1. :CRESCIMENTO ECONOMICO
1.1. Ainda que de maneira implícita, pode-se concluir que, para atingir esse objetivo, as empresas chinesas precisarão atender a diferentes padrões e exigências ambientais desses e outros novos mercados, absorvendo tais preceitos e aplicando-os em diferentes setores de sua economia, criando uma atmosfera mais favorável ao desenvolvimento socioambiental.
1.1.1. Dentro do processo de inserção econômica da China no mercado globalizado, ganhou destaque um tipo de empreendedorismo em que o Estado chinês cria empresas estatais que se envolvem com parceiras multinacionais a fim de criar novos projetos e produtos com base tecnológica, gerando ganhos para a qualificação da mão de obra do país e conhecimento científico, o que só pode ser alcançado através de um vasto programa de melhoria do sistema educacional, em diferentes níveis.
2. BRASIL E CHINA
2.1. As relações entre Brasil e China são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República Federativa do Brasil e a República Popular da China. Começaram no início do Século XIX e continuaram até 1949, quando foram interrompidas pela criação da República Popular da China. Em 1974, durante o governo do general Ernesto Geisel, houve um acordo sobre a criação e funcionamento da Embaixada do Brasil em Pequim e da Embaixada da China em Brasília, e as relações entre os países foram normalizadas. Desde então, os laços bilaterais têm assistido a um desenvolvimento principalmente com base nos princípios de não-interferência, igualdade e benefício mútuo.
2.1.1. A crescente relação econômica e política entre os dois países foi confirmada com a visita de Luiz Inácio Lula da Silva à China, que incluiu 450 representantes de empresas brasileiras. O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, observou que a crescente relação poderia ser parte de uma reconfiguração "da geografia comercial e diplomática do mundo". Em 2009 os chineses ultrapassaram os Estados Unidos e tornaram-se o maior parceiro comercial do Brasil. O Brasil mantém uma embaixada em Pequim e consulados-gerais em Cantão, Hong Kong e Xangai, e a China mantém uma embaixada em Brasília e consulados-gerais em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
3. PARTIDO COMUNISTA CHINES:
3.1. A repressão contra aqueles que se manifestam contra as autoridades não dá sinais de que vai diminuir, ao passo que a repressão aos direitos humanos se intensificou sob a gestão de Xi Jinping. As represálias não poupam sequer membros do alto escalão do partido. Bo Xilai, que já foi um poderoso líder do partido regional, foi condenado à prisão perpétua em 2013 após ser acusado de corrupção e abuso de poder. A China insiste que respeita os direitos humanos e justifica seu pulso firme em relação à dissidência argumentando que tirar milhões de pessoas da pobreza supera as liberdades individuais. A imprensa e a internet — incluindo as redes sociais — são rigidamente controladas no país. A chamada "Grande Muralha" de censura na internet bloqueia o acesso a determinados sites estrangeiros, assim como ao Google, Facebook, YouTube e Twitter. A digitalização da vida cotidiana permite que o partido implemente ainda tecnologias de monitoramento avançadas, que culminaram no projeto de sistema de crédito social — por meio do qual o comportamento de cada um dos cidadãos seria pontuado em uma espécie de ranking de confiança. Esse controle quase total da imprensa ajudou o partido a influenciar a opinião pública e reforçar ainda mais o próprio controle.
3.1.1. O Partido Comunista da China controla o país — passando pelo governo, a polícia e o Exército. Do alto da pirâmide, o politburo garante que a linha partidária seja mantida e controla três outros órgãos importantes: - Conselho de Estado; - Comissão Militar Central; - Assembleia Nacional Popular ou parlamento. O Partido Comunista da China governa o país desde 1949 O Conselho de Estado é o governo, liderado pelo primeiro-ministro — atualmente Li Keqiang —, que é subordinado ao presidente. O papel dele é implementar políticas partidárias em todo o país, administrando, por exemplo, o plano econômico nacional e o orçamento do Estado. A ligação entre os militares e o partido comunista remonta à Segunda Guerra Mundial e à subsequente guerra civil. Essa conexão é institucionalizada pela Comissão Militar Central, que lidera as Forças Armadas da China. A comissão controla o arsenal nuclear do país e seus mais de 2 milhões de soldados, o maior efetivo militar do mundo. Embora exista um parlamento, a chamada Assembleia Nacional do Povo apenas aprova as decisões tomadas pela liderança do partido.
