1. Texto 3:
1.1. Relatório revelou que existe um número preocupante de crianças com idades inferiores a 14 anos, no Bangladesh, que abandonaram a escola e têm empregos a tempo inteiro. Em média, estas crianças trabalham 64 horas por semana.
1.1.1. “A prevalência do trabalho infantil no Bangladesh é preocupante”
1.2. 36,1% dos rapazes e 34,6% das raparigas declararam sentir fadiga extrema. Outras crianças relataram ter dores de costas, febre e feridas superficiais.
1.3. Embora a idade mínima de admissão para prestar trabalho no Bangladesh seja de 14 anos, as crianças com 12 ou 13 anos podem realizar “trabalhos leves” limitados a 42 horas por semana.
1.4. As crianças que trocam a educação pelo trabalho mal remunerado dificilmente reunirão as qualificações e habilidades necessárias para quebrar o ciclo da pobreza entre as gerações.
2. Texto 1:
2.1. 2022 pode ser o ano com o maior número de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no país desde 2013.
2.2. “O trabalho análogo ao escravo acontece quando o empregador explora a condição de vulnerabilidade do empregado, principalmente socioeconômica. É tirar das pessoas os seus direitos mais básicos.”
2.3. Mais da metade da população brasileira vive, em algum grau, situação de insegurança alimentar, e 9% sofre insegurança alimentar gravíssima.
2.4. A maior parte das vítimas de escravidão contemporânea são forçadas a atuar em áreas rurais, onde o acesso dos agentes é mais custoso. A parcela corresponde a cerca de 80% do total de casos.
2.4.1. “A situação de fome, de desemprego, piorou muito, especialmente depois de 2016. A Reforma Trabalhista praticamente acabou com os direitos trabalhistas, praticamente acaba com a aposentadoria. Então as pessoas são lançadas numa situação em que, para sair da fome, se submetem a uma precariedade generalizada, salários decrescentes”
3. Texto 2:
3.1. Uma operação de fiscalização da Supertintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (STRE-SP) resgatou 12 haitianos e 2 bolivianos que trabalhavam em uma confecção no Pari, zona norte da capital paulista em condições análogas à escravidão.
3.2. Os imigrantes eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho, entre 11 e 15 horas por dia.
3.2.1. “As instalações elétricas eram precárias, com fiação exposta”
3.2.1.1. Os alojamentos, segundo presentes, eram precários: sujos, com ventilação insuficiente, com restos de comida e botijões de gás espalhados pelos quartos e mofo nas paredes.
3.3. “Está aumentando tanto que agora está agregando também os haitianos. Isso é uma preocupação muito grande porque o nosso setor está se deteriorando. Estamos tirando o emprego formal e fazendo esse trabalho escravo e degradante com os estrangeiros”
3.3.1. “O que está faltando mesmo é a responsabilidade do empresário em saber para onde ele está mandando o seu trabalho”.