Q Methodology

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Q Methodology por Mind Map: Q Methodology

1. Metodologia com procedimentos apropriados ao estudo de conceitos subjetivos como crenças, atitudes, comportamentos e opiniões.

2. Definição

2.1. Baseada numa perspectiva construtivista e suas fundações empíricas, segundo a qual os seres humanos agem de acordo com as representações que constroem da realidade e não de acordo com a própria realidade em si.

2.2. Esta metodologia poderá ser utilizada como instrumento retórico para “legitimar a ciência como meio de obter conhecimentos sistemáticos, objetivos, válidos, sobre o mundo.

2.3. Apropriada à tradução empírica da diversidade de ideias, perspectivas, crenças e fenômenos de natureza subjetiva, que caracterizam o estudo dos estados mentais e das manifestações comportamentais dos sujeitos humanos.

3. Criador

3.1. Criada na década de 30 (William Stephenson), interessado em encontrar recursos para estudar a subjetividade

4. Como funciona?

4.1. Os sujeitos são colocados perante um conjunto de afirmações, que constituem a amostra designada Q-set e que envolve uma seleção de itens (afirmações) extraídos de um universo especializado de opiniões e posições possíveis relativamente à questão ou tema em estudo.

4.2. Os participantes, que, no seu conjunto, definem o P-set, deverão ordenar as afirmações de acordo com o seu ponto de vista. A ordenação obtida é então sujeita a análise fatorial.

4.3. Stephenson (1935) chegou a apresentar a metodologia Q como uma inversão da análise fatorial convencional, uma vez que Q correlaciona pessoas em vez de testes.

4.4. Ao correlacionar pessoas a análise do fator Q fornece semelhanças e/ou diferenças de visões sobre um assunto, e, desse modo, os fatores resultantes representam clusters, mais operacionalizáveis, da subjetividade de temas como atitudes, valores, ou crenças (Brown, 2002).

4.5. Os resultados descrevem uma população de "pontos de vista" e não uma "população de pessoas"

5. Críticas e considerações

5.1. Os resultados obtidos têm sido por vezes criticados relativamente à sua validade empírica e, consequentemente, à possibilidade de generalização. No entanto, e de acordo com Brown (1980), em resposta a esta crítica, uma vez que não existem critérios externos para definir o ponto de vista pessoal esta questão não é aqui aplicável

5.2. Tendo em vista os inquéritos na população geral, a validade estatística não é a maior preocupação para esta metodologia, uma vez que os resultados de um estudo Q são as diferentes opiniões (subjetivas) sobre o tema que está a ser operacionalizado, e não a percentagem da população que adere a cada uma dessas opiniões.

5.3. Funciona como uma ponte entre as metodologias tradicionais (Rhoads et al., 2004-5), muitas vezes consideradas antagônicas pelos investigadores mais céticos. Ou seja, significa que as metodologias qualitativas e quantitativa, se podem ainda enriquecer e complementar mutuamente.