EPIDEMIO, FATORES DE RISCO E QUADRO CLÍNICO DE CA DE PULMÃO

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EPIDEMIO, FATORES DE RISCO E QUADRO CLÍNICO DE CA DE PULMÃO por Mind Map: EPIDEMIO, FATORES DE RISCO E QUADRO CLÍNICO DE CA DE PULMÃO

1. QUADRO CLÍNICO

1.1. Tumores pulmonares centrais

1.1.1. Iniciam-se com espessamento da mucosa, que se torna brancacenta, verrucosa e friável

1.1.1.1. Em seguida, a lesão cresce para a luz ou para fora do brônquio

1.1.1.1.1. Na fase avançada, há crescimento para fora do brônquio e invasão do parênquima e vasos linfáticos peribrônquicos

1.1.2. Antes de causar obstrução brônquica

1.1.2.1. Os tumores centrais são oligossintomáticos

1.1.2.2. Manifestam-se apenas por tosse seca por irritação da mucosa

1.1.3. Quando há obstrução brônquica incompleta

1.1.3.1. Surge hiperinsuflação pulmonar por mecanismo valvular (nem todo o ar que penetra consegue sair)

1.1.4. Se a obstrução é completa

1.1.4.1. Ocorre atelectasia

1.2. Tumores periféricos

1.2.1. Causam sintomatologia quando atingem a pleura (dor, derrame pleural) ou um brônquio

1.2.2. Podem também invadir costelas e coluna vertebral

1.3. Tumores do ápice

1.3.1. Podem infiltrar o tecido conjuntivo do pescoço, vasos linfáticos, ramos do plexo braquial (dor no ombro e no braço, paralisia no território dos nervos ulnar e mediano)

1.3.2. E a cadeia simpática cervical, causando a síndrome de Horner, que se caracteriza por ptose palpebral, miose e anidrose no lado da lesão

2. EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO

2.1. O câncer pulmonar origina-se da interação de agentes carcinogênicos ambientais com alterações genômicas nas células pulmonares

2.1.1. O fumo, sobretudo em associação com outras substâncias, como asbesto, radônio e radicais livres, é responsável por 90% dos casos de câncer do pulmão em homens e 70% em mulheres

2.1.1.1. Fumaça do cigarro: Quase 4.720 substâncias tóxicas que constituem duas fases

2.1.1.1.1. 1- Gasosa

2.1.1.1.2. 2- Particulada

2.1.1.1.3. 11% dos fumantes intensos desenvolvem câncer de pulmão

2.2. Radiação ionizante

2.2.1. Em altas doses é carcinogênica

2.2.2. Sobreviventes das explosões das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki: aumento da incidência

2.3. Urânio

2.3.1. É fracamente radioativo

2.3.1.1. Mineradores não-fumantes: risco 4X maior

2.3.1.2. Mineradores fumantes: risco 10X maior

2.4. Asbestos

2.4.1. Asbestose: fibras do amianto alojam-se nos alvéolos e comprometem a capacidade respiratória (telhas de eternites)

2.4.1.1. 5X mais risco (não-fumantes)

2.4.1.2. 55X mais risco (fumantes)

2.5. Suspeita-se também que a DPOC, deficiência de alfa1-antitripsina e fibrose pulmonar podem aumentar a suscetibilidade ao câncer de pulmão

2.6. O risco de um indivíduo fumante desenvolver câncer pulmonar depende de vários fatores, como:

2.6.1. Carga tabágica

2.6.1.1. Em média 1 carteira de cigarro por dia, que vai aumentar 1 em 10x o risco

2.6.1.2. Fumantes intensos (↑ 40 cigarros/dia) - em média mais de 2 carteiras

2.6.1.3. Risco 60x maior de desenvolver câncer de pulmão

2.6.2. Tipo de cigarro

2.6.2.1. Charutos, cigarrilhas, cigarro de palha

2.6.3. Forma de inalar

2.6.3.1. Tragar o cigarro

2.6.4. Duração do hábito de fumar

2.6.4.1. Quanto maior o tempo pior

2.6.4.2. Depois de 10 anos que para de fumar o risco pode diminuir bastante, mas ainda não igual de uma pessoa que nunca fumou