1. Antropologia Cultural
1.1. Corrente da antropologia que estuda o homem por meio da cultura.
1.1.1. Cultura: tudo que o homem cria.
1.1.1.1. Traços elementares da cultura
1.1.1.1.1. Linguagem
1.1.1.1.2. Mito
1.1.1.1.3. Religião
1.1.1.1.4. Parentesco
1.2. Sistemas
1.2.1. Sistema Funcional - Malinowiski
1.2.1.1. a cultura tem a função de atender a necessidade do homem, cada sociedade possui uma necessidade
1.2.2. Sistema simbólico - Claude Levi-Strauss
1.2.2.1. cada sociedade tem sua cosmovisão, portanto, um significado particular
1.2.3. Sistema de controles - Gertz
1.2.3.1. a cultura compõe um sistema que controla/delimita as sociedades
1.2.4. Totalidade - Franz Boas
1.2.4.1. cultura coo uma totalidade de ações: tudo que o homem cria
1.3. Vertentes de pensamento
1.3.1. Evolucionismo Cultural - Edward Tylor
1.3.1.1. Assim como o homem evolui, a cultura também evolui/passa por um processo de transformação.
1.3.1.1.1. Foi abandonado como forma de pensar.
1.3.2. Difusionismo - Franz Boas
1.3.2.1. As sociedades se influenciam culturamente, emprestam traços e esse empréstimo cultural seria um mecanismo fundamental de evolução cultural.
1.3.3. Funcionalismo - Malinowiski
1.3.3.1. As culturas são diferentes devido a necessidades diferentes.
1.3.4. Estruturalismo - Claude Levi-Strauss
1.3.4.1. Para entender uma cultura precisamos ver que há uma estrutura de significados por trás que não podem ser quebrados.
1.4. Método da antropologia
1.4.1. Etnocentrismo
1.4.1.1. Termo amplo usado para designar toda análise onde é efetuado uma comparação a um paradigma. Conta somente com uma etapa: etnologia, ou seja, com a análise dos dados coletados por um observador. Foi deixada para trás devido às correntes do difusionismo, funcionalismo e do estruturalismo.
1.4.2. Etnociência
1.4.2.1. Método de estudo da antropologia cultural moderna. Conta com duas etapas: etnografia e etnologia. A etnografia foi fundada por Boas e Malinoski e destina-se a coleta de informações relativa ao povo, trata-se do desenvolvimento do trabalho de campo, da pesquisa de campo, o pesquisador deve compartilhar a intimidade dos que estuda. A etonlogia, nos diz que o pesquisador se inclinará sobre os resultados etnográficos e desenvolverá o estudo etnológico, toda pesquisa é feita de forma distante, separando-se da ideia de etnocentrismo (neutralidade proposta por Émile Durkheim).
2. Não é uma subcorrente, é o fenômeno jurídico estudado a luz da antropologia.
3. Antropologia
3.1. Correntes
3.1.1. Física ou biológica
3.1.1.1. Vida
3.1.2. Cultural
3.1.2.1. Comportamento humano
3.1.3. Filosófica
3.1.3.1. Maneira que o homem pensa
4. Povo Brasileiro
4.1. Questão Religiosa
4.1.1. O Brasil é um país muito religioso, não dá para estudar o Brasil sem percebê-lo sobre a perspectiva religiosa. Quando alguém manifesta a ideia de que o Brasil é um país laico, precisa-se fazer uma ressalva: isso refere-se ao posicionamento do Estado e não ao povo, o povo é extremamente religioso. Essa religiosidade, assim como a própria formação do povo que veio a partir de uma mistura, também representa um sincretismo muito grande.
4.2. Quem é o povo brasileiro?
4.2.1. Possui características muito particulares
4.2.1.1. Característica central, que nos distingue de maneira particular: questão da miscigenação.
4.2.1.2. Matrizes do branco, do negro e do indígena mas o fato é que essas não são as únicas misturas que podemos observar na nossa formação.
4.2.1.3. Somos hospitaleiros, calorosos, sentimentais, amistosos.
4.2.2. Gilberto Freyre (1900 - 1987)
4.2.2.1. Família: filho de juiz, possuíam grande status. Eram grandes proprietários, donos de engenho, senhores de escravos. Tinha uma relação intensa com o nordeste por conta da sua origem, é uma das fontes principais para o desenvolvimento da obra.
4.2.2.2. Formação: possuía dificuldade de escrita e fala, mas era apoiado pela família (mesmo em tempo de eugenismo - segregação). Aprendeu línguas e era um poliglota, estudou em colégios americanos. Teve sua formação superior desenvolvida nos EUA, o que o propiciou contato com Franz Boas (significado importante pois é ele quem ensina a Gilberto como construir uma obra em que a discussão não era a questão racial mas sim a questão cultural).
4.2.2.3. Vida pública: em relação com a política, em 1946 é eleito deputado pela UDN. - Apoia o AI-5 e fica aliado a ideologia de direita.
