DIAGNÓSTICO

Síntese dos contributos recolhidos por questionário junto da comunidade educativa.

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DIAGNÓSTICO por Mind Map: DIAGNÓSTICO

1. QUESTIONÁRIO

1.1. DOMÍNIO FAMILIAR

1.1.1. FRAGILIDADES

1.1.1.1. - Desinteresse dos pais. - Fraco apoio nas tarefas escolares. - Falta de tempo dos pais. - Nível socioeconómico e escolarização da família. - A participação dos pais é frequentemente desconforme face aos valores da escola. - Perceções erradas dos docentes/escola que culminam num distanciamento/clivagem com a escola;  - Pais estão preocupados com os resultados e não com os processos. - Aspirações educacionais dos pais, problemas sociais e familiares; - Pais pouco empenhados no que concerne ao comportamento e atitudes pouco corretas dos filhos - Baixo nível de exigência em relação ao trabalho dos filhos. - Problemas originados por falta de conhecimentos dos pais. - Maioria das vezes, dos pais irem à escola convocados pelas más razões.

1.1.2. POTENCIALIDADES

1.1.2.1. - Existência de uma associação e pais. - Pais com grau de escolaridade mais elevado. - Quando trabalham com a escola permitem identificar mais facilmente os problemas dos seus educandos. - Apoio nas tarefas de TPC, embora a maioria dos alunos já tenham explicações no 5ºano! - Aproveitar a colaboração dos pais/encarregados de educação em atividades solicitadas. - O apoio de alguns pais aos seus filhos. - A família e a sua relação com a Escola é, em nosso entender, um fator decisivo do sucesso escolar.

1.1.3. SUGESTÕES

1.1.3.1. - Valorizar e envolver os pais nas atividades da escola. - Apoios de nível nas escolas, devendo os pais perceber claramente que são um complemento das aulas e preferi-los às explicações. - Sensibilização dos pais por parte dos dts, no sentido de fomentar hábitos de trabalhos nos seus educandos, e tentar acompanhá-los o mais possível. - Uma associação de pais mais ativa com formação para encarregados de educação. - Motivar os pais para a importância de acompanhar o seu educando nas tarefas escolares. - Melhorar a informação sobre faltas e resultados dos alunos, online para ser mais imediata. - Desenvolvimento de atividades na escola que envolvam a família, rentabilizando os conhecimentos de cada um para as mesmas. - Ação de sensibilização para diminuição da ansiedade dos pais face às aprendizagens dos seus educandos. - Implementar medidas que combatam a indisciplina, responsabilizar os Encarregados de Educação. - Convidar os pais a envolver-se nas atividades e soluções de problemas. - Desenvolvimento de programas de coaching parental. - Tempo estipulado para ajudar os pais a aprenderem para poderem ajudar os seus filhos. - Reuniões mensais entre os diretores de turma e os encarregados de educação; Atuação imediata, nos casos de indisciplina continuada; Banco de manuais escolares usados; Partilha de materiais; - Sala de estudo, na escola para os alunos fazerem os TPC (s) e estudarem; Reuniões da direção com os delegados e subdelegados/ assembleias de alunos; 1 tempo semanal, no horário dos alunos e do D.T para apresentação e resolução de problemas da turma; Reuniões entre encarregados de educação e o Conselho de turma, nos casos mais graves......... - Através do diretor de turma, do Gabinete do Aluno, da Direção da escola, fomentar, promover, articular ações, que possam contribuir para um envolvimento maior das famílias na vida da escola.

1.2. DOMÍNIO SOCIAL

1.2.1. FRAGILIDADES

1.2.1.1. - Há inúmeras ofertas de atividades sociais onde as crianças participam fora da escola, faltando tempo para os tpc, estudo e consolidação das aprendizagens escolares; - Dificuldade em conciliar a escola a tempo inteiro com atividades extracurriculares; - Poucas ações entre associações, comunidade e a escola - Falta de apoios por parte da autarquia; - Pouca disponibilidade do corpo docente em interagir com outros membros da comunidade; - A recorrente ineficácia da ação da C. de Apoio aos Jovens em Risco; - Alunos com carências afetivas; - Situações de desemprego na família e por vezes pouco apoio social. - A comunidade não oferece suficientes espaços e oportunidades culturais, de estimulo e lazer para a infância; - Pouca articulação entre os vários organismos, numa lógica de prevenção; - Falta de ATLs (gratuitos), «apoios de base» para as famílias e acompanhamento das mesmas…; - Excesso de solicitações em simultâneo; - É fato que as diferentes instituições de natureza social, por razões várias e complexas, desde logo a falta de uma consciência cívica interventiva, atuante, que perpassa por toda a nossa sociedade, pouco colabora de forma sistemática e organizada, na vida escolar. Cada um no seu território;

1.2.2. POTENCIALIDADES

1.2.2.1. - GAAF do agrupamento - Colaboração entre as várias entidades no sentido de integrar a escola na comunidade; - As inúmeras ofertas de atividades dão mais conhecimentos e experiencias aos alunos, pode haver um intercambio ou parceria com as atividades escolares; - Os recursos e competências da Equipa do Ensino Especial. A preocupação em disponibilizar e garantir aulas de apoio; - Uma boa colaboração com outros organismos parceiros do Jardim de Infância; - As entidades estão sensíveis à pertinência da colaboração; - Uma comunidade disposta a receber a escola; - Aumentar a dinâmica escola/comunidade e vice-versa que, muitas vezes passa quase exclusivamente por momentos que marcam momentos específicos do ano, nomeadamente o que assinala o encerramento do ano letivo; - Serviços de Psicologia do Agrupamento, GAAF; - Promover atividades de envolvimento mutuo por forma motivar os alunos para as aprendizagens escolares.

