1. JESUS
1.1. Identidade: Jesus frequentemente abordava a questão da identidade não em termos de status social ou ocupação, mas em relação à relação das pessoas com Deus e como filhos de Deus. Por exemplo, em João 1:12, é dito: "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome". Aqui, a identidade é fundamentada na aceitação e na relação com Deus, destacando uma identidade espiritual além das convenções terrenas. Jesus também enfatizava a importância da autenticidade e da integridade, ensinando que o que vem do coração é o que define uma pessoa (Mateus 15:18).
1.2. Governança: Embora Jesus não falasse diretamente sobre governança no sentido moderno, Ele ofereceu princípios sobre liderança e autoridade que podem ser aplicados a esse conceito. Por exemplo, Ele inverteu a noção comum de governança e poder com ensinamentos como "Quem quiser ser líder entre vós, seja vosso servo" (Mateus 20:26). Isso sugere um modelo de governança baseado no serviço, na humildade e no cuidado pelos outros, em contraste com a busca de poder e domínio sobre os outros. Jesus também demonstrou governança sobre as forças da natureza e os sistemas espirituais, mostrando domínio divino
1.3. Propósito: Os ensinamentos de Jesus são ricos em orientações sobre o propósito da vida. Ele chamou as pessoas para seguir-lo e participar do Reino de Deus, enfatizando valores como amor, justiça e misericórdia. Em Mateus 22:37-39, Jesus resumiu toda a lei e os profetas nos dois maiores mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Isso reflete o propósito supremo de viver em amor e harmonia, servindo a Deus e uns aos outros. Além disso, Jesus encorajava seus seguidores a buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33), indicando que o propósito da vida está em alinhar-se com a vontade divina e contribuir para a realização do Reino na Terra.
2. Identidade: No universo de Pablo Marçal, identidade refere-se ao entendimento profundo de quem uma pessoa é, suas características únicas, valores, crenças e a verdade sobre si mesma, desvinculada das expectativas sociais ou pressões externas. Marçal enfatiza a importância de conhecer e aceitar a própria identidade para viver uma vida autêntica e cumprir seu verdadeiro propósito.
3. Governança: Este conceito pode ser interpretado como a habilidade de governar a própria vida, mantendo controle sobre as decisões, ações e direções a serem seguidas. Governança envolve autodisciplina, autocontrole e a capacidade de liderar a própria existência de maneira consciente e deliberada, fazendo escolhas alinhadas com seus valores e propósito.
4. Propósito: Para Marçal, propósito é a razão fundamental pela qual alguém existe ou faz o que faz; é o "porquê" que guia todas as ações e decisões. Encontrar o próprio propósito significa entender qual é a sua missão no mundo, o impacto que deseja criar e como pode contribuir para algo maior que si mesmo. Marçal enfatiza que viver com propósito é essencial para a realização pessoal e profissional.
5. QUEM SOU EU ?
5.1. IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS
5.1.1. “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”.
5.1.1.1. Identidade: Este trecho aborda diretamente a questão da identidade, ao afirmar que o homem foi criado "à imagem e semelhança" de Deus. Isso implica uma identidade especial e única para a humanidade, com características divinas que nos diferenciam de todas as outras criaturas. Sugerir que o homem foi criado à imagem de Deus pode ser interpretado como uma afirmação de dignidade, valor e propósito intrínsecos à natureza humana.
5.1.1.2. Governança: A parte que menciona "Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra" fala diretamente sobre a ideia de governança. Indica que ao ser humano foi dada a autoridade para governar e ter domínio sobre as outras formas de vida e sobre a terra. Isso implica uma responsabilidade de liderança e gestão dos recursos naturais e das outras formas de vida, alinhando-se ao conceito de governança como a habilidade de gerir e tomar decisões responsáveis.
5.1.1.3. Propósito: Implicitamente, este trecho também aborda o conceito de propósito, indicando que uma das razões fundamentais para a criação do homem foi para que ele exercesse domínio sobre a terra e suas criaturas, gerindo-os de maneira responsável e sustentável. O propósito aqui pode ser entendido como cuidar da criação, protegendo-a e garantindo sua harmonia e sustentabilidade.