1. Durante a X Conferência Nacional de Saúde, em 1996, as propostas formuladas enfatizaram a impor- tância da formação dos trabalhadores da saúde orientada pelos problemas e necessidades sociais em saúde da população e pela mudança das rela- ções entre profissionais e usuários, buscando o diálogo permanente com todas as formas de co- nhecimento, em especial com a cultura popular
2. Têm sido desenvolvidas, sobretudo, com base na transmissão de informações e na persuasão e com ênfase em adoecimentos.
3. Vista como prática social, a educação em saú- de passou a ser repensada como um processo capaz de desenvolver a reflexão e a consciência crítica das pessoas sobre as causas de seus pro- blemas de saúde, baseado no diálogo.
4. As atividades em saúde no espaço escolar de- vem favorecer uma ação mais reflexiva e crítica do conceito de saúde, com investigação de demandas e temas pertinentes à comunidade escolar e particu- 23 larmente aos escolares.
5. A educação popular procura reorientar as estratégias de capacitação, fazendo-as a partir das angústias, experiências prévias e desejo de superação das dificuldades.
6. Objetiva superar a abordagem focada na patologia e na transmissão de informações, considerando o diálogo e a subjetividade dos indivíduos no processo educativo.
7. O trabalho das equipes de Saúde da Família está fundamentado nos referenciais teóricos de vigilância e promoção da saúde. Assim, devem atuar a partir da oferta organizada de serviços, planejando seu processo de trabalho de forma não somente a atender à demanda que vem es- pontaneamente aos serviços de saúde, mas, es- pecialmente, a desenvolver ações para as pessoas que ainda não conhecem ou não frequentam o serviço de saúde.
8. A efetivação da saúde escolar como política pública de promoção da saúde e de garantia de qualidade de vida exige coordenação e planeja- mento intersetoriais.