1.2.3. SUGESTÕES

1.2.3.1. - Continuar e reforçar a ação do GAAF. - Intercâmbio entre escolas da região alentejana. - Ações de sensibilização às associações de pais, no sentido de dar a conhecer o verdadeiro papel da escola na sociedade; - Desenvolvimento de atividades abertas à comunidade. - Participação em iniciativas de solidariedade; - Estabelecer contatos e parcerias entre outras instituições e a escola por forma a despoletar o interesse dos aluno(s) com dificuldades ou insucesso; - Estabelecimento de uma rede de parcerias e promoção de pelo menos duas reuniões anuais (inicio e fim) para se estabelecerem objetivos de intervenção comuns e se darem a conhecer resultados no final do ano. indisciplina/psicologia do comportamento - Criação de um único projeto, que ao longo de todo um ano letivo, pudesse realizar diferentes atividades com os diferentes alunos e organismos pertencentes à comunidade envolvente. - As que resultarem da articulação da Escola com diferentes entidades que possam funcionar como recurso e promotoras de eventos, ações de formação, entrega de prémios, voluntariado ...

1.3. DOMÍNIO PEDAGÓGICO

1.3.1. FRAGILIDADES

1.3.1.1. - Tempo para a aprendizagem; - Heterogeneidade das turmas, falta de tempo para a consolidação/sistematização das matérias, programas muito extensos; - Falta de estratégias individualizadas; - Pouco interesse dos alunos nas matérias lecionadas; - Os alunos com dificuldades têm uma carga horária muito pesada; - As turmas mais indisciplinadas são aquelas que vêm juntas desde a pré ou 1º ciclo; - O elevado grau de imaturidade que muitos alunos apresentam; - Ensino pouco adaptado à sociedade atual e aos desejos dos alunos; - Indisciplina, falta de hábitos de estudo, pouco interesse em aprender; - Recursos atualizados (quadro interativo). Recursos para tecnologias de comunicação e informação insuficientes; - Falta de recursos para o ensino individualizado; - Falta de recursos materiais adequados às expetativas dos alunos face à sociedade em que estão inseridos;                                                           -Falta de empenho, a indisciplina, o elevado número de alunos por turma e o cansaço que os alunos manifestam ao fim das aulas de 90m; - Os alunos com mais dificuldade necessitam de mais tempo para consolidar conhecimentos; - Dificuldade, por vezes em fazer um apoio/trabalho mais individualizado( tempo para aprendizagem) por falta de apoio na sala e nas dinâmicas do Jardim de Infância( falta de assistente operacional e por vezes falta de formação do mesmo); - Não adequação dos instrumentos de avaliação ao processo ensino-aprendizagem;

1.3.2. POTENCIALIDADES

1.3.2.1. - Utilização de estratégias diversificadas e abordagem dos conteúdos transversalmente, abrangendo várias disciplinas em simultâneo. - Um ensino que vá mais de encontro aos interesses de cada alunos. - Diversos projetos existentes na escola, excelente equipa educativa; - Diversidade de metodologias, projetos, ensino individualizado; - Diversidades de metodologias; - Os alunos são assíduos e abertos a novas metodologias.

1.3.3. SUGESTÕES

1.3.3.1. - Poderia haver mais articulação curricular entre diferentes ciclos, assim como projetos transversais. Colóquios, debates que envolvessem todo o agrupamento sobre temáticas pedagógicas, situações problemáticas, ... partilha de saberes …; - Optar por participar nos mais variados projetos de forma a motivar os alunos, envolvê-los em diferentes atividades. Diversificar atividades e estratégias; - Definir metodologias e estratégias, em conselho de turma, que sejam assumidas e aplicadas por todos os professores; - Torna-se premente a adoção de um conjunto de metas, tanto pedagógicas como comportamentais que cada aluno deve adquirir no final de cada ciclo no agrupamento; - Incidência no ensino individualizado ou em pequenos grupos com as mesmas dificuldades. Adaptar ou modificar estratégias para aumentar o rendimento dos alunos com dificuldades; - Alteração de programas e de metodologias de ensino; - Começar o apoio ao estudo no 1º e 2ºanos do 1º ciclo, é aqui que tem que se começar a aprender a estudar e ter hábitos de estudo; - Acabar com os apoios educativos da maneira como estão estruturados e substituir por coadjuvância e turmas com grupos homogêneos onde exista uma articulação grande entre o professor da turma mãe e o da outra turma. Dinamização da biblioteca e sala de informática ( muito procurada pelos alunos) mas como não existem atividades educativas os alunos estão lá ou a fazer testes, ou com o telemóvel. Maior colaboração das equipas de ensino especial no apoio aos alunos NEE; - Fazer com que os alunos participem em mais atividades promovidas e organizadas por eles; - Constituição de grupos de homogeneidade na hora de apoio ao estudo. Modernização dos recursos materiais. Mais professores de apoio; - Envolve o aluno em projetos, atividades com outros agentes de forma a que os alunos com mais dificuldades se motivem e participem com mais interesse; - Presença de professores coadjuvantes em sala de aula para os alunos com mais dificuldades de aprendizagem usufruírem de um apoio mais individualizado; - Exigir mais responsabilidade ao conselho de turma, através de uma supervisão sustentada; - Assegurar um acompanhamento adequado às crianças e ao trabalho da educadora no Jardim de Infância. Formação para os assistentes operacionais na área pedagogia e acompanhamento às crianças; - Criar projetos de interesse prático para os alunos; - Implementação de programas de métodos de estudo, desdobramento de turmas, reflexão sobre as modalidades e metodologia; - Apoio ao estudo em 120 minutos seguidos/por semana com dois docentes em simultâneo para ensinarem a estudar. A turma será dividida pelos dois docentes por áreas curriculares ou níveis de desempenho de modo a que os alunos adquiram técnicas e métodos de estudo. - Metodologias cooperativas; - Tutoria e trabalhos em grupo; - Melhoria ao nível da prestação do serviço pedagógico; Controle da adequação dos instrumentos de avaliação ao ensino efetivamente prestado na sala de aula pelo professor; - Distribuição equitativa dos apoios educativos aos alunos; - Melhor gestão da componente não letiva dos professores; - Mais responsabilização dos professores na prestação de apoio aos alunos na sala de aula.