3.1.1.1. O Partido Comunista está organizado como a estrutura de uma pirâmide — com o presidente Xi Jinping no topo.
3.1.1.2. A partir da base, as organizações partidárias elegem os órgãos superiores até chegar à liderança.
3.1.1.3. O Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado a cada cinco anos, nomeia um comitê central que, por sua vez, escolhe o politburo - comitê que reúne as principais lideranças do partido.
3.1.1.4. Essas eleições geralmente são decididas e aprovadas de antemão, e o verdadeiro poder está nas mãos do politburo.
3.1.1.5. No topo da pirâmide, está finalmente Xi Jinping. Em 2017, o partido abriu caminho para ele se tornar presidente vitalício. E também votou para consagrar seu nome e ideologia na constituição, o que o equiparou a Mao Tsé-Tung.
4. ATIVIDADE INDUSTRIAL:
4.1. A Indústria e a construção representam 49% do PIB chinês. Cerca de 8% de todos os produtos manufaturados do mundo são fabricados na China. A China está entre os primeiros países que têm maior produção industrial. Entre as grandes indústrias chinesas encontram-se as indústrias de mineração e de beneficiamento de minérios, de ferro e aço, alumínio, carvão mineral, a indústria maquinaria, a indústria bélica, a indústria têxtil, e de vestuário, a indústria petroquímica, a indústria química, incluindo fertilizantes, a indústria alimentícia, a indústria automotiva e de outros meios de transporte, incluindo a ferroviária, a marítima e a aérea, a indústria de bens de consumo, tais como as indústrias de calçados, brinquedos e eletrônicos, a indústria de telecomunicação e de tecnologia de informação.
4.1.1. A China tem se tornado um grande destino para a instalação de multinacionais. A sua força como plataforma de exportação tem aumentado as rendas e os índices de emprego. Porém, o setor estatal ainda representa 40% do PIB chinês. Nos últimos anos, as autoridades chinesas têm dado maior atenção à gestão das ações estatais - tanto no mercado financeiro quanto entre as empresas estatais.
5. INVESTIMENTOS EXTERNOS:
5.1. Desde o início da década de 1990, o governo permitiu a investidores estrangeiros a vender uma grande variedade de mercadorias no mercado doméstico, eliminou as restrições de tempo no estabelecimento de empreendimentos em conjunto, proveu algumas pontos de segurança contra a nacionalização, permitiu que parceiros estrangeiros poderiam se tornar líderes de empreendimentos em conjunto e permitiu o estabelecimento de empresas multinacionais. A China também concedeu vantagens tributárias para as empresas multinacionais, para negócios de risco contratuais e para outras empresas estrangeiras, que investiram em zonas econômicas selecionadas ou em projetos encorajados pelo governo, tais como o setor energético, de telecomunicações e de transportes.
5.1.1. A China também autorizou a abertura de filiais de bancos estrangeiros em Xangai e permitiu aos investidores buscarem ações especiais, chamadas de ações de lado "B", de certas empresas listadas nas bolsas de valores de Xangai e de Shenzhen. Porém, a venda destes lados "B" das empresas não dava direito de propriedade de tais empresas para os investidores estrangeiros. Em 1997, a China aprovou 21.406 projetos de investimento estrangeiro e recebeu mais de 45 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos. O país revisou significativamente as suas leis sobre as multinacionais e sobre igualdade estrangeira em 2000 e em 2001, facilitando o desempenho das exportações e diminuindo as restrições comerciais estrangeiras dentro da economia local.