1. Separação (físico)
1.1. Destilação atmosférica e a vácuo
1.1.1. Separação dos componentes do petróleo com base nos pontos de ebulição. Equipamento principal: Coluna de destilação.
1.1.1.1. Destilação Atmosférica
1.1.1.1.1. Separação por ponto de ebulição
1.1.1.1.2. Produz GLP, nafta, querosene, diesel.
1.1.1.2. Destilação a Vácuo
1.1.1.2.1. Separação de frações pesadas
1.1.1.2.2. Evita craqueamento térmico
1.1.1.2.3. Produz gasóleo de vácuo e resíduo
1.2. Desasfaltação a propano
1.2.1. Remoção de asfaltenos para obtenção de óleos mais nobres.
1.2.1.1. Produz óleo desasfaltado (ODES).
1.2.1.2. Utiliza propano como solvente.
1.3. Extração de aromáticos
1.3.1. Separação de compostos aromáticos (como benzeno, tolueno e xileno) usando solventes.
1.3.1.1. Utiliza furfural ou fenol.
1.3.1.2. Gera extrato aromático.
1.4. Desparafinação
1.4.1. Remoção de parafinas dos óleos básicos para a produção de lubrificantes.
1.4.1.1. Remove parafinas por cristalização.
1.4.1.2. Usa solventes como MIBC ou MEC-tolueno.
1.4.1.3. Aplicado em óleos lubrificantes.
1.5. Adsorção de n-parafinas
1.5.1. Separação por adsorção seletiva
1.5.2. Utiliza adsorventes sólidos
1.5.3. Aplicado em óleos lubrificantes
2. Conversão (químico)
2.1. Craqueamento térmico e catalítico (FCC)
2.1.1. Quebra de moléculas maiores em menores para aumentar a produção de derivados leves.
2.1.1.1. Craqueamento Térmico
2.1.1.1.1. Quebra de moléculas po ação de temperatura e pressão.
2.1.1.1.2. Produz nafta, gases leves, óleo combustível, coque.
2.1.1.1.3. Serve para processamento de resíduos pesados.
2.1.1.2. Craqueamento Catalítico (FCC)
2.1.1.2.1. Quebra molecular com uso de catalisadores em leito fluidizado.
2.1.1.2.2. Vantagem de maior seletividade e eficiência energética.
2.1.1.2.3. Temperatura de aproximadamente 500°C.
2.1.1.2.4. Produz gasolina de alta octanagem, GLP, LCO.
2.2. Coqueamento retardado
2.2.1. Transformação de resíduos pesados em frações leves (gasóleo) e coque.
2.2.1.1. Utilizado para aproveitar resíduos de vácuo.
2.2.1.2. Produz GLP, nafta, gasóleos, coque verde.
2.3. Reforma catalítica
2.3.1. Aumento de teor de aromáticos na nafta para a produção de gasolina de alta octanagem.
2.3.1.1. Utiliza o princípio de reestruturação molecular da nafta para gerar aromáticos.
2.3.1.2. Produz benzeno, tolueno, xileno, nafta reformada.
2.4. Alquilação e Isomerização
2.4.1. Transformação de olefinas e isoparafinas em moléculas de alto valor comercial.
2.4.1.1. Une olefinas com isoparafinas para formar hidrocarbonetos ramificados.
2.4.1.2. Utiliza como catalisadores ácido sulfúrico ou fluorídrico.
2.4.1.3. Produz gasolina de alta octanagem.
2.4.1.4. Aplicado para formulação de gasolina automotiva e de aviação.
2.5. Hidrocraqueamento
2.5.1. Conversão de frações pesadas em produtos leves na presença de hidrogênio e catalisador.
2.5.1.1. Produz diesel, querosene e nafta.
2.5.1.2. O hidrogênio satura e quebra as moléculas.
2.5.1.3. Processo sob alta pressão (70-200 bar) e alta temperatura (350-450°C).
2.5.1.4. Produz derivados com baixo teor de enxofre e alta qualidade.
3. Tratamento (químico)
3.1. Lavagem cáustica
3.1.1. Remoção de impurezas como enxofre e mercaptanos de produtos leves.
3.1.1.1. Usa soda cáustica (NaOH) para remover:
3.1.1.1.1. Mercaptanas (compostos sulfurados corrosivos)
3.1.1.1.2. Ácidos orgânicos
3.1.1.1.3. Compostos de nitrogênio e enxofre.
3.1.2. Convencional: sem regeneração da solução.
3.1.3. Regenerativo: com recuperação da solução cáustica.
3.2. Tratamento com aminas
3.2.1. Remoção de H2S e CO2 de frações gasosas.
3.2.1.1. Utiliza soluções de etanolaminas (DEA, MEA, MDEA) para remover gás sulfídrico (H2S) e gás carbônico (CO2).
3.2.1.2. Aplicado para frações gasosas como GLP e gás combustível.
3.2.1.3. Gera subprodutos como enxofre elementar (via URE).
3.3. Hidrotratamento (HDT) e hidroacabamento
3.3.1. Melhora da qualidade dos derivados, reduzindo os contaminantes (enxofre, nitrogênio, metais).
3.3.1.1. Utiliza hidrogênio e catalisadores para remover:
3.3.1.1.1. Enxofre (HDS)
3.3.1.1.2. Nitrogênio (HDN)
3.3.1.1.3. Metais (HDM)
3.3.1.1.4. Olefinas e aromáticos (HDA)
3.3.1.2. Opera sob alta pressão e temperatura.
3.3.1.3. Aplicado para cumprir exigências de especificação do diesel, querosene, nafta e lubrificantes.
3.4. Processo Bender
3.4.1. Processo específico para querosene de aviação (QAV).
3.4.1.1. Transforma mercaptanas em dissulfetos menos agressivos.
3.4.1.2. Utiliza:
3.4.1.2.1. Lavagem cáustica
3.4.1.2.2. Reações com enxofre
3.4.1.2.3. Campo elétrico de alta voltagem
3.4.1.2.4. Catalisador: sulfeto de chumbo
4. Auxiliares
4.1. Tratamento de efluentes
4.1.1. Trata águas residuais e correntes contaminadas antes do descarte ou reuso.
4.1.1.1. Etapas comuns:
4.1.1.1.1. Separação de óleo e água.
4.1.1.1.2. Tratamento fisico-químico e biológico.
4.1.1.1.3. Monitoramento de parâmetros ambientais (pH, DBO, metais).
4.1.2. garante conformidade com normas ambientais e sustentabilidade da operação.
4.2. Geração de hidrogênio (H2)
4.2.1. Produção de H2 para os processos de hidrotratamento, hidrocraqueamento e reforma catalítica.
4.2.1.1. Métodos principais:
4.2.1.1.1. Reforma a vapor de frações leves
4.2.1.1.2. Oxidação parcial de frações pesadas
4.3. Recuperação de enxofre
4.3.1. Conversão de H2S em enxofre elementar.
4.3.1.1. Etapas principais:
4.3.1.1.1. Queima parcial de H2S para formar SO2.
4.3.1.1.2. Reação entre H2S e SO2 em leito catalítico para formar enxofre.
4.3.1.1.3. Condensação e coleta do enxofre líquido.
4.3.2. Reduz emissões de SOx
4.3.3. Utilizado para produção de enxofre comercial para fertilizantes e indústria química.
4.4. Tratamento de águas ácidas
4.4.1. separação e neutralização de compostos agressivos.
4.5. Cogeração de energia
4.5.1. produção simultânea de eletricidade e vapor.
4.6. Controle de emissões atmosféricas
4.6.1. uso de incineradores, lavadores e filtros.