1.4. DOMÍNIO CURRICULAR

1.4.1. FRAGILIDADES

1.4.1.1. Tempos de 90m, disciplinas que não fazem desdobramento; Conteúdos curriculares desajustados da idade mental dos alunos. Tem mais do que é necessário para o cidadão comum viver uma vida satisfatoriamente. Nalguns aspetos mais práticos da vida está em falta; Currículos extensos, número de disciplinas; Falta de articulação entre conteúdos dos diferentes anos de escolaridade e níveis de ensino; Articulação entre ciclos, sobretudo entre o 1º e o 2ºciclo. Valorizar as atividades extra curriculares, mas que não fosse "mais do mesmo"; O programa é muito extenso e complexo para as crianças do 1.º ciclo; Desarticulação entre níveis; Não aprofundamento de determinadas aprendizagens, nomeadamente Português e Matemática; Poucas ofertas de escola e poucas atividades extra curriculares; Aulas a terminarem muito tarde, não potencia relações de interação com a família; Repetição de conteúdos por exemplo nas disciplinas de Geog, C.N, F.Q, leva à desmotivação dos alunos; Não adequação dos cursos profissionais às necessidades das empresas existentes na região.

1.4.2. POTENCIALIDADES

1.4.2.1. Monodocência; Possibilidade de articulação entre as diferentes disciplinas; A oferta de escola contribui para o sucesso, pois os alunos encaram a disciplina com menos rigor e mais satisfação; As reuniões de articulação entre o pré escolar e 1º ciclo; O profissionalismo dos professores; Melhorou grandemente a articulação entre ciclos de aprendizagem, tendo-se esbatido várias fronteiras que havia anteriormente e que levava a saltos repentinos de dificuldade, criando problemas de aprendizagem acrescidos para os alunos.

1.4.3. SUGESTÕES

1.4.3.1. - Poderia facilitar a vida adulta dos alunos se houvesse no currículo mais conhecimentos que lhes fossem importantes para a sua vida adulta; - Realizar uma verdadeira e sustentada articulação curricular, no âmbito do conselho de turma; - Tirar partido do facto de a maior parte das escolas funcionar em agrupamento, para melhorar a articulação entre os diferentes níveis de ensino e ciclos; - Potenciar o interesse dos alunos adaptando-o à sua realidade; - Flexibilizar os horário por forma a aumentar o tempo nas disciplinas em que os alunos necessitam de consolidar conhecimentos. Juntar o tempo da disciplina de apoio ao estudo e rentabiliza-la com a codocencia incidindo em grupos pequenos de alunos com as mesmas dificuldades ou os mesmos interesses; - Tempos de 50m permitem uma maior concentração dos alunos principalmente neste nivel de ensino. - Maior articulação entre o 1.º e o 2.º ciclo. Na oferta complementar de escola, promover a educação para a cidadania, educação sexual, TIC; - Promover efetivamente a articulação interdisciplinar; - Mais atividades desportivas; - A disciplina do Apoio ao Estudo poderia ser aproveitada para colmatar dificuldades, atuando em grupos de alunos ( homógenos )em que os professores apoio e titular de turma estivessem articulados entre si e atuassem consertadamente; - Promover reuniões de articulação, uma vez, por período lectivo; - Formação conjunta para educadores de infância e professores do 1º ciclo para conhecimento comum das orientações curriculares para o Jardim de Infância e do programa do 1º ano do 1º ciclo; - Atividades extracurriculares / oferta de escola com atividades mais lúdicas propiciando finais do dia mais leves e sem exigências em temos de aprendizagens (música, dança, pintura, etc.); - Grupos de trabalho para reflexão e definição de estratégias; - Articulação curricular efetiva com a supressão dos conteúdos repetidos; - Será fundamental valorizar, premiar o esforço e o sucesso escolar; - Através da oferta de escola reforçar a autoestima dos alunos que face a dificuldades próprias no que respeita ao currículo formal, possam ver reconhecido o seu esforço na valorização de outras competências mais adequadas ao seu perfil.

