Surdo, surdo-mudo ou deficiente auditivo?
por Daniele *
1. Os intérpretes desempenham um papel crucial na comunicação entre surdos e ouvintes
1.1. No Brasil, a profissão de intérprete de língua de sinais ainda não possui uma tradição ou formação específica, ao contrário de intérpretes de línguas faladas como inglês e francês.
1.2. . Na cultura surda, sons como luzes acendendo ou vibrações de despertadores têm significados específicos. Para
1.2.1. A oralização dos surdos não é necessária para sua integração na sociedade ouvinte.
2. A pesquisadora surda Karin Strobel, destaca a existência de diversas culturas surdas, desconstruindo a ideia de uma única identidade e cultura surda.
2.1. O respeito ao direito do surdo de ser educado em sinais deve ser estendido ao direito daqueles que optam por também utilizar a língua oral.
2.1.1. A imposição do português na escolarização dos surdos, negando a língua de sinais na alfabetização, contribui para sentimentos de impotência, baixa autoestima e aversão ao idioma.
2.1.1.1. É através da língua de sinais que o surdo constrói sua identidade cultural e adquire conhecimento de mundo, garantindo seu direito de cidadania e sua participação na sociedade majoritária ouvinte.
2.2. Os surdos também podem compartilhar de outras culturas, incluindo as culturas ouvintes, sem que isso os torne menos surdos.
2.2.1. Surdos com perda auditiva profunda podem aprender a falar, se desejarem.
3. Leitura labial é uma habilidade querequer treinamento intensivo, não sendo natural como o desenvolvimento da língua de sinais.
3.1. A leitura labial é apenas um recurso em situações emergenciais, e a língua de sinais é indispensável para uma comunicação efetiva com os surdos.
3.1.1. Historicamente, a língua de sinais foi vista como mímica, e apenas recentemente recebeu reconhecimento linguístico.