O que ensinar em Língua Portuguesa.

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O que ensinar em Língua Portuguesa. por Mind Map: O que ensinar em Língua Portuguesa.

1. Os sintéticos começavam da parte e iam para o todo, mostrando pequenas partes das palavras, como as letras e as silabas, para, então, formar sentenças. Compõem o grupo os métodos alfabético, fônico e silábico.

2. Desde o século 19 até meados do século 20, a linguagem era tida como uma expressão do pensamento. Ler e escrever bem eram uma consequência do pensar e as propostas dos professores se baseavam na discussão sobre as características descritivas e normativas da língua.

3. Dois tipos de método para alfabetização reinaram por anos: os sintéticos e os analíticos.

3.1. Os analíticos propunham começar no sentido oposto, o que garantiria uma visão mais ampliada do aluno sobre aquilo que estava no papel, facilitando o seu entendimento. Pelo modelo, o ensino partia das frases e palavras, decompostas em sílabas ou letras.

4. Entre os principais pensadores estão Lev Vygostsky (1896-1934) - que mostrou a importância da interação social e das trocas de saberes entre as crianças - e Jean Piaget (1896-1980) - pai da teoria construtivista.

4.1. Ganhou força na década de 1980, com as pesquisas psicogenéticas e didáticas e a concepção interacionista de linguagem.

5. A leitura, coletiva e individualmente, em voz alta ou baixa, precisa fazer parte do cotidiano na sala.

6. Proposta Construtivista

6.1. Foco O estudante deve refletir sobre o sistema de escrita, seus usos e suas funções. Os objetos de ensino são o sistema alfabético e os comportamentos leitores e escritores.

6.2. Estratégia de ensino Leitura e escrita feitas pelo professor, produção de textos, leitura (individual e coletiva) dos próprios estudantes e reflexão sobre a língua. Textos de diversos gêneros devem ser trabalhados desde o início da alfabetização até os anos finais.

7. Lê antes, ganha livro depois- no entanto, sabe-se que é com o contato com textos que o aluno estabelece as relações que podem desenvolver comportamentos leitores e ajudar os estudantes a compreender a sua função comunicativa.

8. Até os anos 70 o ensino de Língua Portuguesa era dividido em dois estágios.

8.1. O primeiro ia até a criança ser alfabetizada, aprendendo o sistema de escrita.

8.2. O segundo começaria quando ela tivesse o domínio básico dessa atividade e seria convidada a produzir textos, notar as notas gramaticais e ler produções clássicas.

9. A partir dos anos 80, o ensino não é mais visto como uma sucessão de etapas, e sim como um processo contínuo.

10. Nos anos 1980, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, autoras do livro Psicogênese da Língua Escrita, apresentaram resultados de suas pesquisas sobre a alfabetização, mostrando que o aluno constrói hipóteses sobre a escrita e também aprende ao reorganizar os dados que têm em sua mente. Em seguida, as pesquisas de didática da leitura e escrita produziram conhecimentos sobre o ensino e a aprendizagem desses conteúdos.

11. Mitos pedagógicos

11.1. ''Leitura pelo professor, só para quem não sabe"-Na verdade, a atividade é importante sempre e em todas as idades. "Ao ler, o professor apresenta o material e o recomenda. Isso explicita quais os critérios de apreciação utilizados, oferecendo referências a respeito deles", esclarece Kátia Bräkling.

11.2. Fala errado, escreve mal É certo que o conhecimento linguístico e a competência escritora causam um impacto na fala. Mas a relação entre ambas as habilidades não é tão estreita assim a ponto de se afirmar que quem fala mal escreve com dificuldade. Como a escrita não é a transcrição da fala, para produzir bons textos é preciso praticar, conhecer e se apropriar dela.