1.5. DOMÍNIO ORGANIZACIONAL

1.5.1. FRAGILIDADES

1.5.1.1. - Falta de apoio pedagógico aos alunos com mais dificuldades; Má gestão dos apoios educativos; Desigualdades ao nível dos horários dos alunos; Má distribuição dos alunos pelas turmas; - Apoios educativos, horários; - Meios didáticos: adequados, desde que se encontrem a funcionar e sejam verificados regularmente; - Distribuição de serviço: cada docente deverá ter o menor numero de níveis que for possível, podendo, assim, preparar tudo melhor; - Reuniões de Trabalho: mais produtivas, para discutir ideias, conteúdos científicos, preparação de aulas ... e não apenas para entregar papéis ou ler informações; - Pouco tempo para o trabalho individual e entre pares; - Material didático e informático. Inexistência de quadros interativos numa geração que desde muito cedo utiliza tablets e telemóveis de 5.ª geração; - Falta de interação entre os docentes devido às diferentes perspetivas do ensino; - Apoios educativos mal direcionados e insuficientes, os docentes com função de apoio educativo, desempenham outras funções simultaneamente e a maioria da vezes asseguram substituições de outros docentes, ficando o apoio dos alunos comprometido. Na maioria das vezes quem é apoiado são os professores e não os alunos; - O funcionamento das estruturas intermédias, nomeadamente ao nível do grupo disciplinar e de departamento; - Clima de escola demasiado individualista e pouco colaborativo; - O número exagerado de reuniões, burocracia e serviço administrativo em detrimento de preparação efetiva e de qualidade das aulas; - Tempo demais na escola, excesso de reuniões e papeladas; - Má gestão da componente não letiva dos docentes; má gestão dos apoios; educativos; distribuição do serviço, docente e não docente, não equitativa e não adequada ao perfil dos docentes e às necessidades educativas;

1.5.2. POTENCIALIDADADES

1.5.2.1. - Bom funcionamento da direção, das estruturas intermédias e dos serviços; - Existência de algumas situações onde é potenciada a experiência /especialização de alguns docentes; - Os professores de apoio articulam-se bem com os titulares de turma e os alunos apoiados têm uma boa relação com os docentes. Por outro lado, os encarregados de educação, quando bem canalizados, aceitam bem os professores de apoio dos seus educandos; - Promover o trabalho colaborativo entre pares, como prioridade, ao nível do grupo disciplinar; - Bom ambiente entre docentes e assistentes operacionais; - Reuniões de trabalho por ano de escolaridade; uniformização de procedimentos e instrumentos de avaliação; - Profissionalismo dos professores que desempenham os «papéis» de vários técnicos e tentam superar, com a sua disponibilidade, tudo o que corre menos bem; - A existência de recursos para a realização de atividades experimentais; - A motivação de alguns e a qualidade da prestação do serviço educativo; - Abertura comunicacional;

1.5.3. SUGESTÕES

1.5.3.1. - Rentabilizar os apoios educativos funcionando em codocência. - Desenvolvimento da figura da tutoria; - Os docentes com dois anos de escolaridade, com trabalho acrescido não deveriam ter cargos; - Utilização dos recursos didáticos; - Modernização dos meios didáticos e informáticos; - Promover uma especialização de cada docente num ou no máximo dois níveis de ensino do mesmo ciclo; - Revisão dos horários dos apoios educativos. Aplicar os apoios educativos em cotitularidade na disciplina de apoio ao estudo, cujo horário deveria ser seguido para melhor rendimento. Os alunos deveriam participar em atividades de treino nas disciplinas que tivessem mais dificuldades e deveriam aproveitar esse tempo para aprender a estudar; - Transformar as reuniões de grupo em momentos de trabalho sobre métodos e processos de aprendizagem, preparação de aulas e construção de fichas de avaliação; - Maior poder de intervenção das estruturas intermédias no combate à indisciplina; - Aumentar os tempos para apoio educativo, fomentar a coadjuvação em turmas com mais de um ano de escolaridade; - A existência de coordenadores de disciplina por ano Exemplo: Coordenador de Inglês do 7º ano; - Divulgar as ações, e muitas são, junto da comunidade. Fomentar ações que promovam e fomentem o espírito de Agrupamento, recorrendo, se necessário, à criação de um grupo de trabalho para o efeito; - Reuniões de informação e entreajuda , atividades partilhadas com outros docentes e encarregados de educação; A Direção assumir o seu papel de supervisão e de intervenção;

2. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

2.1. CNE: RETENÇÃO ESCOLAR NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

2.1.1. DIAGNÓSTICO

2.1.1.1. A problemática da retenção assume contornos preocupantes, quer pela expressão, quer pela manifesta ineficiência e ineficácia desta medida para a melhoria do desempenho escolar dos alunos.

2.1.1.2. 35 % dos jovens portugueses com 15 anos tinham já sido retidos pelo menos uma vez, contra a média OCDE de 13 %, e mais de 7,5 % apresentam no seu percurso mais de uma retenção (PISA 2012).

2.1.1.3. o(s) ano(s) de repetência não permitiu/permitiram uma recuperação de aprendizagens, como é o objetivo subjacente à medida da retenção escolar (resultados comparados nas provas externas).

2.1.1.4. ... alunos retidos, nos anos iniciais da escolaridade, não melhoram os seus resultados e são mais propensos a uma nova retenção para além da evidente associação ao aumento dos níveis de desmotivação, indisciplina e abandono escolar.

