" UM DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS", de Boaventura de Souza Santos (2008)
por Deise Ferreira
1. "É uma versão ampliada da Oração da Sapiência que proferi na abertura solene das aulas da Universidade de Coimbra, no ano lectivo de 1985/86, defendendo uma posição epistemológica antipositivista e procuro fundamenta-lá á luz dos debates que então se travavam na física e na matemática. Este livro deve, poi ser lido em conjunção com conhecimento prudente para uma vida docente: Um discurso sobre as ciências revisitado"(p. 7/10)
1.1. I Parte: Sublinhará as criticas feitas pelo autor ao paradigma dominante da atualidade tendo em vista que não responde mais aos anseios científicos e sociais
1.2. II Parte: Trará considerações críticas acerca da obra, com o escopo de frisar a pertinência das colocações do autor na atualidade.
2. 1987
2.1. 1988
2.1.1. 1992
2.1.1.1. Estados Unidos da América
2.1.2. Revista, no Brasil
2.2. Porto, Afrontamento
3. Ciência do tempo passado - veremos ao mesmo tempo que parece ser parte de uma pré -história longínqua, é a base do campo teórico da ciência atual.
3.1. Do mesmo modo que vislumbramos a sociedade da informação e do conhecimento ----- quando a TECNOLOGIA é o centro de tudo ----CIÊNCIA SEM LIMITES ----que desemboca em guerras nucleares e em catastrofes ambientais. ( p.13/14)
3.1.1. Debates sobre os pensadores : Einstein costumava dizer, só uma criança pode fazer mas que, depois de feitas, são capazes de trazer uma luz nova à nossa perplexidade.
3.1.1.1. Perguntas simples sobre as ciências e os cientistas segundo o autor:Fê-las no início de um ciclo de produção científica que muitos de nós julgam estar agora a chegar ao fim. Essa criança é Jean-Jacques Rousseau. No seu célebre Discours sur les Sciences et les Arts (1750
3.1.1.1.1. Rousseau: o progresso das ciências e das artes contribuirá para purificar ou para corromper os nossos costumes?
4. Rousseau fez as seguintes perguntas não menos elementares: ha alguma relação entre a ciência e a virtude? ( p 17)
5. a necessidade de perguntar pelas relações entre a ciência e a virtude, pelo valor do conhecimento dito ordinário ou vulgar que nos, sujeitos individuais ou coletivos, criamos e usamos para dar sentido as nossas praticas e que a ciência teima em considerar irrelevante, ilusório e falso; e temos finalmente de perguntar pelo papel de todo o conhecimento cientifico acumulado no enriquecimento ou no empobrecimento pratico das nossas vidas, ou seja, pelo contributo positivo ou negativo da ciência para a nossa felicidade. (p.18/19).
6. 2 Todo o conhecimento é local e total;
7. O Paradigma dominante
7.1. O Senso Comum e as chamadas chamadas humanidades ou estudos humanísticos (em que se incluíram, entre outros os estudos históricos , filológicos, jurídicos , literários, filosóficos e teológicos (p.21)
8. A Crise do Paradigma dominante
8.1. I - Essa crise só não é profunda como irreversível; II_ Que estamos a viver um período de revolução científica que se iniciou com Einstein e a mecânica quântica e não se sabe ainda quando acabará ; III - Que os sinais nos permitem tão só especular a cerca do paradigma que emergirá deste período revolucionário, mas que desde já, se pode afirmar com segurança que colapsarão as distinções básicas em que assenta o paradigma dominante e a que aludi secção precedente. (p.40)
9. O Paradigma Emergente
9.1. 1 Todo Conhecimento Científico -Natural é Científico Social( assenta uma concepção mecanicista da matéria e da natureza a que contrapõe, com pressuposta evidência , os conceitos de ser humano, cultura e sociedade).
9.2. 3 Todo o conhecimento é autoconhecimento;
9.3. 4 Todo o conhecimento científico visa construir-se em senso comum.
9.4. Um conhecimento não dualista, um conhecimento que se funda na superação das distinções tão familiares e óbvias que até há pouca considerávamos insubstituíveis tais como a natureza/ cultura Natural/artificial, vivo/inanimado/mente/matéria, observador/observado/subjectivo/objectivo/colectivo/individual/animal//pessoa(p. 64).
10. 1985
10.1. {...} Do mesmo modo que o éramos ha quinze ou vinte anos. Por razoes que alinho adiante, estamos de novo perplexos, perdemos a confiança epistemológica; instalou-se em nos uma sensação de perda irreparável tanto mais estranha quanto não sabemos ao certo o que estamos em vias de perder; (17)