ISTS E GRAVIDEZ PRECOCE

Iniziamo. È gratuito!
o registrati con il tuo indirizzo email
ISTS E GRAVIDEZ PRECOCE da Mind Map: ISTS E GRAVIDEZ PRECOCE

1. HERPES

1.1. O QUE É?

1.1.1. A herpes é uma doença viral infecciosa causada por dois tipos de vírus semelhantes: o herpes simples tipo I (HSV-I), relacionado à herpes labial, e o herpes simples tipo II (HSV-II), relacionado à herpes genital. É caracterizada pela presença de vesículas cheias de líquido que, quando arrebentam, formam feridas nas mucosas ou na pele e desaparece à medida que a imunidade se restabelece.

1.2. TRANSMISSÃO

1.2.1. A transmissão ocorre pelo contato direto com a lesão, por meio do beijo, gotículas de saliva, objetos contaminados levados à boca e relações sexuais ou quando a pessoa infectada toca na própria lesão e, em seguida, toca em outras pessoas.

1.3. SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS

1.3.1. A herpes é caracterizada pela presença de vesículas de líquido que, quando arrebentam, se transformam em feridas nas mucosas ou na pele, principalmente nos lábios, herpes simples labial, ou na região genital, herpes genital, que cicatrizam em poucos dias. Apesar da rápida cicatrização, o vírus permanece no organismo e pode provocar novas lesões.

1.4. TRATAMENTO

1.4.1. A herpes não tem cura mas a doença é autolimitada, ou seja, desaparece à medida que o sistema imune se recupera. Durante as crises infecciosas, o objetivo é diminuir o desconforto na área afetada, então, o tratamento com medicamentos antivirais pode ser realizado para amenizar os sintomas e o período de duração da doença.

1.5. MÉTODOS DE PRENVENÇÃO

1.5.1. A melhor maneira de prevenir o herpes genital é usar preservativo nas relações sexuais. Além disso, para diminuir os riscos de transmissão, deve-se evitar manter relações sexuais quando houver sinais e sintomas da doença, já para herpes labial manter uma higiene pessoal constante, lavar as mãos regularmente, ter uma dieta saudável e fazer uso rotineiro de hidratantes labiais.

2. HEPATITES VIRAIS

2.1. O QUE É?

2.1.1. A hepatite é uma doença viral infecciosa que pode ser provocada por vários tipos de vírus, atacando o fígado, podendo ser aguda ou crônica. Existem cinco tipos dehepatite: A, B(causada pelo vírus DNA da família Hepadnaviridae), C(causada por um vírus de RNA), D e que diferenciam-se quanto à sua evolução e transmissão

2.2. O QUE CAUSA?

2.2.1. Trata-se de uma inflamação do fígado causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas, porém alguns tipos de hepatites virais podem provocar cirrose e câncer de fígado.

2.3. TRANSMISSÃO

2.3.1. Algumas formas de hepatite são transmitidas por água e alimentos contaminados por fezes (Tipo A e E). Outros tipos são transmitidos por transfusão de sangue (B, C) ou por relações sexuais.

2.4. TRATAMENTO

2.4.1. O tratamento das hepatites virais dependerá do tipo de hepatite apresentada pelo paciente. Em alguns casos, não há tratamento específico, sendo esse o caso das hepatites A e E. As hepatites B, C e D, por sua vez, possuem tratamento. Entretanto, é importante salientar que apenas o tratamento da hepatite C é responsável por garantir a cura da doença. As hepatites B e D, apesar de possuírem tratamentos, não são responsáveis pela cura, e sim por evitar a complicação do quadro, controlando o dano no fígado.

2.5. MÉTODOS DE PREVENÇÃO

2.5.1. A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus é a vacina, que está disponível no SUS para todas as pessoas. Outras formas de prevenção devem ser observadas, como usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente e etc.

3. SÍFILIS

3.1. O QUE É?

3.1.1. Sífilis é uma infecção bacteriana causada pela bactéria Treponema pallidum que, na maior parte dos casos, é transmitida através da relação sexual sem proteção. A sífilis desenvolve-se em estágios, e os sintomas variam conforme cada estágio, inicialmente começa com uma ferida indolor e depois atinge diversas partes do corpo, como pele, sistema cardiovascular e até o sistema nervoso.

3.2. O QUE CAUSA?

3.2.1. Os primeiros sintomas são feridas indolores no pênis, no ânus ou na vulva que, surge após o contato direto com a ferida de sífilis de outra pessoa, se não forem tratadas desaparecem espontaneamente e retornam depois de semanas, meses ou anos nas suas formas secundária ou terciária, que são mais graves.

