÊNFIGO FOLIÁCEO

5.1. Doença auto-imune Anticorpos contra as moléculas de adesão na superfície dos queratinócitos, lesões erosadas e crostosas.

5.2. Sinais - Presença de colarinho, erosões, alopecia, descamação, exsudação, manifestaçÃo sistêmica: depressÃo, letargia,perda de peso e febre (50% dos casos)

5.3. DIAGNÓSTICO - Achados clinicos, analises histopatológicos, identificaçÃo dos anticorpos por imunofluorescênciA. TRATAMENTO - Dexametasona 0,1mg/kg

6. SARNA CORIÓPTERA

6.1. Sarna das pata, altamente pruriginosa, formaçÃo de nódulos e vesiculas no local onde o parasita permanece.

6.2. SINAIS: Altamente pruriginosa, alopecia, feridas por prurido e auto mutilaçÃo, infiltrações serosas e formação de nódulos e vesiculas, hiperqueratoze, eczema seco.

6.3. TRATAMENTO - Solução de Hipossulfito de sódio a 40 %, com utilização de um pincel, para logo em seguida ser aplicada uma solução de Ácido Clorídrico a 4 %  , Benzoato de benzila, doramectina 0,2mg/kg, fipronil tópico. PROFILAXIA - evitar ambientes umidos manter animais em ambientes arejados.