1. Principios e elemento
1.1. Avaliação de risco
1.1.1. Os trabalhadores que manipulam agentes biológicos potencialmente infectados devem saber os riscos e dominar as práticas e técnicas requeridas para manejá-los de forma segura. Devem avaliar constante e sistematicamente a probabilidade de danos ou infecções.
1.2. Universalidade
1.2.1. As medidas de biossegurança devem ser cumpridas por todos pois qualquer pessoa é suscetível de portar microorganismos patogênicos.
1.3. Barreiras
1.3.1. Os elementos utilizados como contenção contra a contaminação biológica costumam ser divididos em dois grupos: por um lado, a imunização (vacinas) e, por outro, as barreiras primárias (equipamentos de segurança: luvas, macacões ou máscaras) e as barreiras secundárias (desde áreas de trabalho isoladas até lavatórios ou sistemas de ventilação). Todas elas são obrigatórias para evitar a exposição direta a todos os tipos de amostras potencialmente contaminadas.
1.4. Eliminação
1.4.1. Qualquer resíduo gerado deve ser descartado, seguindo de forma estrita determinados procedimentos específicos em função de sua tipologia.
2. Tipos de Riscos
2.1. Riscos físicos
2.1.1. Equipamentos que geram calor, frio, radiação, umidade, campos elétricos ou operam sob pressão, tais como autoclaves, raio-X, câmaras frias, centrífugas e outros;
2.2. Riscos químicos
2.2.1. Produtos químicos nas suas mais variadas formas físicas. Podemos destacar os ácidos, colas, pesticidas, medicamentos, formol, tintas, baterias e metais presentes em lâmpadas, por exemplo;
2.3. Riscos biológicos
2.3.1. Destacam-se os agentes biológicos, como micro-organismos geneticamente modificados ou não, toxinas e príons, parasitas e culturas de células;
2.4. Riscos ergonômicos
2.4.1. Comuns em diversas outras atividades profissionais. São eles o levantamento de peso, rotina intensa, jornada prolongada, esforço repetitivo, postura inadequada, estresse físico e psíquico, entre outros;
2.5. Riscos de acidentes
2.5.1. Iluminação inapropriada, animais peçonhentos, equipamentos desprotegidos, espaço físico inapropriado, eletricidade, possibilidade de incêndio e outros.
3. Vantagens
3.1. Redução dos riscos à saúde dos trabalhadores.
3.2. Redução de acidentes em laboratórios.
3.3. Preservação do meio ambiente e da sociedade.
3.4. Aumento da qualificação profissional dos envolvidos.
4. Dificuldades no gerenciamento
4.1. Mesmo com tantos cuidados, tecnologias, padrões e regulamentação, a maioria dos incidentes em laboratórios ocorre pelo comportamento inadequado dos profissionais.
5. Níveis de biossegurança
5.1. Grupo de risco 1 (risco individual e populacional baixo)
5.1.1. Poucas probabilidade de provocar doenças
5.2. Grupo de risco 2 (risco individual moderado, risco populacional baixo)
5.2.1. Pouca probabilidade de se propagarem
5.3. Grupo de risco 3 (risco individual alto e populacional baixo)
5.3.1. Doenças graves que não se transmitem facilmente
5.4. Grupo de risco 4 (risco individual e populacional elevados)
5.4.1. Doenças graves e que são transmitidas facilmente entre indivíduos