A MÁQUINA QUE MUDOU O MUNDO

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A MÁQUINA QUE MUDOU O MUNDO por Mind Map: A MÁQUINA QUE MUDOU O MUNDO

1. Capítulo 1: A Indústria das Indústrias em Transição

1.1. A Importância da Indústria Automobilística:

1.1.1. Alterou fundamentalmente as noções de produção duas vezes no século XX

1.1.1.1. A primeira revolução foi liderada por Henry Ford e Alfred Sloan, que levaram o mundo da produção artesanal para a produção em massa.

1.1.1.2. A segunda foi iniciada por Eiji Toyoda e Taiichi Ohno na Toyota, com o conceito de produção enxuta.

1.2. Definição dos Sistemas de Produção

1.2.1. Produção Artesanal: Utiliza trabalhadores altamente qualificados e ferramentas flexíveis para criar um item de cada vez, personalizado para o cliente. Seu principal problema é o alto custo, tornando os produtos inacessíveis para a maioria.

1.2.2. Produção em Massa: Emprega profissionais especializados para projetar produtos que são fabricados por trabalhadores pouco qualificados usando máquinas caras e de tarefa única. O resultado é um alto volume de produtos padronizados a um custo menor, mas com pouca variedade e métodos de trabalho muitas vezes monótonos.

1.2.3. Produção Enxuta: Combina as vantagens da produção artesanal e em massa, evitando os altos custos da primeira e a rigidez da segunda. Utiliza equipes de trabalhadores multiqualificados e máquinas flexíveis para produzir grandes volumes de uma ampla variedade de produtos.

2. Capítulo 3: Enxuta O Surgimento da Produção Enxuta

2.1. Contexto Japonês: Após a Segunda Guerra Mundial, Eiji Toyoda e Taiichi Ohno, da Toyota, concluíram que o modelo de produção em massa não funcionaria no Japão devido ao mercado interno pequeno e fragmentado, à falta de capital e às novas leis trabalhistas que garantiam o emprego.

2.2. Inovações Práticas: A produção enxuta nasceu da necessidade de eliminar o desperdício (muda).

2.3. A Empresa como Comunidade: Um acordo histórico na Toyota garantiu emprego vitalício aos trabalhadores em troca de sua flexibilidade e compromisso com a melhoria contínua (kaizen). Isso transformou a mão de obra em um ativo a ser desenvolvido, não um custo a ser cortado.

2.4. Pilares do Sistema Enxuto:

2.4.1. Na Fábrica: O trabalho é organizado em equipes. Qualquer trabalhador pode parar a linha de produção para corrigir um problema, e a causa raiz de cada erro é investigada através dos "cinco porquês".

2.4.2. Na Rede de Fornecedores: Relações de cooperação e longo prazo, com fornecedores organizados em níveis. O fluxo de peças é coordenado pelo sistema just-in-time (kanban), que elimina a necessidade de grandes estoques.

2.4.3. No Desenvolvimento de Produtos: Equipes integradas são lideradas por um gerente de projeto forte (shusa), com total autoridade sobre o programa, resultando em um desenvolvimento mais rápido e eficiente.

3. Capítulo 2: Ascensão e Queda da Produção em Massa

3.1. Era Artesanal: Caracterizada por empresas como a Panhard & Levassor, que produziam carros sem peças intercambiáveis, exigindo que artesãos ajustassem cada componente individualmente. O resultado eram veículos caros e de confiabilidade inconsistente.

3.2. A Inovação de Henry Ford: A chave para a produção em massa não foi a linha de montagem, mas a completa e consistente intercambialidade das peças. Isso permitiu uma divisão radical do trabalho e reduziu drasticamente o tempo e o custo de montagem.

3.3. Características do Sistema Ford:

3.3.1. Trabalhador intercambiável: Tarefas simples que exigiam treinamento mínimo.

3.3.2. Integração vertical: A Ford passou a produzir quase todos os componentes internamente para garantir o controle do processo.

3.3.3. Produto padronizado: O Modelo T era barato, durável e projetado para ser consertado pelo próprio dono.

3.4. A Contribuição de Alfred Sloan (GM): Complementou o sistema de Ford com uma gestão profissional por meio de divisões descentralizadas e introduziu a variedade de produtos e as mudanças anuais de modelo para atender a diferentes segmentos de mercado.

3.5. Apogeu e Início da Queda: O sistema de produção em massa atingiu seu auge nos EUA em 1955, ano em que, ironicamente, a participação de mercado dos veículos importados começou a crescer, sinalizando o início de seu declínio.