1. Para que as possibilidades tornem-se reais é fundamental a reforma do Conselho, e tal empreitada não parece nada fácil, pois segundo Vargas o Brasil precisa demonstrar interesses consorciados a coletividade do atual Conselho e o mesmo precisa enxergar no Brasil interesses comuns.
2. O Brasil centra seus argumentos na ampliação dos assentos pelo acréscimo de novos atores e suas promoções para a eficiência da representatividade e da eficácia jurídica internacional.
3. É fundamental ter voz e veto no Conselho de Segurança para que o Brasil seja visto como país extremamente responsável, definidor de limites e capacidade gerencial, pois esses atributos constroem uma imagem de país mais responsável e confiável nas esferas políticas, militares e, principalmente, econômicas.
4. O discurso do governo brasileiro a partir de José Sarney apoiou-se no conceito de multipolaridade para contrastar com unipolaridade e bipolaridade.
5. A igualdade jurídica parece um caminho longo a ser trilhado, a relação da justiça e representatividade como da eficácia e eficiência parecem mais próximos.
6. A busca de décadas por uma vaga como membro permanente no Conselho de Segurança é debatido com todo o rigor para refletirmos os caminhos e os desvios inoportunos das políticas externas brasileiras, ao mesmo tempo em que faz-nos entender as prioridades de um Estado e suas implicações para o cotidiano dos brasileiros.
7. O desafio, portanto, é convencer os membros do Conselho de Segurança a creditarem ao Brasil a confiança necessária para o pleito se concretizar.
8. O autor destaca o início do século XXI como o momento de recuperação das discussões empreendidas com maior vigor na década de 1980, isto é, historicamente o Brasil busca maior participação nas decisões internacionais, porém nas últimas três décadas tem aumentado as exigências - por parte do executivo federal - voltadas para a implantação de práticas internacionais que permitam ao país ter destaque e liderança - pelo menos regional.
9. As relações de poder e sua organização internacional são pensadas do século XIX aos dias atuais, isso enriquece a leitura por demonstrar historicamente os processos constituintes da organização internacional das nações
10. Os argumentos lançados na obra direcionam o Brasil como país pacífico e cumpridor de contratos internacionais, porém não abdica de sua liderança; assim, o papel do Conselho de Segurança no mundo atual ao ter o Brasil como membro permanente não terá alterações, pelo contrário, o governo brasileiro compromete-se com a continuidade destas políticas internacionais.
11. Os esforços do governo brasileiro são muitos, o autor destaca a lista escrita por Celso Amorim publicada na Revista Política Externa em 1995 como uma ilustração das intenções das credenciais do Brasil para fazer parte do Conselho como membro permanente, dentre tais, Amorim sublinha que somos signatários desde a origem da Carta das Nações Unidas, somos definidores de princípios históricos e universais que foram aceitos e compõem a Carta das Nações, somos um país que se dedica a manutenção da paz e da segurança, temos capacidade de negociar promovendo consensos, o Brasil é um país plural e harmonioso, enfim, somos um país democrático