1.1. Os agrossistemas modernos são aqueles em que há o emprego de uma tecnologia mais avançada, com uma menor média de empregabilidade, haja vista que a maior parte da produção é mecanizada, com instrumentos capazes de substituir dezenas ou até centenas de trabalhadores. Esse tipo de agrossistema popularizou-se a partir da década de 1960, com a inauguração da chamada “Revolução Verde”, que se pautou na ampliação da produção através de técnicas avançadas na área da biotecnologia e da produção de equipamentos. Em geral, os agrossistemas modernos utilizam-se, além das técnicas acima mencionadas, de ampla gama de fertilizantes, defensivos agrícolas, técnicas de correção do solo e, em alguns casos, de produtos modificados geneticamente, conhecidos como transgênicos.
2. Agrossistema Alternativo
2.1. Agrossistemas alternativos, que envolvem todas as técnicas de plantio pautadas na conservação e no uso sustentável do meio ambiente. Esses agrossistemas envolvem a agricultura orgânica, a ecológica e muitas outras técnicas, cujo objetivo principal é garantir a prática da sustentabilidade. Além disso, os agrossistemas alternativos operam através da renúncia de produtos químicos que podem, eventualmente, afetar a qualidade dos produtos ou deixá-los menos saudáveis, tais como os agrotóxicos ou a alteração genética tal como ocorre nos transgênicos. Em vez disso, procura-se a utilização exclusiva de adubos orgânicos ou naturais, tais como o esterco e restos de outros vegetais, e são adotadas medidas de controle biológico de pragas.
3. Agrossistema Tradicional:
3.1. Os agrossistemas tradicionais, como o próprio nome indica, compreendem as técnicas mais antigas e simplificadas do processo produtivo no campo. Eles caracterizam-se pela maior utilização da mão de obra assalariada ou associada e pela menor presença de aparatos científicos e tecnológicos. Esses agrossistemas tradicionais costumam ser mais amplamente empregados em países subdesenvolvidos, bem como em parte dos emergentes. Como necessitam de uma grande quantidade média de trabalhadores, tendem a conter a migração campo-cidade (êxodo rural). Esse tipo de produção normalmente é voltado para a comercialização interna, por isso quase não há exportação. O foco maior é para produtos da chamada “cultura do pobre”, tais como arroz, feijão, entre outros.