2.1.1.5. - ….a retenção é utilizada como forma de pressão para obter determinados comportamentos dos alunos e como punição para aqueles que não cumprem o esperado pela escola em relação à aprendizagem.

2.1.1.6. ....a retenção potencia comportamentos indisciplinados, fruto de uma baixa autoestima, desenquadramento em relação à turma de acolhimento, o que dificulta, ainda mais, a aprendizagem

2.1.1.7. ... a ideia da retenção como sinónimo de exigência, qualidade das aprendizagens em oposição a um sistema “facilitista”, fomentador do desleixo, da promoção de ano sem aprendizagem.

2.1.1.8. No entanto, a retenção poderá constituir-se, ela própria, como uma medida facilitadora e despicienda, uma vez que, na maioria dos casos, não traz qualquer esforço acrescido por parte dos alunos, ou mesmo das escolas, que se limitam a cumprir, uma vez mais, o mesmo plano de estudos.

2.1.1.9. - Ao invés desta, a transição responsável de alunos com baixo rendimento escolar acarreta uma maior exigência, uma vez que pressupõe, por parte de todos os intervenientes, um esforço acrescido no desenvolvimento de estratégias e medidas de apoio e reforço das aprendizagens.

2.1.2. DADOS DA RETENÇÃO

2.1.2.1. PISA 2012: Em 31 países, 4 com valores da retenção acima dos 30 %. Portugal com 34,3 % de alunos de 15 anos com, pelo menos, uma retenção no seu percurso escolar.

2.1.2.2. ...ano letivo 2011/2012, a tendência de descida da retenção se tem vindo a inverter, sendo particularmente notório o caso do 6.º ano de escolaridade, onde a taxa de retenção duplicou em dois anos, a que não deverá ser alheia a introdução das provas finais, a partir desse ano letivo.

2.1.2.3. ...nas transições de ciclo, os valores da retenção aumentam, em particular no 7.º e 10.º anos, o que poderá indiciar que a organização segmentada do ensino básico e a transição entre os ciclos e para o ensino secundário se constituem como momentos críticos no percurso escolar.

2.1.3. INTERVIR PRECOCEMENTE

2.1.3.1. O diagnóstico precoce e a intervenção específica e rápida aos primeiros sinais de dificuldades de aprendizagem são das estratégias que maior consenso reúnem no combate ao insucesso.

2.1.3.2. Assim, a determinação e aplicação de medidas específicas para prevenção e intervenção aos primeiros sinais de dificuldades, nomeadamente no último ano do pré -escolar e nos dois primeiros anos de escolaridade, parecem ser as formas mais eficazes de combate ao insucesso.

2.1.3.3. - A especificidade desta intervenção implica uma profunda alteração das rotinas de apoio vigentes, pressupondo a afetação de professores dotados de conhecimentos e instrumentos específicos, que permitam responder adequadamente às dificuldades evidenciadas pelos alunos.

2.1.3.4. uma pré-escolarização de qualidade e o desenvolvimento de instrumentos de sinalização precoce de dificuldades poderão permitir intervir de forma atempada e adequada e, deste modo, obviar situações de insucesso escolar que conduzirão à retenção nos primeiros anos da escolaridade.

2.1.3.5. - As medidas de prevenção e intervenção aos primeiros sinais de dificuldades, com a afetação de recursos e instrumentos adequados, devem alargar-se a toda a escolaridade, com maior premência nos anos iniciais de cada ciclo, onde existe maior risco de retenção.

2.1.4. ORGANIZAR A ESCOLA PARA O SUCESSO

2.1.4.1. ...existência de um currículo prescritivo, balizado por programas excessivamente extensos e por correspondentes metas curriculares anuais e, ainda, por provas de avaliação externa que incidem sobre toda a extensão dos programas, impede a flexibilização do currículo e dos programas, bem como a criação de momentos de consolidação das aprendizagens e recuperação das áreas menos conseguidas, e, desta forma, responder à situação dos alunos que, cumprindo o plano de estudos regular, evidenciam dificuldades no seu acompanhamento.

2.1.4.2. - A atual estrutura do ensino básico em três ciclos, sem grande coerência entre eles, que promove a existência de pontos de quebra, deixa transparecer a necessidade de se reorganizar o fluxo dos percursos escolares, face à atual estrutura segmentada do ensino básico, que favorece a retenção e a construção de espirais de insucesso, sendo particularmente assinalável o caso da transição do 2.º ciclo para o 3.º ciclo.

2.1.4.3. No interior das escolas, as lideranças têm, atualmente, um cariz eminentemente burocrático -administrativo, sendo fundamental que se desenvolvam verdadeiras lideranças pedagógicas, orientadas para a potenciação das aprendizagens dos alunos e para a promoção do sucesso educativo.

2.1.5. MELHOR PROCESSOS AVALIAÇÃO, COMBATER CULTURA DA NOTA

2.1.5.1. - Embora a literatura e a investigação elejam a avaliação formativa como a modalidade de avaliação que deve orientar a ação educativa, a cultura escolar e as práticas vão em sentido diverso, colocando a ênfase na avaliação sumativa e nos resultados da avaliação externa.

