Os Grandes Ciclos Biogeoquímicos do Planeta

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Os Grandes Ciclos Biogeoquímicos do Planeta por Mind Map: Os Grandes Ciclos Biogeoquímicos do Planeta

1. O Ciclo Global da Água e o Papel da Vegetação Terrestre

1.1. O ciclo global da água desempenha um papel fundamental na manutenção da vida na Terra. A água, em seu estado líquido, é essencial para a biosfera, apesar do déficit hídrico ser um fator limitante para a produtividade primária em escala global. Mesmo em ecossistemas superúmidos, como a floresta amazônica, podem ocorrer períodos de déficit hídrico moderado, afetando a disponibilidade de água para as plantas. Os oceanos representam o maior reservatório de água na superfície terrestre, seguidos pelas geleiras e pelas águas subterrâneas. A disponibilidade de água para as plantas e atividades humanas é influenciada pelo balanço entre precipitação e evaporação nos continentes, que também afeta a disponibilidade de água para atividades econômicas. A vegetação desempenha um papel crucial na regulação desse fluxo solo/atmosfera, principalmente por meio da transpiração e da interceptação da precipitação. As atividades humanas podem interferir no ciclo global da água por meio da modificação da cobertura vegetal, o que pode ter impactos significativos nas condições climáticas regionais. Mudanças climáticas regionais e globais também podem afetar a vulnerabilidade dos sistemas agronômicos, especialmente em relação aos padrões de precipitação.

1.1.1. Representação dos principais estoques e fluxos do ciclo global da água em km3 e km3/ano. Baseado em Schlesinger (1997).

2. O Ciclo Global do Carbono

2.1. O carbono é um elemento fundamental na composição terrestre, presente em diversas formas e desempenhando um papel essencial na formação de moléculas orgânicas. Sua distribuição entre atmosfera, continentes e oceanos é influenciada por processos naturais, como fotossíntese e respiração, que compõem o ciclo global do carbono. Vale ressaltar que o equilíbrio desse ciclo nem sempre é constante ao longo da história do planeta. A ação humana exerce uma influência significativa no ciclo global de carbono. Um exemplo disso é a queima de combustíveis fósseis, que introduz novos fluxos de carbono atmosférico, representando uma mudança substancial em relação aos fluxos pré-existentes. Essa alteração tem um impacto direto no equilíbrio do ciclo global de carbono. Se

2.1.1. Principais estoques e fluxos anuais (em PgC) do ciclo global de carbono, baseado em dados coletados para o ano de 1995. Baseado em Schlesinger (1997).

3. O Ciclo Global do Nitrogênio

3.1. Claro! O texto fala sobre a importância do nitrogênio para os ecossistemas terrestres e marinhos, destacando que, apesar de sua abundância na atmosfera, a falta de nitrogênio é um dos principais limitantes da produtividade. O nitrogênio é essencial para as enzimas, proteínas e DNA em organismos vivos. A maior reserva global de nitrogênio está na atmosfera, mas na forma inerte de N2, tornando-se indisponível para a maioria dos organismos. A transformação do N2 em formas mais reativas, como amônia, amônio ou nitrato, é essencial para que os organismos possam utilizá-lo. Isso é feito por processos de fixação ou disponibilização de nitrogênio. Por outro lado, a transformação inversa é chamada de indisponibilização. As taxas de disponibilização/indisponibilização regulam o fluxo desse elemento entre seus diferentes reservatórios.

3.1.1. Mecanismos de disponibilização

3.1.1.1. O nitrogênio é crucial para os ecossistemas terrestres e marinhos, apesar de sua abundância na atmosfera. Sua falta é um dos principais limitantes da produtividade. Presente em enzimas, proteínas e DNA, a forma inerte de N2 na atmosfera precisa ser transformada em formas mais reativas, como amônia, amônio ou nitrato, por meio de processos de fixação ou disponibilização de nitrogênio. As taxas de disponibilização/indisponibilização regulam o fluxo desse elemento entre seus diferentes reservatórios.

3.1.2. Mecanismos de indisponibilização

3.1.2.1. A transformação do nitrogênio em N2 na ausência de oxigênio, conhecida como denitrificação, é realizada por microrganismos anaeróbicos. Nessas condições, o nitrogênio na forma de NHO- é utilizado como receptor final de elétrons em sua atividade respiratória, resultando na perda de nitrogênio para a atmosfera. Esse processo ocorre principalmente em ecossistemas terrestres alagados e em oceanos mais profundos. Além disso, a queima da matéria orgânica pelo fogo também desempenha um papel significativo na indisponibilização do nitrogênio.

3.1.3. Ciclo do nitrogênio, baseado em Paul e Clark (1996)

4. O fósforo desempenha um papel crucial no funcionamento dos ecossistemas, sendo essencial para a vida em qualquer ambiente. Sua presença é indispensável para a formação de moléculas vitais, como o DNA, o ATP e os fosfolipídios de membrana. O ciclo global do fósforo possui particularidades em comparação com outros ciclos biogeoquímicos, uma vez que não produz substâncias voláteis em quantidades relevantes. Além disso, a atmosfera não constitui um reservatório significativo desse elemento, o que torna esse ciclo único. Diferentemente do nitrogênio, a maior fonte global de fósforo em ecossistemas naturais não provém da atividade microbiana, mas sim do intemperismo de minerais à base de fosfato de cálcio. A reciclagem biogeoquímica desempenha um papel importante na retenção e reciclagem do fósforo nas formas orgânicas, tanto em ambientes terrestres quanto marinhos. Nos sistemas agronômicos, o fósforo sempre foi um limitante significativo da produção, levando à aplicação de rochas fosfatadas como fertilizantes para aumentar a disponibilidade desse elemento essencial. Dada a importância do fósforo nos processos fisiológicos de todos os seres vivos, a ingestão de alimentos ricos nesse elemento é crucial para a dieta das populações. Esse entendimento é fundamental para garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e o suprimento adequado de alimentos para as populações.

4.1. Principais estoques e fluxos (em 1012g P e 1012g P/ano) do ciclo global de fósforo. Baseado em Schlesinger (1997). (*) Em 1021 gP

4.2. O Ciclo Global do Fósforo