1. Para caracterização dosimétrica, uma curva de resposta em função da dose foi obtida utilizando um irradiador de 60Co do Laboratório de Calibração de Instrumentos LCI/IPEN (0,339 TBq em Setembro de 1999) no intervalo de doses de 30 mGy a 10 Gy, livre no ar e em condições de equilíbrio eletrônico.
2. Sistema de leitura
3. As amostras foram selecionadas com sensibilidades, na variação de (5,38 ± 0,18) x 106 contagens para dose absorvida de 10 mGy. Os valores de repetibilidade foram melhores que ± 4,0% (2σ, com intervalo de confiança de 95 %) para todas as pastilhas selecionadas. A incerteza ponderada da média do lote selecionado foi de ±
4. Caracterização do tempo de tratamento óptico para a reutilização dos dosímetros
4.1. O tratamento óptico para a reutilização das amostras foi determinado variando de 1 a 390 minutos o tempo de exposição dos dosímetros a uma lâmpada de 1,3 watts de potência, composta por 30 LEDs azuis Ourolux®.
5. Devido à alta sensibilidade OSL conhecida do Al2O3:C, é necessária a utilização de colimadores de sinal, a fim de proteger o tubo fotomultiplicador de atingir a saturação e possibilitar um intervalo de dosimetria mais amp
6. Seleção dos dosímetros e testes de desempenho
7. Seleção dos dosímetros e testes de desempenho
8. Aproximadamente 45 dosímetros de Al2O3:C TLD-500 da Rexon™ foram selecionados de acordo com sua repetibilidade e sensibilidade dentro de ± 5 %. As pastilhas foram posicionadas entre placas de PMMA de 90 x 50 x 3 mm³ e foram irradiadas com 10 mGy utilizando uma fonte padrão de geometria 4 π de 137Cs (38,11 GBq em 17 de Abril de 2014) do Laboratório de Dosimetria Termoluminescente LDT/IPEN livre no ar e em condições de equilíbrio eletrônico, lidas e tratadas; repetindo o processo por três vezes. Com os resultados obtidos e analisados, as pastilhas foram selecionadas com valores de sensibilidade e repetibilidade melhores que ± 5 % em relação à média. Para os testes seguintes, as pastilhas foram separadas em grupos de 5 dosímetros.
9. Caracterização do sistema dosimétrico
10. Tornou-se popular na década de 1980 com seu uso em arqueologia e datação geológica pela técnica de dosimetria retrospectiva. Existem também aplicações da teoria OSL na área de diagnóstico por imagem: a leitura dos Imaging Plates (IPs) da radiologia computadorizada se dá por varredura de feixes de laser, com posterior emissão de luz pelas placas de fósforo utilizadas. (AKSELROD et al., 2007; YUKIHARA, McKEEVER, 2011).
11. MATERIAIS E MÉTODOS
11.1. As leituras OSL dos TLD-500 foram realizadas na leitora RISØ modelo TL/OSL-DA-20 equipada com tubo fotomultiplicador (PMT) bialkali EMI 9235QB.
11.2. Sistema de tratamento óptico
11.2.1. O tratamento óptico para reutilização das amostras foi realizado com o emprego de uma lâmpada Ourolux® de 1,3 watts de potência, composta por 30 LEDs azuis.
12. RESULTADOS E DISCUSSÕES
12.1. Caracterização dos colimadores da leitora
12.2. Caracterização da potência do arranjo de LEDs azuis
12.2.1. Um parâmetro que pode ser ajustado na leitora é a potência do estímulo óptico. Nas Figuras 4 e 5 são apresentados os resultados obtidos para a variação de 90 a 1 % da potência do arranjo de LEDs azuis.
12.2.2. Caracterização do tempo de estímulo óptico
12.3. Outro parâmetro que pode ser ajustado na leitora é o tempo do estímulo óptico.
12.4. Caracterização dosimétrica para fótons gama de 60Co
12.4.1. Considerando os resultados anteriormente descritos, foi utilizado 1 % de potência do arranjo de LEDs azuis e 5 segundos de estímulo de leitura para caracterização dosimétrica do sistema no intervalo de doses de 30 mGy a 10 Gy.
13. REFERÊNCIAS
13.1. AKSELROD, M. S. et al. Optically stimulated luminescence and its use in medical dosimetry. Rad Meas. v. 41, p. 78-99,2007.doi:10.1016/j.radmeas.2007.01.004.BØTTER-JENSEN, L.; McKEEVER, S. W. S.; WINTLE, A. G. Optically Stimulated Luminescence Dosimetry. Elsevier, 20
14. Apesar da alta sensibilidade, o principal obstáculo encontrado naquela época foi a elevada perda de sinal (fading) a temperaturas ambientes nos materiais de sulfeto utilizados, MgS, CaS e SrS dopados com os íons de terras raras Sm e Eu.
14.1. Alguns cristais, tais como o óxido de alumínio dopado com carbono (Al2O3:C) que, devido à sua fotosensibilidade, não havia tido sucesso como detector termoluminescente, passou a ter ampla utilização como um detector OSL
14.1.1. Para a realização da avaliação dos dosímetros por meio dessa técnica, leitoras específicas são utilizadas. Atualmente no mercado, o sistema comercial OSL mais amplamente conhecido é o InLight System™ (Landauer, Inc., Glenwood, IL). Esse sistema conta com arranjo completo de detectores OSL e sistema de leitura específicos.