1. Prevenção Primária
1.1. É a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica.
1.2. Prevenção Secundária
1.2.1. É a ação realizada para detectar um problema de saúde em estágio inicial, muitas vezes em estágio subclínico, no indivíduo ou na população, facilitando o diagnostico definitivo, o tratamento e reduzindo ou prevenindo sua disseminação e os efeitos de longo prazo.
1.3. Prevenção Terciária
1.3.1. É a ação implementada para reduzir em um indivíduo ou população os prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação.
1.4. Proteção Específica
1.4.1. É a detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas e/ou terapêuticas, excessivas para protegê-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis.
2. Teoria Miásmica
2.1. Teoria da Multicausalidade
2.1.1. Para a Multicausal, existem vários fatores que causam as doenças, mas as causas sociais e biológicas estão no mesmo nível. Para Breilh, o social determina a ocorrência do biológico, pois temos que ver o modo de vida das pessoas para explicar certas doenças.
2.2. Condições de saúde-doença causadas pelos “miasmas” que emanavam do solo, do ar e da água.
2.3. Teoria Microbiana
2.3.1. É uma teoria científica que estabelece que os microorganismos são a causa de inúmeras doenças.
3. Saúde: Bem estar físico, mental, social e espiritual
3.1. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1946, definiu saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.
3.2. História natural da doença
3.2.1. Refere-se a um conjunto de relações específicas existentes entre três elementos (agente causador, o suscetível, e o meio ambiente).
3.3. 8ª conferência nacional de saúde
3.3.1. Foi um dos momentos mais importantes na definição do Sistema Único de Saúde (SUS) e debateu três temas principais: ‘A saúde como dever do Estado e direito do cidadão’, ‘A reformulação do Sistema Nacional de Saúde’ e ‘O financiamento setorial’.
3.4. Determinantes sociais da saúde
3.4.1. Os DSS são os fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população.
4. Processo saúde-doença
4.1. É uma expressão usada para fazer referência a todas as variáveis que envolvem a saúde e a doença de um indivíduo ou população e considera que ambas estão interligadas e são consequência dos mesmos fatores.
4.2. Sistema do corpo humano
4.2.1. São constituídos por órgãos, que, juntos, realizam funções essenciais para a manutenção da vida. Os sistemas se dividem em: respiratório, circulatório, muscular, nervoso, digestório, sensorial, endócrino, excretor, urinário, esquelético, reprodutor, imunológico e tegumentar.
4.3. Homeostase
4.3.1. É o processo de estabilidade fisiológica de um organismo vivo.
5. Mecanismos de Retroalimentação
5.1. O mecanismo de feedback, também denominado mecanismo de retroalimentação, corresponde a um conjunto de respostas produzidas pelo nosso organismo diante de alguma alteração.
5.2. Feedback Positivo
5.2.1. Garante o aumento do estímulo que causa desequilíbrio, reforçando-o. Desse modo, nem sembre o feedback positivo é benéfico, desencadeando, em alguns casos, efeitos prejudiciais ao organismo.
5.3. Feedback Negativo
5.3.1. Garante uma mudança contrária em relação à alteração inicial, ou seja, produz respostas que reduzem o estímulo inicial. Assim, caso uma variável apresente um valor abaixo ou acima do normal, o corpo tentará aumentar ou diminuir esse valor, respectivamente.
6. Epidemiologia
6.1. A ciência que estuda o processo saúdedoença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de doenças e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde.
6.2. Incidência
6.2.1. Diz respeito à frequência com que surgem novos casos de uma doença num intervalo de tempo.
6.3. Prevalência
6.3.1. Número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal; proporção de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal.
6.4. Fatores de risco
6.4.1. São condições e problemas que aumentam as chances de uma pessoa de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.
7. Aprender a aprender
7.1. É uma atitude, uma predisposição, uma postura ativa do aprendiz, uma decisão de agir. É apropriar-se de um conteúdo, isto é, saber fazer algo, conhecer um assunto, aproximar-se ou dominar uma área do conhecimento.
7.2. Autonomia do estudante
7.2.1. Pensar a educação para autonomia do aluno é pensar em educá-lo para toda a vida.
7.3. Trabalho em equipe
7.3.1. Implica compartilhar o planejamento e a divisão de tarefas, cooperar, colaborar e interagir democraticamente, integrando os diferentes atores, saberes, práticas, interesses e necessidades.
8. Doenças Crônicas
8.1. Doenças Transmissíveis
8.1.1. É uma doença ou distúrbio de funções orgânicas, causada por um agente infeccioso ou as suas toxinas através da transmissão desse agente ou seus produtos, do reservatório de uma pessoa ou animal infectado indiretamente.
8.2. ão aquelas de progressão lenta e longa duração, que muitas vezes levamos por toda a vida. Podem ser silenciosas ou sintomáticas, comprometendo a qualidade de vida.
8.3. Doenças Agudas
8.3.1. São aquelas que têm um curso acelerado, terminando com convalescença ou morte em menos de três meses. A maioria das doenças agudas caracteriza-se em várias fases.
8.4. Doenças Não Transmissíveis
8.4.1. São patologias caracterizadas pela ausência de microrganismos, ou seja é uma doença não infecciosa, como também pelo longo curso clínico e irreversibilidade.