GESTÃO DE CUSTOS

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1. Investimentos

1.1. Os investimentos são os gastos ativados (classificados no ativo) em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos. São temporariamente classificados no ativo da organização, para posterior incorporação aos custos e despesas e, posteriormente, serem incorporados aos custos ou despesas de acordo com o ritmo da produção (ou de acordo com o período de competência). Gastos com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos podem ser considerados como investimentos. Os gastos com equipamentos novos são ativados e, gradualmente, vão sendo depois transformados em despesas

2. Classificação dos Custos

2.1. CUSTOS DIRETOS

2.1.1. Os custos diretos são os custos que podem ser facilmente agregados aos produtos, existindo uma medida de consumo que possa ser contada por produto: quilogramas, unidades, peças, litros, horas de mão de obra consumidas por uma unidade produzida. São os custos diretos em relação aos produtos. Exemplo: matéria-prima, mão de obra.

2.1.1.1. Já os custos indiretos não oferecem condições para uma medição objetiva, por unidade produzida. Assim, a alocação aos produtos deve ser feita de maneira estimada e, às vezes, arbitrária. São os custos indiretos com relação aos produtos. Exemplo: aluguel de instalações, salário da supervisão e das chefias.

2.1.1.1.1. Os custos indiretos incluem ainda os custos indiretos propriamente ditos e, também, os custos diretos (por natureza), mas que são tratados como indiretos em função de sua irrelevância ou da dificuldade de sua medição. Exemplo: a energia elétrica deveria ser tratada como custo direto, mas muitas vezes não é, pois para isso seria necessário um sistema de mensuração (medidor de energia) aplicado a cada produto ou processo produtivo de cada produto. Por ser caro esse sistema, ou de difícil aplicação, o valor a ser calculado seria obtido com base na potência de cada máquina e no volume de sua utilização; assim, prefere-se a apropriação dos custos de forma indireta.

3. Custeio por Absorção

3.1. O custeio por absorção é o método de custeio mais largamente utilizado. A operacionalização do método de custeio por absorção consiste inicialmente em classificar os custos em diretos e indiretos. Os custos devem ser classificados como diretos quando forem facilmente mensuráveis por unidade do produto ou quando forem identificados a um produto de maneira confiável. Mesmo que o custo possa ser classificado como direto, mas se houver dificuldades para que se meça sua quantidade por produto, então ele deve ser lançado como custo indireto. Como visto anteriormente, os custos indiretos não oferecem condições para se medir objetivamente por unidade produzida e a alocação aos produtos deve ser feita de maneira estimada e, às vezes, arbitrária. Como os custos diretos são facilmente associados a um produto, eles são diretamente agregados a esse produto. Como os custos indiretos não oferecem essa condição de associação a um produto, eles são apropriados ao produto por meio de rateio.

4. Análise da Margem de Contribuição por Produto

4.1. A análise da margem de contribuição por produto permite a obtenção de informações muito importantes para a tomada de decisões. Ela contribui para se determinar quais produtos são mais lucrativos perante uma determinada estrutura de custos fixos. Assim, permite descobrir qual é o produto ou serviço que mais contribui para o lucro da empresa e a recuperação das despesas e custos fixos e também quais os produtos ou serviços deficitários. Como exemplo, suponhamos uma empresa que fabrica os seguintes eletrodomésticos: liquidificador, batedeira e sanduicheira industriais.

4.1.1. Ponto de Equilíbrio Contábil

4.1.1.1. O Ponto de Equilíbrio (PE) corresponde à quantidade mínima a ser produzida e vendida para que se possam cobrir todos os custos operacionais em um determinado período. No PE, todos os custos e despesas são cobertos, mas não há lucro, ou seja, no PE o lucro é zero. A dedução algébrica do PE tem como ponto de partida a equação fundamental do lucro:

4.1.1.1.1. Ponto de Equilíbrio Econômico

5. Custo Pleno

5.1. No custo pleno, os preços são estabelecidos com base nos custos integrais (BRUNI; FAMÁ, 2008), quais sejam: Custos totais de produção. Despesas de vendas. Despesas financeiras referentes a prazos concedidos (prazos de pagamentos concedidos aos clientes). Descontos sobre a forma de prazos concedidos pelos fornecedores (prazos para pagar os fornecedores). Despesas de administração. Margem de lucro desejada

5.1.1. Método RKW

5.1.1.1. O método Reichskuratorium fir Wirtshaftlichkeit (RKW – Conselho Administrativo do Império para Eficiência Econômica) foi muito utilizado na Alemanha, no início do século XX. O método consiste em alocar todos os custos à unidade de produto (quantidade), prevendo um determinado volume de atividade.

5.1.1.1.1. Custo de Transformação

6. CUSTO E OPORTUNIDADE

6.1. dado um determinado resultado, obter o menor custo (ou a menor utilização de fatores de produção); e a partir de um custo definido, ou de certa utilização de recursos (nível de utilização de fatores de produção), obter o melhor resultado.

7. Gastos ou Dispêndios

7.1. Os gastos ou dispêndios são o sacrifício financeiro com que a organização arca para obtenção de um produto ou serviço qualquer. Segundo a Contabilidade, estes serão, em última instância, classificados como custos ou despesas, a depender de sua importância na elaboração do produto ou serviço. Alguns gastos podem ser temporariamente classificados como investimentos e, à medida que forem consumidos, receberão a classificação de custos ou de despesas

8. Custeio Direto ou Variável

8.1. O custeio direto parte do pressuposto de que a venda é o elemento gerador de riqueza para a firma, ou seja, o custeio direto foi concebido para espelhar o resultado operacional da empresa como uma função da quantidade vendida, sendo muito importante para o monitoramento dos resultados financeiros obtidos com as vendas dos produtos, considerando que a produção não vendida no período não gera os recursos necessários para pagar os recursos consumidos também nesse período (SOUZA; CLEMENTE, 2005). A operacionalização do custeio direto é iniciada com a classificação dos custos em variáveis e fixos, considerando como fixos todos os custos que ocorrem periodicamente sem serem afetados pela quantidade produzida e, por outro lado, considerando como variáveis os custos que variam proporcionalmente ao volume produzido. Depois de feita essa distinção entre custos variáveis e fixos:

9. Custos na Formação de Preços

9.1. O processo de formação de preços não está somente ligado aos custos, mas também às condições de mercado, ao nível de atividade e à remuneração do capital investido. Portanto, o preço de venda deve ser um valor que permita a maximização dos lucros, mantendo-se a qualidade, atendendo às expectativas de mercado quanto a esse preço e aproveitando da melhor maneira os níveis de produção.

9.1.1. O processo de determinação do preço de venda inclui: Formação de um preço-base. Análise do preço-base quanto às características de mercado, como preço da concorrência, volume de vendas, prazo, condições de entrega e aspectos promocionais. Teste do preço mediante as condições de mercado por meio da análise custo-volume-lucro. Determinação do preço de acordo com as condições da venda, como volume da compra, prazos de financiamento e comissões de vendas em cada condição.

9.1.2. A formação de preços deve considerar: a qualidade do produto dentro das reais necessidades do consumidor; a existência de produtos substitutos com preços mais competitivos; a demanda esperada para o produto; o segmento de mercado do produto; o controle de preços por parte do governo; os níveis de produção e vendas pretendidos; os custos e despesas de fabricar, administrar e comercializar o produto.

9.1.2.1. Os métodos mais conhecidos para a determinação do preço com base nos custos são: Custo pleno. Custo de transformação. Custo marginal. Taxa de retorno exigida sobre o capital investido. Custo-padrão.