Sobre:Jacques Bossuet

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1. Em 1659, Jacques Bossuet deixa Metz e retornou a Paris, onde rapidamente alcançou fama como orador sacro. Suas principias preocupações eram a pregação e a controvérsia com os protestantes, sintetizadas em seu primeiro livro “Réfutation du Catéchisme du Sieur Paul Ferry”. A obra foi o resultado de suas discussões com Paul Ferry, o ministro da igreja protestante reformada de Metz.

1.1. As pregações de Bossuet sobre a “Peregrinação do Apóstolo São Paulo” e sobre “A Dignidade dos Pobres na Igreja” foram admirados e logo chegaram a Paris.

2. Em 1681, Bossuet foi nomeado bispo de Meaux, deixando a corte, mas continuou mantendo laços com o rei. Nessa época, pronunciou sua segunda série de orações fúnebres, entre elas, a da princesa Ana de Gonzague (1685) e a do príncipe de Condé (1687). Em 1688 publicou “História das Variações das Igrejas Protestantes”.

3. Entre 1660 e 1661, Bossuet pregou os sermões da Quaresma em dois famosos conventos de Metz. Em 1662, foi chamado a pregar para os membros da corte do rei Luís XIV. Foi o encarregado de pronunciar orações fúnebres de importantes personagens como Henriette-Marie da Inglaterra e de Henriette-Anne, cunhada do rei Luís XIV. Em 1669, Jacques Bosset foi nomeado bispo de Condom, uma diocese no sudeste da França, mas teve que renunciar, pois em 1670 foi nomeado preceptor do príncipe herdeiro. Em 1671, foi eleito para a Academia Francesa.

4. Polêmicas Teológicas e Principais Ideias Jacques Bossuet participou de polêmicas teológicas sobre o "galicanismo" - tendência predominante entre os católicos franceses, que defendiam a independência religiosa nacional em detrimento da autoridade do papa.

5. Em 1681, quando o clero francês se reuniu para examinar a controvérsia entre o rei Luís XIV e o papa, Bossuet, no discurso de abertura da assembleia, sustentou que a autoridade do monarca era suprema em questões temporais, enquanto que nas questões de fé, o papa devia apoiar-se na autoridade da igreja em seu conjunto. Envolvido também na controvérsia com os protestantes, Bossuet se opunha à perseguição e tentava converter os protestantes por argumentos intelectuais. Em 1685, apoiou a revogação do rei ao “Edito de Nantes”, uma ação que na prática, proibia o protestantismo francês. Em 1888, publicou “Histórias das Variações das Igrejas Protestantes”. Embora tenha sido moderado na briga galicana e na controvérsia com os protestantes, Bossuet mostrou-se menos tolerante com o "quientismo" – misticismo religioso segundo o qual a perfeição moral consiste na indiferença absoluta, na anulação da vontade e na união contemplativa com Deus. Com seus argumentos conseguiu que Roma condenasse o arcebispo de Cambrai, François Fénelon, que praticava a doutrina. Sobre o tema escreveu, “Instruções Sobre o Chamado da Oração” (1698) e "A Relação Sobre o Quientismo" (1698). Jacques Bossuet faleceu em Paris, França, no dia 12 de abril de 1704.

6. Teoria do Direito Divino Na política, Jacques Bossuet desenvolveu a doutrina do “Direito Divino” na qual afirmava que qualquer governo formado legalmente, expressava a vontade de Deus, que sua autoridade é sagrada e que qualquer rebelião contra ela é criminosa.

7. Jacques Bossuet (1627 – 1704) foi o teórico responsável por envolver política e religião em sua tese. Ele partiu do pressuposto que o poder real era também o poder divino, pois os monarcas eram representantes de Deus na Terra. Por isso, os reis tinham que possuir controle total da sociedade.

8. Dessa forma, eles não poderiam ser questionados quanto às suas práticas políticas. Assim, o monarca possuía o direito divino de governar e o súdito que se voltasse contra ele estaria questionando as verdades eternas de Deus.

9. Jacques Bossuet (1627-1704): bispo, teólogo e filósofo francês. Defendeu a ideia de que o monarca era o representante de Deus no mundo. Dessa forma, todos deveriam respeitá-lo, sem questionar seus procedimentos. Nessa linha de pensamento, questionar o poder do rei seria o mesmo que questionar Deus. Sua principal obra foi A Política Tirada da Sagrada Escritura, publicada postumamente em 1709.

10. Destacou também que a responsabilidade do soberano é se comportar como a imagem de Deus e governar para os súditos como um bom pai e não ser afetado por seu poder.