2.1.5.2. A cultura de avaliação das aprendizagens, mais orientada para a classificação e seriação, praticadas no seio das escolas, aprofundam o carácter sancionatório e penalizador da avaliação, ao invés de centrar o seu foco na deteção de dificuldades, com vista à determinação da intervenção adequada para colmatar as mesmas, reforçando as áreas menos fortes.

2.1.5.3. - No caso do ensino secundário, esta situação assume contornos ainda mais intensos, em particular nos cursos científico -humanísticos, uma vez que os resultados da avaliação sumativa interna e externa são o critério único de acesso ao ensino superior, na maioria dos cursos. Tal condição tem modelado o ensino secundário à condição de “preparação para o ensino superior”, minimizando o valor intrínseco da formação de ensino secundário.

2.1.5.4. Esta cultura é, também, partilhada por alunos e famílias — e com elas pela sociedade em geral — que centram a sua preocupação (quase) exclusivamente na “nota”, negligenciando os processos de construção da aprendizagem.

2.1.6. MOBILIZAR E CAPACITAR PROFESSOR PARA O SUCESSO

2.1.6.1. …cultura escolar, pelo que será através da sua mobilização e capacitação que se poderá, de uma forma gradual e assertiva, modificar a conceção de sucesso que gravita em torno da “nota” e faz apelo a uma avaliação punitiva e centrada na “classificação”, para uma conceção de avaliação assente na deteção de dificuldades e na exigência do trabalho de recuperação de áreas com insucesso, com vista à promoção de aprendizagens em todos os alunos e ao seu sucesso escolar.

2.1.6.2. crucial a afetação de professores com maiores conhecimentos e motivação para desenvolver programas intensivos de recuperação de aprendizagens, bem como o desenvolvimento de formação específica, inicial e contínua, destinada a dotar os profissionais de ferramentas didáticas e metodológicas adequadas à intervenção nesta área, e, ainda, de controlo da indisciplina.

2.1.6.3. - desenvolvimento de sistemas de supervisão pedagógica efetivos, centrados nos processos de ensino e de aprendizagem, a implementação de estratégias de diferenciação pedagógica, em ambiente colaborativo, e a monitorização de processos e resultados são condições fundamentais para a melhoria da qualidade das práticas pedagógicas e orientação para o sucesso escolar.

2.1.7. COMPROMETER ALUNOS E FAMÍLIA

2.1.7.1. É fundamental o envolvimento, compromisso e responsabilização dos alunos e das famílias no sentido do cumprimento dos programas concebidos.

2.1.7.2. ...devem ser encontradas formas de promover o compromisso e a corresponsabilização das famílias, no sentido de se desenvolverem práticas e hábitos de convivência social e de cidadania e de se definirem medidas efetivas que visem o combate a comportamentos limitadores das aprendizagens, vinculando -as às medidas acordadas.

2.1.7.3. ...deverá ser valorizada, pelas famílias e pela escola, a representação parental em órgãos e estruturas escolares, envolvendo e vinculando estes representantes no processo de construção de caminhos de combate ao insucesso escolar.

2.1.8. RECOMENDAÇÕES

2.1.8.1. Administração educativa central:

2.1.8.1.1. - criação de melhores condições de aprendizagem: constituição de turmas, afetação de recursos, distribuição de serviço docente, gestão do currículo, construção de diferentes percursos escolares. - ...solicitações de cariz burocrático -administrativo acometidas às escolas, de forma a permitir emergência de lideranças orientadas para a aprendizagem e sucesso educativo. - Articular medidas nacionais de corresponsabilização das famílias pelo percurso escolar dos seus/suas educandos/as e pela vinculação aos planos de recuperação das aprendizagens e controlo da indisciplina definidos

2.1.8.2. Escolas:

2.1.8.2.1. - Promover verdadeiras lideranças pedagógicas, orientadas para as aprendizagens e para o sucesso educativo, com responsabilidades acometidas aos diretor/a, conselho pedagógico, coordenadores/as de ciclo, de departamento e diretores de turma; - Promover uma pré -escolarização de qualidade; - Desenvolver processos e instrumentos de diagnóstico e sinalização precoce de dificuldades de aprendizagem; - Desencadear estratégias de apoio aos primeiros sinais de dificuldades, com incidência nos primeiros anos de escolaridade de cada ciclo; - Conceber programas intensivos e exigentes de apoio às dificuldades, alocando recursos e profissionais com competências nestas áreas; - Melhorar os processos de avaliação interna das aprendizagens, contrariando a tendência de contaminação destes pelos processos de avaliação externa; - Centrar a informação a alunos e famílias nas aprendizagens realizadas e em défice e nas estratégias delineadas para a sua superação; - Publicitar os resultados globais dos processos de avaliação de alunos; - Adotar práticas de envolvimento e corresponsabilização parental no processo educativo; - Valorizar o papel dos representantes parentais nos órgãos de gestão/estruturas das escolas e das associações parentais.

2.1.8.3. Alunos e Famílias

2.1.8.3.1. - Corresponsabilizar-se pelos programas e medidas de melhoria e reforço das aprendizagens estabelecidas para cada aluno; - Promover o desenvolvimento de atitudes que facilitem os processos de aprendizagem, responsabilizando-se pelo acompanhamento das eventuais situações de indisciplina detetadas em sede escolar e pelo cumprimento das medidas constantes dos programas de recuperação; - Valorizar e envolver-se nos processos de representação parental nos diferentes órgãos e estruturas escolares.

