1. Processo de desenvolvimento de uma neoplasia, desde as alterações mais precoces no DNA (ocorrendo em uma célula ou em um pequeno grupo de células), até a formação de um tumor, por vezes com agressividade biológica, que pode levar ao óbito do hospedeiro.
2. O fenótipo maligno decorre do acúmulo de alterações genéticas ou epigenéticas, em genes essenciais.
3. Carcinogênese por radiação
3.1. A energia radiante, eletromagnética ou particulada, e os raios UV da luz do sol induzem neoplasias em vários tecidos, quer seja no homem ou em condições experimentais.
3.2. As radiações particuladas (partículas alfa, beta e neutrôns) e eletromagnéticas de alta frequência são capazes de gerar íons ao interagirem com a matéria, razão pela qual são também denominadas radiações ionizantes.
4. Carcinogênese Química
4.1. A natureza dos agentes químicos causadores de câncer é bastante variada, compreendendo principalmente agentes naturais, como a aflatoxina B1, agentes sintéticos, como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e as aminas aromáticas utilizadas na indústria, agentes alquilantes como as drogas utilizadas no tratamento contra o câncer e fatores endógenos como hormônios e sais biliares.
5. Carcinogênese viral e microbiana
5.1. Os vírus são etiologicamente implicados na gênese dos cânceres tanto em animais quanto no homem
5.2. Vírus cancerígenos são basicamente divididos em dois grupos: os que possuem material genético codificado na forma de RNA e os que possuem DNA como genoma.
6. Mesmo nas situações em que um importante fator cancerígeno é implicado na etiopatogênse de determinado câncer, as propriedades da doença e sua evolução no organismo hospedeiro são influenciadas pelas exposições simultâneas experimentadas pelo hospedeiro, quer sejam os fatores que favorecem (cancerígenos) ou desfavorecem (protetores) o desenvolvimento de cânceres.