2. A crítica literária divide a obra de Eça de Queirós em três fases:
2.1. - 1ª fase: Dedicou-se a cartas, artigos e folhetins, onde sua literatura foi impregnada de romantismo social. - 2ª fase: Inicia-se em 1875, a partir da obra O Crime do Padre Amaro. Essa fase foi caracterizada pela adesão ao Naturalismo. - 3ª fase: É nessa fase que a crítica cáustica do Realismo naturalista deixa espaço para a meditação filosófica e esperançosa em valores humanos e espirituais.
3. Características
3.1. Eça de Queirós foi um inovador da prosa realista portuguesa ao criar novas formas de linguagens, neologismos e mudanças na sintaxe.
3.2. Ao se afastar do idealismo romântico, Eça de Queirós faz uma dura crítica aos valores da burguesia portuguesa e da corrupção da Igreja.
3.3. Mais tarde, Eça escreveu diversos romances no qual enfatiza a questão da hipocrisia da burguesia aliada à análise psicológica das personagens.
3.4. De maneira geral, suas obras abordam temas simples e do cotidiano, as quais estão permeadas de ironia, humor e, de vez em quando, de pessimismo e crítica social.
4. Obras
4.1. Primeira fase:
4.2. Prosas Bárbaras, póstuma (1905) Mistério da Estrada de Sintra (1871)
4.3. Segunda fase:
4.4. O Crime do Padre Amaro (1875) O Primo Basílio (1878) O Mandarim (1879) A Relíquia (1887)
4.5. Terceira fase:
4.6. Os Maias (1888) A Correspondência de Fradique Mendes (1900) A Cidade e as Serras, (1901)
4.7. Literatura de viagem:
4.8. Uma Campanha Alegra, (1891) Cartas de Inglaterra (1903) Ecos de Paris (1905) O Egito (1926)