2.2. CNE: EDUCAÇÃO 0 AOS 12

2.2.1. As (des)continuidades ao longo do ensino básico

2.2.1.1. As ruturas entre ciclos da escolaridade básica e secundária têm sido consideradas como fatores de insucesso, originado pela instabilidade na relação professor -aluno. O Estudo alertou para o problema da transição brusca entre o 1.º e o 2.º ciclos, em que o aluno passa de uma escola em que tem um professor único a maior parte do tempo para uma escola com um número variável mas sempre elevado de professores. Como estabelecer uma transição gradual entre estes dois ciclos? Fará sentido a existência de um segundo ciclo? São, por outro lado, apontadas soluções organizativas que seria possível estabelecer sem uma prévia alteração da estrutura de ciclos como, por exemplo, a coadjuvação no 1.º ciclo, tal como previsto na LBSE, ou estratégias de coadjuvação de professores do 1.º ciclo no 2.º ciclo, designadamente no campo das literacias, já implementadas no terreno. Uma análise de práticas organizativas e pedagógicas conduz-nos a fatores que estão na origem de problemas encontrados pelos alunos: - a falta de continuidade de métodos de trabalho entre os ciclos; - os problemas de aprendizagem que se vão acumulando na escola do 1.º ciclo, a acumulação de repetências, sem que a escola organize condições para os alunos aprenderem melhor e ultrapassarem os problemas que encontram; - a instabilidade ao longo de um dia de trabalho escolar causada por horários inadequados aos ritmos de aprendizagem; Por isso é necessário que os agrupamentos atuem sobre os fatores organizativos e pedagógicos na origem de vários tipos de descontinuidades. As soluções encontradas no quadro da autonomia das escolas deverão contribuir, de modo decisivo, para a pesquisa e consolidação de respostas adequadas.

2.2.2. A regulação das aprendizagens e as repetições de ano

2.2.2.1. Nos países nele estudados, as repetições têm um carácter residual ou só existem em final de ciclo. Em geral, nos países que fizeram essas opções e apresentam bons resultados, as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos, intervenção aos primeiros sinais de dificuldade, estratégias de diferenciação pedagógica que permitem dar respostas a necessidades de aprendizagem de alunos com sucesso e de alunos que manifestam problemas na aprendizagem. Veja-se, por exemplo, as orientações do Bureau International de l’Education, instituto da Unesco dedicado às questões do currículo. A orientação dos currículos por competências é também uma linha central do processo de Bolonha. É vantajoso para os alunos que essa orientação se adote desde o início da escolaridade. No entanto, a análise das práticas revela uma tendência para se lidar com o conhecimento exclusivamente através do formato por conteúdos e a dificuldade em equilibrar conteúdos e competências. E é necessário que manuais e materiais de trabalho sejam compatíveis com a orientação por competências.

2.2.3. RECOMENDAÇÕES

2.2.3.1. Promoção de uma responsabilidade social alargada no apoio ao desenvolvimento e à proteção das crianças

2.2.3.1.1. O desenvolvimento das crianças e a sua integração social e educativa é responsabilidade de todos. É, por isso, necessário que se criem condições que favoreçam a assunção desta responsabilidade coletiva. - A este nível, deve apostar-se no desenvolvimento dos programas das cidades educadoras e no papel das estruturas e redes locais de animação sócio -cultural… função a desempenhar pelos organismos de proteção das crianças e jovens que poderão atuar de forma mais eficaz e atempada em matéria de proteção, desde que se invista na articulação entre a família e as várias estruturas existentes e na clarificação de responsabilidades.

2.2.3.2. Alargamento da oferta e investimento na qualidade da educação dos 0 aos 3 anos

2.2.3.2.1. -  …recomenda-se que a oferta seja alargada e dotada de intencionalidade educativa mais explícita, que haja uma maior articulação entre as famílias e as outras entidades educativas, bem como entre serviços sociais e serviços educativos, com vista a evitar que os primeiros sejam associados às populações mais carenciadas e os segundos às mais favorecidas. - sejam criadas e garantidas as condições que permitam às famílias conciliar os seus compromissos laborais com o acompanhamento das crianças, o que implica uma visão integrada e multissectorial desta problemática.

2.2.3.3. Universalização do acesso à educação pré -escolar e investimento na sua qualidade

2.2.3.3.1. - Seria essencial prosseguir no alargamento do acesso à educação pré -escolar, definindo metas no sentido da sua universalização, dando prioridade ao ano anterior ao início da escolaridade obrigatória. - Seria igualmente importante definir estratégias para garantir uma transição equilibrada entre a educação pré -escolar e o 1.º ciclo do ensino básico.

2.2.3.4. Reconfiguração da educação dos 6 aos 12 no contexto do ensino básico de 9 anos

2.2.3.4.1. - (…) - De qualquer modo, ter -se -á sempre em conta que a promoção da equidade exige que se evite uma adoção precoce de critérios de diversificação de vias escolares e de seleção com base em resultados académicos. Além destes princípios, será necessário que as decisões sejam subordinadas a objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. - Entretanto, a escola não pode eximir-se a proporcionar recursos adequados ao desenvolvimento harmonioso da criança, devendo constituir -se num meio rico em cultura e em experiências de trabalho e aprendizagem. - Para que os alunos desenvolvam hábitos de trabalho e gosto pela aprendizagem em percursos educativos em que sejam apoiados ao primeiro sinal de dificuldade, onde evoluam com os seus pares ao longo da escolaridade básica, independentemente da estrutura dos ciclos que venha a ser adotada, é necessário que a escola possa assumir maiores responsabilidades.

