- Fenomenologia - (Definida por Merleau-Ponty como uma filosofia e um método. É filosofia porque...

Principais teóricos fenomenológicos-existencias e humanistas.

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- Fenomenologia - (Definida por Merleau-Ponty como uma filosofia e um método. É filosofia porque nos oferece um modo de pensar e é um método porque nos ensina como compreender esta interfusão emergente e contínua entre corpo e mundo. Um estudo da consciência onde a experiência é descrita e significada através de sinérgicas reflexões. por Mind Map: - Fenomenologia  - (Definida por Merleau-Ponty como uma filosofia e um método. É filosofia porque nos oferece um modo de pensar e é um método porque nos ensina como compreender esta interfusão emergente e contínua entre corpo e mundo. Um estudo da consciência onde a experiência é descrita e significada através de sinérgicas reflexões.

1. Acredita na bondade, nas melhores qualidades e nos potenciais positivos como próprios da essência da natureza humana

1.1. Carl Rogers

1.1.1. Abordagem Centrada na Pessoa

1.1.1.1. A fonte das respostas para as angustias no "eu", no autocohecimento

1.1.1.2. Tendência atualizante: Tendência natural para o crescimento

1.1.1.3. Congruência, aceitação incondicional, compreensão empática

1.1.1.4. Terapeuta apenas como um facilitador que ajuda o cliente a trazer suas questões mais íntimas e encontrar em si as respostas para suas angustias

1.1.2. Self: Conhecimento do eu, reconhecimento das próprias possibilidades, limitações e etc

2. Existencialismo

2.1. Liberdade de escolha e busca de propósito

2.2. É o indivíduo que produz o seu sentido de viver e de morrer

2.3. O ser humano é, em ultima instância, responsável por aquilo que se torna, pelo seu destino.

2.3.1. Kierkegaard

2.3.1.1. Pai do existencialismo

2.3.1.2. É a vontade humana que determina suas decisões

2.3.1.3. A liberdade de escolha traz a angustia da responsabilidade

2.3.1.4. A responsabilidade é angustiante pela noção de que o indivíduo viverá as consequências de suas escolhas, e somente ele é responsável por elas.

2.3.2. Heidegger

2.3.2.1. Dasein: Ser-aí; O ser existente, singular, concreto; Só o homem existe.

2.3.2.2. A estrutura fundamental do homem é ser-no-mundo; ser, estar e se relacionar; existir.

2.3.2.3. Ente: Tudo aquilo que existe, inclusive figuras abstratas, como sentimentos, virtudes, sociedade, números etc.

2.3.2.3.1. ôntico: Existência física, concreta.

2.3.2.4. Ser: Engloba características objetivas e subjetivas da realidade da existência; essência.

2.3.2.4.1. Ontológico: Trata da natureza, realidade e existência doe ente enquanto ser.

2.3.2.5. O que determina a existência do indivíduo é sua atitude face à morte e as escolhas que tomará diante da finitude da vida

2.3.3. Sartre

2.3.3.1. O homem nada mais é do que aquilo que faz de si mesmo, é ele quem produz a sua essência

2.3.3.2. O homem está condenado à liberdade

2.3.3.3. liberdade ≠ livre arbítrio

2.3.3.4. A liberdade não é absoluta, está condicionada, limitada pela sociedade com suas regras e convenções.

2.3.3.5. O homem é angustia por ser responsável pelo seu próprio destino, e ao escolher para si, escolhe para todos os outros.

2.4. A existência precede a essência.

2.5. Ser-no-mundo (o mundo e o ser são um só em suas relações: o mundo está para o ser, e o ser está para o mundo)

2.6. Antiteóricos: Qualquer explicação que não venha da própria experiência (autêntica) é artificial.

2.7. A psicoterapia existencialista

2.7.1. A responsabilidade é o termo central

2.7.2. Ajudar o paciente a a perceber a responsabilidade sobre suas ações o ajuda a enxergar novas possibilidades

2.7.3. Ajudar o paciente a compreender suas decisões passadas em um trabalho de retrospeção, para ajudá-lo a ter ainda mais responsabilidade sobre sua liberdade, e ter uma percepção mais profunda de si. Entender o passado não é o movimento principal da terapia existencialista, mas auxilia no caminho para autoconhecimento.