4.2.2.3.1. Foi conhecido mundialmente e inclusive acabou sendo condecorado pela rainha da Inglaterra como SIR.
4.2.2.4. Casa Grande e Senzala
4.2.2.4.1. Críticas
4.2.2.4.2. Partes
4.2.3. Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
4.2.3.1. É uma das pessoas mais importantes da história mais recente do Brasil, contribuiu demais como brasileiro. Se dedicou por amor a uma obra e a um país. Passou pela política e fez muita coisa das quais somos beneficiados até hoje.
4.2.3.2. Família: não teve muito apoio do pai pois ele morreu quando ele era criança e a mãe era professora de nível primário e se desgastou para que o filho estudasse. A mãe o criou com muitas dificuldades, mas o encaminhou para uma vida em favor do Brasil.
4.2.3.3. Formação: segue o sonho da mãe, vai para Belo Horizonte estudar na Universidade Federal e fazer o curso de Medicina, tentou este curso por dois anos e foi reprovado pois ao invés de assistir as aulas do curso dele, ele preferia assistir as aulas de filosofia e direito. Com o fracasso em Medicina, vai para São Paulo para estudar sociologia na faculdade de Sociologia e Política. Se especializa em etnografia com interesse especial pelo indígena. Ou seja, deixa de ser um possível médico para ser um antropólogo.
4.2.3.4. Vida pública: na universidade ele já começa a desenvolver uma ideia/uma lógica através da perspectiva marxista. Ocupou cargos importantes: o de ministro da educação, foi secretário estadual no Rio de Janeiro também na área da educação (aqui trouxe medidas importantes), ministro chefe da casa civil do presidente João Goulart. Foi exilado em 1964, esteve no Peru, no Chile e por fim, no Uruguai. Em todos os países, trabalhou vinculado a educação. Um pouco antes de 1988, foi convidado a voltar para o Brasil em uma programação da USP. Como última participação, foi eleito senador da República.
4.2.3.4.1. Não sou um homem de teses, sou um homem de fazimentos”, se dedicou a realizar coisas importantes.
4.2.3.4.2. Realizações
4.2.3.4.3. Sempre relacionado a história do Brasil e quando esteve fora foi para apenas se exilar, também foi homenageado e reconhecido pela ABL (Academia Brasileira de Letras) como imortal, o nomearam para ocupar uma de suas cadeiras/ ser membro.
4.2.3.5. O Povo Brasileiro
4.2.3.5.1. Uma das mais importantes obras na perspectiva de responder a questão central (quem é o povo brasileiro?). Obra mais ampla, nem tão regionalista, nem tão temporal, aborda como Brasil e como os brasileiros se formaram, destaca que o brasileiro é fruto daquela crise de identidade do mestiço que ao não se ver nem como uma matriz nem como outra, precisava se ver em uma identidade e surge o conceito de brasileiro. Darcy teve um excesso de cuidado com a feitura dessa obra, trata- se de um autor muito detalhista e também repetitivo: o ato de engavetar e retomar diversas vezes: dá a impressão de que ele escreveu diversos livros e juntou em um só. Há muito uso de expressões neologistas.
4.2.3.5.2. Partes
4.2.4. Comparações entre Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.
4.2.4.1. Darcy nasceu em um lugar bem pobre/humilde/simples com poucos recursos econômicos, diferente da estrutura de Gilberto, que nasceu em Recife, pai juiz, dono de fazenda.
4.2.4.2. 1939: Darcy ingressando / 1933: Gilberto já tinha publicado Casa Grande e Senzala – o momento que influenciou Gilberto não foi o mesmo que influenciou Darcy (vive uma fase de negação eugênica, racial, está entrando para uma outra década em que ele tinha uma fonte ou uma influência diferente da de Gilberto, embora este tenha servido também como influencia para Darcy que tinha muito consideração pela obra Casa Grande e Senzala – obra muito brasileira).
4.2.4.2.1. Gilberto entra na política em 1946 como deputado. Darcy também participou da política, só que de lado oposto. Questão ideológica: Darcy Ribeiro – comunista, alinhado com a visão marxista, avaliações impregnadas dessa ideologia, exige uma questão mais neutra para que possamos entender. Gilberto Freyre – direita, conservador.
4.2.4.3. Assim como Casa Grande e Senzala, o livro de Darcy Ribeiro também possui cinco partes, e havia uma preocupação por parte dele de seguir as mesmas observações/a mesma dinâmica de Gilberto.
4.2.4.4. Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Darcy Ribeiro abordam os seguintes termos: caboclo, mameluco (este último é o preferido na discussão do Darcy).
4.2.5. O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, é uma obra que faz uma abordagem diferente da de Gilberto, traz uma ênfase também diferente: enquanto Gilberto foca no negro (mistura entre o branco europeu e o negro), Darcy foca no indígena – a questão central entre eles é a mesma: miscigenação.
4.2.5.1. Razão dos diferentes enfoques: Darcy Ribeiro foi alguém que trabalhou especificamente com os indígenas, gasta bastante tempo na discussão dessas pessoas.
4.2.5.2. (Gilberto Freyre traz a questão dos negros no fim de seu livro, Darcy Ribeiro, trata a questão indígena com bastante calma e logo no início de sua obra).