3.3. TRANSMISSÃO

3.3.1. A sífilis pode ser transmitida de duas formas: pela via sexual, sem proteção, e verticalmente da mãe para o feto durante a gestação ou então durante o parto. A sífilis também pode ser transmitida por objetos contaminados e por transfusão de sangue contaminado

3.4. SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS

3.4.1. A doença manifesta-se de maneira distinta de acordo com a fase em que se encontra, podendo ser classificada em sífilis primária, secundária e terciária. Existe ainda a sífilis latente, que é quando a doença se encontra em período de latência.

3.4.2. 1.Sífilis Primária= É o estágio inicial da doença, essa fase é caracterizada pelo aparecimento do cancro duro, que desaparece após cerca de 4 a 5 semanas, sem deixar cicatrizes. Normalmente ocorre na região genital, porém pode ser formada no ânus, boca, língua e até na região mamária.

3.4.3. 2.Sífilis Secundária= Inicia-se após um período de inatividade das lesões do cancro duro, o comprometimento ocorre na pele e nos órgãos internos, já que a bactéria foi capaz de multiplicar e se espalhar.

3.4.4. 3.Sífilis Terciária= Surgem lesões que acometem a pele, mucosa, sistema nervoso e cardiovascular.

3.5. TRATAMENTO

3.5.1. A sífilis tem cura e, por ser uma doença causada por bactéria, é tratada com antibióticos através de injeções de penicilina, orientadas pelo médico de acordo com a fase da doença em que o paciente se encontra.

3.6. MÉTODOS DE PREVENÇÃO

3.6.1. A melhor forma de se evitar a sífilis é o uso de preservativos em todas as relações sexuais. No que diz respeito à sífilis congênita, as mulheres e seus parceiros devem realizar exames a fim de excluir a possibilidade de serem portadores da doença.

4. OMS

4.1. CONCEITO DE SAÚDE

4.1.1. O conceito de saúde mudou muito com o passar do tempo; segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito definido em 1946, saúde era com a ausência de doença ou enfermidade. Atualmente saúde é como um estado de completo bem-estar físico, mental e social; sendo assim, não possuir doença ou enfermidades aparentes não significa ter saúde.

4.2. CONCEITO DE DOENÇA

4.2.1. Doenças são enfermidades que desequilibram nosso bem-estar, nossa saúde; São uma condição que afeta, negativamente, nosso organismo, sendo causada por agentes externos. As doenças podem ser divididas por dois grupos: as transmissíveis e não transmissíveis e dentro destas a outras subdivisões.

5. MUDANÇA DO TEMOS DSTS

5.1. Em novembro de 2016 a termologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada no lugar da expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) em razão da possibilidade de um indivíduo ter e transmitir uma infecção, mesmo não apresentando os sinais e sintomas.

6. CAMPANHA DE ISTS

6.1. Em proporção global temos o dia mundial de combate as hepatites A,B e C no dia 28 de julho. No Rio Grande do Sul a Secretaria Municipal de Saúde(SMS) realiza testes práticos de HIV, Sífilis e hepatites B e C, os resultados são obtidos em 30 min. Em nível nacional temos a campanha Dezembro Vermelho destinada ao combate a HIV e outras ISTS.

7. GRAVIDEZ PRECOCE

7.1. O QUE É?

7.1.1. A Organização Mundial de Saúde considera gravidez precoce sempre que uma mulher engravida antes dos 19 anos. As principais causas da gravidez precoce se dão por diferentes fatores como a desinformação sobre gravidez e métodos contraceptivos; o baixo nível financeiro e social; famílias com outros casos de gravidez precoce e conflitos em ambiente familiar.

7.2. RISCOS

7.2.1. A gravidez precoce pode trazer grandes riscos tanto para a gestante quanto para o bebê como: depressão durante e após a gravidez, parto prematuro, anemia, aumento da pressão arterial e etc. Além do fato que a mulher não vai estar totalmente pronta, fisicamente, para uma gestação, portanto há maior chance de parto prematuro, rompimento da bolsa e aborto espontâneo. Também temos os problemas sociais como a perda de liberdade, o abandono dos estudos, a rejeição, o distanciamento dos amigos, falta de apoio, rejeição de familiares e entre outros.

7.3. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

7.3.1. Existem diversos métodos para a prevenção de uma gravidez por exemplo: a pílula anticoncepcional; minipílula; adesivo anticoncepcional; anel vaginal; implante contraceptivo; preservativo feminino e masculino; DIUS de cobre, prata ou hormonal e outros métodos contraceptivos. OBS: Antes de iniciar qualquer anticoncepcional, é importante ir ao ginecologista para que possa ser aconselhado o mais indicado para sua saúde.

7.3.2. Anticoncepcionais como a pílula, adesivo, implante ou anel, previnem a gravidez mas não protegem contra as ISTS, por isso é muito importante o uso do preservativo.