3. Humanismo

3.1. O homem é criador de si mesmo

3.2. Visão holística: Compreende o ser humano em sua totalidade, como um inteiro diante toda a sua subjetividade

3.3. O ser humano tem uma tendencia ao crescimento, à autorealização

3.3.1. Maslow

3.3.1.1. Hierarquia das necessidades. O ser humano precisa alcançar certas necessidades para conseguir a autorrealização

3.3.1.2. Para Maslow, as pessoas com a necessidade de auto realização satisfeita são psicologicamente saudáveis, ou seja, não apresentam neuroses.

3.4. Não busca causa/ efeito, mas a essência/ sentido da vida

3.5. A experiência humana é que deve ser objeto de estudo da psicologia

3.6. O homem só pode se auto realizar na medida em que é coerente consigo mesmo, na medida em que encontra um sentido. Se realiza em liberdade na medida em que assume sua natureza.

3.7. Psicoterapia humanista

3.7.1. É através da compreensão da realidade do outro em toda sua subjetividade é que podemos ajudá-los a imergir em si mesmo e encontrar as estratégias e direções para suas angustias.

3.7.2. O diagnóstico não é o norte da conversa, pois a patologia não define o indivíduo

3.7.3. Tem o objetivo de ajudar o indivíduo a ser ela mesma. Propiciar que ela conquiste uma existência autêntica, autoconsciente, verdadeira natural.

4. Binswanger

4.1. Daseinsanalyse

4.1.1. Boss

4.1.1.1. Foco na prática terapêutica

4.1.1.2. Vê a psicopatologia como uma expressão da diminuição das possibilidades de existir do indivíduo.

4.1.1.3. O "ser doente" é tomado à partir do "ser sadio", pois este não deve ser tomado como uma entidade abstrata, mas uma redução das possibilidades em relação à saúde.

4.1.1.4. Preocupa-se com o ser e sua relação consigo mesmo. O terapeuta não está interessado em interpretações, mas procura encorajar o paciente a ouvir a si mesmo.

4.1.2. Tem o objetivo de ajudar o indivíduo a compreender sua existência, ampliando sua percepção de si. Auxilia-lo a compreender sua percepção de mundo e a forma como se relaciona com o todo.

4.1.3. Indica todas as psicoterapias fundamentadas na concepção heideggeriana do ser humano como Dasein. Estudar o ser humano enquando existência.

4.1.4. Na prática terapêutca a história do paciente não é o preenchimento de qualquer teoria a priori, mas a descrição de um modo de existir; a intervenção terapêutica não é a aplicação de determinadas técnicas, mas uma trajetória comum entre dois seres humanos, que reconstroem juntos o processo de afastamento e volta a um mundo comum; Os sonhos não são tratados como uma manifestação simbólica do desejo, mas como uma expressão do ser-no-mundo; e a prática terapêutica está aberta para recursos complementares vindos de diferentes orientações.

4.2. Aborda o ser humano em sua existência completa: Mundo circundante (relações sujeito-ambiente em suas características mais básicas; sensações, sentidos, condicionamentos; corpo físico e biológico), Mundo humano (o existir é uma constante interação com o outro), Mundo próprio (relação com si próprio; autoconhecimento; liberdade humana e responsabilidade).

4.3. Preocupa-se, primariamente, como o ser e sua relação com o mundo.

5. Husserl

5.1. Fenômeno: Tudo aquilo que se mostra à consciência, que se pode compreender o sentido.

5.2. Pensamento para além da ciência positivista, que desconsidera a experiência.

5.3. Voltar às coisas mesmas: Compreender o mundo através das experiências, da forma como os fenômenos são entendidos pela consciência.

5.4. Intencionalidade: A consciência é sempre consciência de algo. A consciência só existe quando diante de um objeto, e o objeto só existe se houver uma consciência que o atribua sentido.

5.5. A consciência e o mundo existem para o sujeito.

5.6. As experiências são singulares, cada sujeito apreende os fenômenos de acordo com a sua realidade.

5.7. Redução fenomenológica: Buscar a essência para além das crenças, da cultura, julgamentos e da nossa própria subjetividade. Pensar o fenômeno apenas através da experiência.

6. O método fenomenológico na psicoterapia:

6.1. Ênfase na intersubjetividade. O terapeuta precisa compreender o paciente levando em consideração todo o contexto da sua experiência, onde ambos trabalham juntos para permitir que o paciente consiga aflorar suas vivências mais intensas.

6.2. O protagonista é o paciente, o terapeuta é apenas um facilitador para o seu autoconhecimento.

6.3. Desprendimento de si mesmo e acolhimento do outro.

6.4. Não se preocupa em encontrar uma causa, mas uma motivação, uma relação subjetiva e não explicativa.