Sindromes Ictero-Hemorrágicas Febris

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Sindromes Ictero-Hemorrágicas Febris por Mind Map: Sindromes Ictero-Hemorrágicas Febris

1. Febre Amarela

1.1. Primatas são reservatório. TRANSMISSÃO: picada do mosquito Aedes Aegypti. Ecoturismo e vacinação com t > 10 anos são fatores de risco.

1.2. Sintomas: 90% são formas leves em indivíduos que possuem anticorpos ou foram vacinados. Período de incubação de 3-6 dias, com febre posterior. Cefaleia e astenia podem estar presentes.

1.2.1. Forma moderada:imunidade contra outros flavivirus. Icterícia, febre, náuseas e vômitos, cefaleia. . Autolimitada.

1.2.2. Forma grave: todos os sintomas já citados + Sinal de Faget (dissociação pulso-temperatura). Manifestações hemorrágicas: epistaxe, gengivorragia, hematúria, hematêmese, melena. Oligúria por I.R.A. e Ins. Resp. Aguda por hemorragia alveolar.

1.3. Exames: isolamento viral (padrão ouro) nos primeiros 5 dias. Após esse período realizar sorologia por ELISA (IGM + se infecção < 3 meses). PCR pode ser realizado.

1.4. Tratamento: não possui terapia especifica, apenas hidratação e antitérmicos. Manifestações graves realizar suporte em UTI(monitorar volemia, prevenir hemorragias G.I com inibidores de H2 e diálise se Ins. Renal).

2. Hantaviroses

2.1. Clínica semelhante à leptospirose, causam a febre hemorrágica com síndrome renal.

2.1.1. Transmitida a partir de roedores silvestres e seus excretas.

2.2. Evolução clínica em 5 fases: febril, hipotensiva, oligúrica, diurética e de convalescença.

2.2.1. Febre elevada, calafrios, cefaleia retrooorbitária, fotofobia, mialgias, N/V, petéquias no palato mole e nas axilas.

2.2.1.1. Síndrome cardiopulmonar por hantavírus: clínica semelhante à SARA, causando progressiva infiltração de líquido no pulmão (taquipneia, hipoxemia grave e taquicardia).

2.2.1.2. Novo tópico

3. Dengue

3.1. Tem evolução rápida e um amplo espectro clínico (varia de casos assintomáticos até graves formas de choque).

3.1.1. Forma assintomática: só é identificada através da sorologia (IgG e IgM antivírus de dengue).

3.1.2. Forma oligossintomática: evolução efêmera(2-4 dias), pode apresentar síndrome febril, exantemática ou um misto de ambas.

3.1.3. Forma clássica: febre do dengue. Prostração, febre, cefaleia, mialgias, dor ocular, disgeusia, exantema pruriginoso ou não.

3.2. Diagnóstico: Elisa (IgG e IgM), imuno-histoquímica ou PCR.

3.3. Tratamento: não há um tratamento específico. A infusão de líquidos deve ser controlada para não precipitar o edema pulmonar.

3.4. Tratamento: Não há medicação específica. Consiste em fazer hidratação e usar analgésicos e antitérmicos. Evitar uso de AINEs (principalmente AAS)

3.4.1. Febre hemorrágica do dengue: inicia da mesma maneira que a FD e evolui para essa fase entre o 3° e o 8° dia. Há hemoconcentração, plaquetopenia e algum sangramento (espontâneo ou pela prova do laço).

4. Zika Virus

4.1. Sintomas: 80% ASSINTOMÁTICO Outros sintomas incluem cefaleia, exantema maculopapular, conjuntivite, prurido. Desaparecem em 3-7 dias.

4.2. Tratamento: paracetamol ou dipirona. Contraindicado o uso de AAS ou AINES. Repor líquidos EV. Prevenção: não deixar água parada.