8. HIV/AIDS

8.1. O QUE É?

8.1.1. A AIDS é uma síndrome que se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo; é uma doença ocasionada pela infecção do vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), um retrovírus cujo principal alvo são os linfócitos T-CD4, fundamentais para coordenar as defesas do organismo. Quando o número dos linfócitos diminui o organismo fica mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas.

8.1.2. O vírus HIV, dentro do corpo, ataca o sistema imunológico e liga-se a um componente da membrana que reveste o linfócito T-CD4 + ele invade e altera o DNA do linfócito para criar cópias de si mesmo. Com isso, o sistema de defesa não tem mais forças para combater agentes externos, então a pessoa começa a ficar doente mais facilmente e se dizemos que ela tem AIDS.

8.2. TRANSMISSÃO

8.2.1. O HIV pode ser transmitido de diversas formas, entretanto, a principal forma de transmissão é por via sexual, sem proteção, porém também pode ocorrer da mãe para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação e por meio do contato com sangue de uma pessoa infectada( ao compartilhar seringas, agulhas ou em transfusão de sangue).

8.3. O QUE CAUSA?

8.3.1. Aids é uma fase da infecção causada pelo HIV em que o paciente apresenta infecções oportunistas e neoplasias. Isso ocorre porque o sistema imunológico do indivíduo apresenta-se muito comprometido, tornando-o mais suscetível a esses problemas de saúde. Essas doenças oportunistas podem levar o indivíduo à morte.

8.4. SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS

8.4.1. Algumas semanas depois da infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta e fadiga. A doença costuma ser assintomática até evoluir para AIDS. Os sintomas da AIDS incluem perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes.

8.4.2. Quando a pessoa é contaminada, passa a ser soropositiva(isto é, pessoas que têm HIV), porém, muitos soropositivos podem viver anos com o vírus sem desenvolver a doença ou ter sinais e sintomas. No entanto, mesmo sem desenvolver a doença, quem tem o vírus HIV pode transmiti-lo para outras pessoas.

8.5. TRATAMENTO

8.5.1. O tratamento para o HIV/AIDS acontece por meio da terapia antirretroviral, que impede que o vírus se multiplique exageradamente; este não garante a cura da infecção e baseia-se no uso de medicamentos, distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) onde também é possível fazer testes para detectar o HIV.

8.6. MÉTODOS DE PREVENÇÃO

8.6.1. A prevenção da infecção pelo HIV pode ser feita utilizando-se camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhando objetos como seringas e agulhas. Além disso, toda gestante deve fazer um rigoroso pré-natal para evitar que o vírus passe para seu filho caso seja HIV positivo.

9. HPV

9.1. O QUE É?

9.1.1. HPV (papilomavírus humano) é um vírus de DNA capaz de infectar pele e mucosas tanto de homens quanto de mulheres provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, dependendo do vírus. Existem diversos tipos deste vírus, que podem causar desde verrugas em pele e mucosas até lesões mais graves como câncer de colo de útero. Os HPV são classificados em tipos de baixo risco para câncer.

9.2. O QUE CAUSA?

9.2.1. A infecção do HPV pode manifestar-se de diferentes formas em cada organismo. Em algumas pessoas o HPV é assintomático e o próprio organismo é responsável por eliminar esse vírus, porém em outras pessoas podem surgir sinais e sintomas, tais como verrugas genitais e lesões precursoras de câncer.

9.3. TRANSMISSÃO

9.3.1. A transmissão do HPV se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma de contágio é pela via sexual sem proteção, mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal; o contágio também pode ocorrer de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.

9.4. SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS

9.4.1. Na maioria das pessoas o HPV passa despercebido, já que o próprio sistema imunológico dá conta de se livrar dele antes de causar qualquer sintoma, porém em alguns casos pode levar a verrugas genitais e mucosas, únicas ou múltiplas.

9.4.2. A maioria das infecções em mulheres (sobretudo em adolescentes) tem resolução espontânea, pelo próprio organismo.

9.5. TRATAMENTO

9.5.1. Não há cura para o vírus HPV mas as verrugas podem desaparecer por conta própria. O tratamento disponível visa eliminar as verrugas e depende do estágio da doença, o uso de remédios em forma de pomada ou creme para eliminar as verrugas do HPV é a forma mais comum de tratamento indicado pelos médicos. Existem também vacinas para certos tipos do HPV, porém elas não são um tratamento, sendo assim não são eficazes contra infecções ou lesões por HPV já existentes.

9.6. MÉTODOS DE PREVENÇÃO

9.6.1. O uso do preservativo masculino ou feminino nas relações sexuais é uma importante forma de prevenção do HPV e outras ISTS. Entretanto, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A principal medida preventiva eficaz contra o HPV é a vacinação, no SUS está disponível a vacina quadrivalente contra o HPV, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18.