2.2.3.5. Aprofundamento da autonomia das escolas

2.2.3.5.1. - …gestão do corpo docente, abrindo a possibilidade de os professores se manterem um maior número de anos com os seus alunos ao longo da escolaridade, recorrendo, entre outros, ao regime de coadjuvações ou à constituição de equipas docentes desde o 1.º ciclo, mesmo que para isso seja necessário proceder a reconversões profissionais. - As normas e as estruturas do Ministério da Educação não podem constituir um obstáculo a que a escola encontre as soluções flexíveis que permitam dar uma resposta imediata às dificuldades de aprendizagem, conferindo sentido ao trabalho docente e promovendo, assim, a motivação e a realização profissional. A escola deve poder gerir autonomamente os seus recursos e mobilizar diferentes sinergias, nomeadamente as famílias, a comunidade, ou as instituições de ensino superior. - Mas para que a autonomia se constitua como um meio de promoção da qualidade e da equidade na educação é necessário que as escolas tenham os recursos necessários, projetos claros e lideranças pedagógicas, quer ao nível da direção dos agrupamentos, quer no que diz respeito às lideranças intermédias.

2.2.3.6. Aposta na prevenção, intervenção ao primeiro sinal de dificuldade e revisão do regime de progressão dos alunos

2.2.3.6.1. - É necessário instaurar um clima de rigor e exigência relativamente à qualidade das aprendizagens, que não permita deixar para trás os alunos que encontram dificuldades ao longo do seu percurso escolar. A acumulação de problemas desde o início da escolaridade gera insucesso, por isso é urgente encontrar formas de organização pedagógica que permitam um maior enquadramento, prevenção e recuperação dos alunos - a acumulação de repetências nos primeiros anos de escolaridade, com as consequências negativas que lhe estão associadas, não resolve os problemas de aprendizagem, desresponsabiliza a escola, atribuindo ao aluno e à família a responsabilidade pelo seu insucesso, o que potencia o abandono no ensino básico e constitui um obstáculo ao alargamento da frequência do ensino secundário. - É, por isso, necessário rever o regime de progressão dos alunos de forma a compatibilizá-lo com uma organização do currículo mais consentânea com a unidade do ciclo de aprendizagem do que com a do ano escolar e com a adoção de estratégias que permitam dar respostas diferenciadas a todos os alunos, os de sucesso e os que encontram dificuldades - Propõe-se o reforço da exigência na qualidade das aprendizagens e uma atuação pertinente ao primeiro sinal de dificuldade e sem “etiquetagem precoce”, em substituição da repetência usada como estratégia pedagógica para a regulação de problemas de aprendizagem. - Esta medida deve iniciar-se nos primeiros anos de escolaridade e estender -se progressivamente aos anos seguintes do ensino básico, mas só produzirá os efeitos desejados desde que acompanhada de novas formas de organização das aprendizagens e de estratégias de diferenciação pedagógica e de um adequado apoio aos professores.

2.2.3.7. A formação dos professores como estratégia de mudança

2.2.3.7.1. Questões como as que têm sido enunciadas exigem um contributo efetivo ao nível da formação de formadores e de professores - viabilizar a reconversão de professores que manifestassem interesse, através de planos de especialização e de formação em serviço, de modo a poderem vir a abranger um leque mais alargado de anos de escolaridade - Funções como as tutorias ou o trabalho colaborativo ao nível da resolução de problemas e da gestão do currículo exigem novas abordagens, que devem ser tratadas, quer ao nível da formação inicial, quer ao nível da formação contínua.

2.2.3.8. Avaliação da qualidade e monitorização

2.2.3.8.1. A avaliação e monitorização são peças essenciais para um desenvolvimento sustentado da mudança. - … actores sejam envolvidos no processo de mudança e que esta decorra de mecanismos de supervisão nas suas vertentes de monitorização, apoio ao desenvolvimento e de formação em contexto de trabalho

2.2.3.9. Incentivo à inovação das práticas pedagógicas

2.2.3.9.1. A evolução tecnológica e a crescente diversidade dos públicos escolares têm revelado as dificuldades de adaptação da atual organização do trabalho escolar, marcada pela rigidez de gestão de recursos pedagógicos tão importantes como o tempo e o espaço. A investigação mostra que este tipo de organização gera descontinuidades no processo de aprendizagem, esvaziando -o de sentido e dificultando o acompanhamento individualizado dos alunos. criando programas de incentivo e acompanhamento de práticas inovadoras e, por outro lado, avaliando e disseminando pedagogias alternativas de sucesso, já em curso no sistema. Há que construir novas soluções que venham enriquecer a escola e torna -la mais democrática, humana e eficaz na organização das aprendizagens face a uma sociedade que mudou profundamente e a uma escola com novas missões.

3. OCDE

3.1. PISA EM FOCO

3.1.1. LER

3.1.2. APRENDER

3.1.3. RETENÇÃO

3.1.4. REFORÇO (APOIOS)

4. RECOLHA DE DADOS

4.1. RETENÇÕES

4.1.1. 2010/2015

5. PNPSE