5. Leptospirose

5.1. Transmissão da bactéria Leptospira interrogans por urina de roedores. Comum surtos em alagamentos e enchentes.

5.1.1. Há 3 períodos na doença: período de incubação, dura 30 dias. Período septicêmico: pancapilarite pela bactéria no sangue. Dura 4-7 dias. Período Imune: presença de Ac, dura 10 a 30 dias.

5.1.2. Sintomas: maioria evolui de forma autolimitada. Inicio subito de febre, calafrios, mialgia em panturrilhas, hiperemia conjuntival, taquipnéia e sudorese.

5.1.2.1. Forma anictérica: sintomas no SNC

5.1.2.2. Forma ictérica: icterícia aparecendo no 3º ao 7 º dia após incubação. Indicador de gravidade. Há oligúria e IRA em 60¨% desses casos. Sintomas diminuem na 3ª semana.

5.1.2.2.1. Síndrome de Weil: tríade de hemorragia, icterícia e Ins, Renal Aguda. É o componente mais grave e letal da leptospirose. Leva acometimento pulmonar por hemorragia.

5.2. Tratamento: hidratação EV, furosemida e manitol se não houver diurese espontânea. Hemodiálise se mesmo assim não responder a furosemida. PENICILA G CRISTALINA EV 6-10 MILHÕES UI 4/4H POR 6 DIAS.

5.3. Diagnóstico: visualização direta da bactéria em plasma/líquor no período septicêmico. Sorologia IgG e IgM a partir da 2ª semana(período imune). Pode-se usar teste de aglutinação microscópica

6. Chikungunya

6.1. Transmissão por Aedes Aegypti ou albopictus.

6.2. Incubação 4 a 7 dias.

6.3. Sintomas: maioria autolimitado. Sintomas de febre alta repentina, dores intensas em articulações, manchas vermelhas pelo corpo.

6.4. Uma parte dos indivíduos pode desenvolver a forma crônica: dores articulares por 6 meses a 1 ano.

6.5. Tratamento: antipiréticos analgésicos e soro EV

7. Malária

7.1. transmitida pela picada do mosquito Anopheles

7.1.1. Há diferentes cepas de plasmódios, resultando em diferentes quadros clínicos e respostas às drogas antimaláricas.

7.2. P. vivax: sintomatologia variada e depende do estado imune do paciente, Febre a cada 48h, artralgia, cefaleia, fadiga, calafrios, N/V, tremores, icterícia, hepatomegalia e esplenomegalia.

7.3. P. falciparum: síndrome febril não ocorre com regular periodicidade, cefaleia, calafrio, astenia, N/V, colúria, icterícia, anemia, hepatomegalia e esplenomegalia.

7.4. Diagnóstico: gota espessa (colhe-se uma gota de sangue e verifica-se a presença do parasito no material. Pode-se fazer o teste do esfregaço, QBC, testes rápidos, IF e ELISA.

7.5. Tratamento: antimaláricos (Cloroquina, Amadiaquina, etc).

8. Meningococcemia

8.1. Causada pela Neisseria meningitidis.

8.1.1. É a manifestação clínica da forma septicêmica da doença, na qual o comprometimento do SNC pode estar ausente.

8.2. Evolução muito rápida!!! Mal-estar geral, fraqueza, hipotensão, exantema purpúrico ou hemorrágico com lesões petequiais (mais nas extremidades, mas pode ocorrer nas mucosas).

8.2.1. Infecções fulminantes podem levar à Síndrome de Waterhouse-Friderichsen.

8.3. Diagnóstico laboratorial: isolamento do meningococo em um fluído orgânico (líquor, sangue, etc).

8.3.1. Identificação de antígenos pela prova do látex e imunoeletroforese cruzada são confirmatórios.

8.4. Tratamento: antibióticos (opção inicial são as cefalosporinas de 3ª geração, como Ceftriaxona e Cefotaxima. Em alérgicos aos beta-lactâmicos pode-se usar o Cloranfenicol.

8.4.1. No caso de meningococcemia acompanhada de meningite, usar corticoides associado ao antibiótico (Dexametasona, por exemplo).